Por uma F1 mais simples e competitiva…(atualizado)

Este atual capítulo que a Fórmula 1 está vivendo é um dos piores desde a última década. As razões por isto estar ocorrendo na teoricamente “temporada mais emocionante dos últimos tempos” são mais contundentes pelos interesses movidos por Bernie Ecclestone e a sua “capanga”.

Como em todos os esportes (digo futebol, rugby, tênis, entre outros), a F1 vive do dinheiro. Contratos milionários para contratar um piloto, quantias magistrias de dinheiro para criar um carro competitivo, e sabemos que nem sempre é assim, milhões movidos pelos governos para a sediação de um GP, além de todos os gastos recorrentes de esses fatores. Em meio a toda essa maré, está o ESPORTE, a competição, o intuito de vencer e de ser o melhor. A cada ano a FIA lança um “pacote” de novas regras que, nem um mês de competição, já geram polêmica. Junto, vem as polêmicas por se isso ou aquilo é legal, e la vão os técnicos ver, dizem que é legal e 4 equipes discordam. Aí tem julgamento, e toda essa palhaçada.. Haja paciência.

Mas a moda veio mesmo a partir de 2007, com o rolo gerado pela (adivinha?), McLaren, que supostamente espionou a rival Ferrari e com isso tirou proveito para o rendimento do MP4-22. E-mails entre Fernando Alonso e Pedro De La Rosa suspeitos, e no final a McLaren foi punida em 100 milhões além da retirada de todos os pontos. Próxima corrida, Alonso e Hamilton na liderança e Massa e Kimi, obrigados a aceitar a decisão, correndo contra o seu próprio carro, porém com um pequeno detalhe: melhor. Ficou 2007 como a “temporada manchada” e que o time de Woking era o vilão. Pelo menos a justiça foi feita, e a Ferrari venceu os dois campeonatos, colocando a McLaren contra a parede e em uma situação constrangedora.

2008 foi o “não” ano da Renault. Era uma bela noite do GP de Cingapura, tudo parecia estar tranquilo e Massa liderava até que a turma foi para os boxes. Eis que a Renault, aproveitando-se da ida rápida de Alonso aos boxes, viu uma oportunidade de “vencer” a corrida simulando uma batida de Piquet contra o muro de proteção, fazendo com que o Safety Car entrasse em ação. Com isso, de uma hora para outra, o bicampeão se encontrava do 11º lugar a liderança da corrida. Festa, comemoração e uma vitória histórica no 800º GP da F1. Porém, quase um ano depois do acontecido, uma verdade vem a tona: Nelsinho, “nervoso” com a saída da Renault, botou tudo pra fora e confessou que foi tudo armação. Mais confusão, tribunais, problemas e o decreto final: Tchau, tchau Briatore, Symonds 5 anos fora e Nelsinho sem vaga na F1. Desastre.

Isso em meio a temporada da “carroça” Renault. Depois disso, ficou a dúvida porque a equipe não foi punida com a retirada dos pontos ou a vitória de Alonso. Nada foi feito, meses depois Briatore foi declarado inocente e Alonso, na posição defensiva, dizendo “eu não sabia de nada”. Fica difícil imaginar isso, e algo suspeito foi que Fernando havia largado muito leve, coisa impossível para um 15º lugar no grid. A trapaça estaria preparada antes da corrida? Talvez sim, talvez não, mas o fato é que até hoje se fala nisso…

Em 2009, mais polêmica. Os difusores de “70 andares” da Brawn, Toyota e Williams foram questionados pelo resto das equipes e a confusão começou. Hipóteses de se os carros seriam desclassificados, se o difusor seria proibido ou não, e mais palhaçada. No que deu? Os difusores continuaram, a Brawn estraçalhou o grid e quando todos conseguiram copiar, já era tarde demais. Ironicamente foi a Red Bull que chegava mais perto com um projeto muito diferente.

Outra polêmica nesse ano, e (adivinha???) envolvendo a McLaren foi o “Hamilton- o mentiroso”. Esse deu o que falar. O problema havia sido que Lewis foi desclassificado do GP da Austrália por ter mentido junto com sua equipe sobre o acidente com Jarno Trulli, que chegou em terceiro e tinha sido punido por ter ultrapassado ele sob a bandeira amarela. Um choradeira danada, realmente foi um fiasco para a equipe, que já era tratada de vilã, e para Hamilton, que vinha em 2009 para ser maduro. Tudo foi “rapidamente! solucionado 4 dias antes do próximo GP, em que a FIA devolveu o lugar a Trulli e deixou Hamilton desclassificado. Então, junte isso aos difusores, ao domínio inesperado de Button.

Ah, e ia me esquecendo da briga da FOTA E FIA durante o meio do campeonato. As equipes grandes, como protesto a própria F1, ameaçaram sair do campeonato e formar um paralelo, sem intervenção da FIA. Reuniões para cá, reuniões para lá, tudo acabou bem, felizmente (?).

O que isso quer dizer? Que nunca, pelo menos enquanto Ecclestone estiver vivo, uma equipe sairá do mundial ou seus pilotos serão expulsos, ou será desclassificada (em grande escala) por não obedecer as regras. Tudo para preservar a imagem da F1, que já está bem lastimada..

Agora, falando da dura e pura realidade da F1 atual, o panorama não melhorou. As novas regras da FIA não deram resultado positivo, fazendo com que o GP do Bahrein se tornasse “uma procissão”. O tanque de combustível, a regra dos pneus sliks, a aerodinâmica dos carros e a escolha desta pista para o início do mundial estão erradas, de um modo. Ok, a meta é “melhorar o espetáculo”, mas em uma análise fria isto não aconteceu, pelo menos até o presente momento.

Esperamos que o que foi visto no GP do Bahrein não continue ao longo do ano, o que seria terrível para o crescimento da F1, notavelmente abalado nos últimos meses.

O que a FIA quer é “Cash”, inventar umas regrinhas e deixar os carros rodando em pistas quadradas. Cada dia mais falamos disso, mas ninguém escuta. O grande desafio por trás de tudo isso é que pesoa alguma sabe o que fazer. Claro, as regras e mudanças são bem fundadas, mas em qual fundamento? Não é de hoje que a F1 se parece com a Indy, inclusive a última prova em São Paulo foi mais emocionante que a da categoria máxima do atomobilismo. Outra coisa que escapa como água nas mãos da entidade é o caso da pontuação, aumentada bruscamente de um dia para o outro. O lema: valorizar a vitória. Quer dizer que uma vitória tem valor pelos pontos que são decididos de colocar?

Eis a dúvida que aterroriza os fãs e o futuro da categoria. A arte de inovar já não é suficiente para esta geração, é preciso mudar radicalmente. E não mudando os pontos ou o regulamento…

Sugestões, críticas e mais, no debate de comentários.

Obrigado; Tomás

18 comentários em “Por uma F1 mais simples e competitiva…(atualizado)

  1. Jean Marie Ballestre, Max Mosley e Bernie Ecclestone são farinhas do mesmo saco.

    Considero que até 2002, estava tudo bem, o sistema de treinos era interessante, também gosto do atual, eliminatório, pontuavam os seis melhores.

    Mas nossos dirigentes, a partir de 2003, começaram a criar regras esdrúxulas. Primeiro, o sistema de treinos, uma volta por piloto, se trocar motor, perde 10 posições. Caso um piloto batesse ou errase na tomada de tempo, perderia um final de semana inteiro, além de passar para oito o número de pontuadores.

    Em 2007, um caso a parte, Max Mosley e Bernie Ecclestone, na minha opinião, foram os únicos responsáveis pela briga entre McLaren e Ferrari, no caso da espionagem. Como ambas escuderias lideram o interesse das equipes, nos contratos comerciais. Muitos dizem que eles gostam da escuderia italiana, podem até, em algumas ocasiões, ajudá-los, mas garanto, com certeza são as duas equipes que ambos mais abominam. Max Mosley reiterou que queria excluir a McLaren. Quando o circo pegou fogo, Ron Dennis e Jean Todt, chefe de ambos os times, é quem tiveram que resolver o negócio.

    Em 2008, eu vi o lance mais absurdo, pior do que fizeram com o Ayrton Senna em 1989. No Japão, Sebastien Bourdais foi punido com 25 segundos no tempo final de prova por um toque com Felipe Massa, sendo que o francês fez o possível para evitar o toque com a Ferrari. Ano retrasado, como nunca, os comissários de prova e dirigentes interferiram diretamente nos resultados finais de corrida, com desclassificações desnecessárias, punições sem cabimento, vide Hamilton e Kovalainen, na Malásia, quando os acusaram de atrapalhar pilotos em volta rápida. Fica a pergunta: Por que nunca puniram Ralf Schumacher, que agia deliberadamente, como fez com Barrichello, na Hungria, em 2000, quando foi a pista com o intuito de atrapalhar o brasileiro, fora os cortes propositais em chicanes, para não ser ultrapassado. Nunca vi Ralf tomar punições e ninguém falava nada.

    Sou defensor da pontuação apenas para os seis primeiros, acho que incentiva a competição, os pilotos terão maior empenho.

    O sistema de treinos está interessante.

    Só o que falta, é sair o Bernie Ecclestone, o Max já foi tarde.

    • Muito boas as suas obervações Diego.
      Aliás, Ballestre foi um dos grandes inimigos de Senna na F1.

      Falando das regras, muitas terão que ser revistas, porém as mudanças devem vir só em 2011…
      Este ano “já passou” nesse tema, agora é olhar para as provas do campeonato e esperar vitórias do Top 4.

      abraço

  2. Diego concordo com vc, mas com uma ressalva, tem que tirar esses circuitos do Tilke, o unico dele que presta e Turquia, o resto e uma porcaria.

    Mas em particular prefiro a pontuação atual, acredito que desse jeito as equipe medias e menores terão algo a mais pra desenvolver os seu carros pra tentar algo, e somente com 6 pontuando se Mclaren/Ferrari/Red Bull tiverem um excelente carro não sobra nada pra ninguem.

    Abraços

    • Foi com esse intuito que a FIA mudou a pontuação, para que haja mais igualdade..
      Mas isso não quer dizer nada, já que este ano tempos o Top 4 e ele dominou as 8 primeiras posições, só sobrou 2 pontos para a Force India e 1 para a Williams.
      Se fossem só os seis, teriam somado apenas ALO-MAS-HAM-VET-ROS-SCH.
      Se bem que seria bem mais competitivo, convenhamos.

      Abraço

      • Faz uma materia sobre os circuitos desse famigerado projetista Tilke, ai nós discute sobre eles……

  3. 2007= Pelo menos a justiça foi feita, e a Ferrari venceu os dois campeonatos

    Justiça???? Alonso e Hamilton, não perderam nenhum ponto????
    Foi a maior vergonha que presenciei, é a mesma coisa que condenarem os assaltantes de banco e não serem condenados os motoristas que guiaram os carros do roubo.

    Pulando 2008 ???
    Tomás, o que que é isso, só porque torce pelo Alonso?
    Uma sujeira vergonhosa e novamente a FIA, mesmo sabendo da armação, da RENAULT, do Briatore, dos pilotos Angelo Piquet e FERNANDO ALONSO, em um acidente que podia ter consequências fatais e mudou totalmente o resultado do campeonato, o beneficiado com a vitória, o piloto Alonso, não perdeu os pontos, não recebeu punição.
    Como essa visão distorcida da FIA, que parece ter em seu dirigentes, pessoas ainda mais sujas de quem ela deveria estar julgando.

    • Luiz Sergio;

      No sentido de que a McLaren não ficou com o título. É algo como justiça, mas entendo a sua critica. Voce deve se lembrar de 1197, quando Schumacher jogou o carro em Villeneuve e todos os seus pontos fora retirados. Mas e as vitórias??? Ah, aí ninguém disse nada;;

      Obrigado pela lembrança, eu tinha a impressão de que esquecia de algo, no momento eu não lembrei, perdão. Agora eu atualizei com as criticas necessárias.
      E não, não é porque eu torço pelo Alonso, como dá para ver eu o critiquei no caso da McLaren e agora no da Renault.

      Foi falta de recordação, só. Eu sempre posto sem fanatismo, você sabe.

      Abraço!

    • Falando em Justiça o Primeiro tiutlo do Shummi foi a coisa mais ridicula que eu ja vi passar em branco na F1….

  4. Acho que o sistema de treinos está legal do jeitinho que está assim como o regulamento (sem reabastecimento), porém para tornar a F1 mais divertida poderiam colocar as seguintes mudanças abaixo.

    1) Remover o câmbio semi-automático e voltar ao uso do câmbio manual.
    2) Permitir apenas o uso de pneus duros.

    Aumentando os riscos de falha humana e tornando a direção mais desafiadora nos proporcionariam corridas mais emocionantes.

    • Foi isso que aconteceu no início de 2008, quando 15 carros não competaram o GP da Australia.
      Aí era quem sabia mesmo…
      Houve críticas, mas apoio essa ideia.

      Abraço Renato!

  5. O problema não tem nada a ver com a montanha de dinheiro envolvida na coisa.
    Nem na parte de marketing como alguns rezam com a história de que os patrocinadores não gostam de ver suas marcas sendo ultrapassadas na pista por outras…

    O problema é de material humano e creia, excesso de segurança.
    Pistas com enormes areas de escape que não punem com o abandono da prova quem erra. No máximo perde-se umas posições e só.
    Freios que fazem com que os carros brequem dentro das curvas diminuindo assim a chance de uma ultrapassagem pela força de motor.
    E por ultimo pela comodidade das regras em que pontuam metade do gride, o que desvaloriza a vitória e banaliza os triunfos.
    Só isto.

  6. “O problema é de material humano e creia, excesso de segurança.
    Pistas com enormes areas de escape que não punem com o abandono da prova quem erra. No máximo perde-se umas posições e só.
    Freios que fazem com que os carros brequem dentro das curvas diminuindo assim a chance de uma ultrapassagem pela força de motor.
    E por ultimo pela comodidade das regras em que pontuam metade do gride, o que desvaloriza a vitória e banaliza os triunfos.
    Só isto.”

    Exato, as minhas ideias são as mesmas também.
    Mas agora, com tudo isto, ficará difícil que elas sejam postas a prova.
    A época “boa” da F1 acabou faz tempo..

    abraço Ron

  7. EU concorod com o ron no que diz respeito as áreas de escape,poderia m voltar com a caixa de brita,bem extensa para evitar maiores acidentes,assim proporcionaria o abandono que pode até decidir um campeonato como em 1991 no japão em que o Mansel saiau da pista..
    Bom falando em 1991,no conceito de aero dinamica dos “carro asa” não tinha esse problema de turbulencia pra quem vem atrás e pro isso não pode ultrapassar..
    Esse conceito foi banido não sei por que,segurança talvez???
    Na minha opinião ele deveria voltar pois os carros andavam colado em reta curva de alta de baixa era fantastico.
    Hoje os carros são feito quase todo em fibra de carbono,um material super resistente,o Cock pit do carro é praticamente indestrutível contra impacto.
    Porque não voltar este conceito aliado ao material resistente??
    Talvez a formula 1 ficasse um pouco mais lenta nas curvas,mas hora o que vale mais mais velocidades com os caros andando separados um do outro ou mais emoção com possibiidade de ultrapassagem em lugares impossíveis vide Mansell em monaco em cima do prost???
    É PRECISO tambem uma limitação dos freios,fazendo-se obrigado a frenagem a uns 80 metros,assim quem é mais arrojado pode retardar a freada e transpor o limite,
    E também um teto orçamentário,tendo como modelo um carro asa padronizado tendo um custo( x) e a fia liberando seu desenvolvimento indiviual por equipe a custo até (z)

    • Mayko;
      Depois da morte de Senna, a F1 ficou muito mais chata. Não quero dizer que um piloto morrer é algo bom, muito pelo contrário, mas de lá para cá foi dificil ver um grande acidente.
      Nesse fim de semana, Ecclestone deve ter ficado com uma louca para salvar a imgame da F1.
      3 pilotos acidentados em 3 dias do fim de semana do GP, dois mortos.
      desastre total.
      Aí confeccionaram Tamburello, tiraram muitas outras curvas interessantes e areas de escape imensas.
      por isso nao vemos mais acidentes, e tal.
      A F1 precisa ser mais arriscada, pois nao é qualquer um que anda a 300 por hora.
      antes era arriscado, agora voce sabe que tem um tanque com voce e que nada lhe-acontecerá.

      Ótimo, melhor assim, mas o espetáculo tem que acontecer..

      abraço

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