No clima de Melbourne- o circuito

Certo, vamos a continuação da programação especial GP da Austrália. A e expectativa é grande, todos os pilotos já estão nos preparativos e os carro vão tendo as suas últimas configurações colocadas.

O que discutimos no dia de ontem foi mais no aspecto de prévia mesmo, com o que esperar das equipes e ver as principais novidades que já estão rolando em Melbourne. O vídeo da Williams ajudou um pouco nessa tarefa também.

Hoje, o aspecto é mais técnico, pois vou analisar o circuito e si. Os pontos de ultrapassagens, as marchas, os pontos de aceleração, km/ph, e todo o traçado. Tudo escrito por mim, após várias pesquisas. Vamos lá então:

Para começar, vale lembrar que “em vários pontos do traçado não há área de escape, e um erro pode facilmente levar o piloto para o muro.

Por causa disso, a corrida em Melbourne costuma ter muitas bandeiras amarelas, entradas de safety car e abandonos, que criam muitas alternativas durante a corrida. Como aconteceu na prova do ano passado, quando o GP terminou sob bandeira amarela, com o carro de segurança na pista. Antes, o acidente de Kasuki Nakajima já tinha forçado a entrada do safety car entre as voltas 18 e 24. Em 2008, apenas sete carros receberam a bandeirada”.

Circuit Profile

Vamos então analisar o traçado, parte por parte:

É interessante que depois das classificações, quando os carros já rodaram na pista, o pó desaparece e vemos que por baixo dele há uma pista suave e dócil com os pneus. Isso tem um valor enorme, já que a preocupação com ele é imensa. Porém este é assunto para depois. O circuito está em um parque temático, com uma pista lisa e rápida e sem curvas de 90 ° que possam “quebrar” a velocidade. A direita da pista temos um lago que deixa a paisagem muito agradável.

Composta principalmente por várias curvas de velocidade média, com algumas chicanes rápidas, o traçado é um grande “inimigo” dos freios e famoso pelas intervenções no asfalto.

A pista requer um alto nível de força aerodinâmica em sentido ao solo (a famosa downforce), e a baixa rugosidade da pista permite que as equipes usem pneus médios (macios). As curvas “para baixo” podem ser um problema, e os pneus dianteiros sempre mostram um grande desgastamento, que vai consumindo a borracha. As altas temperaturas são responsáveis por afetar a durabilidade dos compostos.

Para analisar o circuito, contamos com este importante vídeo com o simulador da Red Bull, a comando de Mark Webber:

Começando a volta, se acelera até cerca de 310 km/h na parte final da reta dos boxes, antes de  freiar e baixar até a 3ª marcha para a primeira curva para a direita, na qual se chega perto dos 135 km/h. Logo depois se segue uma curva a esquerda, na que quase é uma chicane. Se acelera passando pela vértice a cerca de 200 km/h, 4ª marcha.

Na curta reta que vem depois, o pé continua embaixo até os 300 km/h, subindo de velocidade até baixar aos 80, para uma curva de direita em 2ª marcha.Novamente, esta é seguida quase imediatamente por una curva a esquerda, porém a freada é leve, passando por ela a 145 km/h em 3ª marcha. Continuando, quase não há descanso depois de este trecho, já que se acelera por toda a fase seguinte até uma larga curva a direita, com, novamente, um leve toque sobre os freios ao tempo em que se entra a 215 km/h, em 4ª marcha.

A reta seguinte é relativamente curta e se chega aos 281 km/h, para reduzir a velocidade em uma curva de 2ª marcha, a 130 km/h. Depois vem uma curva a direita que se passa com força. É aí onde o piloto sofre a maior força G, a cerca de 265 km/h em 5ª marcha. Finalmente se chega aos 285 km/h antes de freiar forte e reducir a apenas 100 km/h para a próxima curva em 2ª marcha a direita.

Daqui, uma rápida mudança em uma larga curva a esuqerda requer alta concentração, e é om ser cuidadoso já que se entra a aprox. 180 km/h em 3ª marcha. Em seguida uma rápida e bem difícil chicane em 4ª marcha que se começa pela esquerda ou pela dierita a 210 km/h, para subir novamente a 300. A próxima curva é para a direita em 2ª marcha, a 1ª de duas complicadas, onde se freia bem justo, reduzindo a 120 km/h.

VISTA AÉREA DA ÁREA DO AUTÓDROMO DE MELBOURNE (AUSTRÁLIA)

Entre essa e a segunda das duas curvas para a direita, há um breve trecho de aceleração que aumenta a velocidade a 230 km/h para aumentar a 4ª marcha. Logo se reduzem 50 km/h para a curva seguinte, bem apertada a squerda, na qual se acelera até os 245 km/h antes de baixar a 2ª marcha.

A última curva, quando se chega na reta dos pits, se entra a 150 km/h em 3ª marcha, e uma boa saída nesta curva é essencial para que se consiga um boa velocidade e, obviamente, se possa iniciar outra volta.

*- O circuito tem uma longitude de 5,303 km, com 58 voltas e uma distância total de 307,574 km.

*- Recorde de volta: 1:24.125 (Michael Schumacher, Ferrari, 2004)

Ficheiro:Circuit Albert Park.png

Agora, acompanhando o vídeo, curva por curva, os números:

  1. Curva 1- 145 km/h–3ª marcha- Força G=2.38
  2. Curva 2-200 km/h–4ª marcha- Força G=2.9
  3. Curva 3-092 km/h–2ª marcha- Força G=1.76
  4. Curva 4-145 km/h–3ª marcha- Força G=3.13
  5. Curva 5-239 km/h–6ª marcha- Força G=4.55
  6. Curva 6-134 km/h–3ª marcha- Força G=2.9
  7. Curva 7-186 km/h–4ª marcha- Força G=2.54
  8. Curva 8-255 km/h–6ª marcha- Força G=2.73
  9. Curva 9-115 km/h–3ª marcha- Força G=2.38
  10. Curva 10-251 km/h–6ª marcha- Força G=0.84
  11. Curva 11-226 km/h–6ª marcha- Força G=4.04
  12. Curva 12-233 km/h–5ª marcha- Força G=4.52
  13. Curva 13-138 km/h–3ª marcha- Força G=2.99
  14. Curva 14-205 km/h–5ª marcha- Força G=3.55
  15. Curva 15-084 km/h–2ª marcha- Força G=1.88
  16. Curva 16-180 km/h–4ª marcha- Força G=2.61

Muito bem meus amigos, depois desta boa análise, ficamos informados de todos os dados do circuito e os pontos importantes para analisarmos ao longo do dia. Fiquem a vontade para opinar, seja das estratégias e classificações a palpites da corrida. Até mais!

24 respostas para “No clima de Melbourne- o circuito”

    1. Vai sim.
      Parece que todo mundo esqueceu que em 2008 tivemos bons pegas, em 2009 6 carros completaram e Barrichello passou muita gente.
      Alonso, Kovalainen fizeram um duelo bonito.
      Mas como Rubens ressaltou, depois vou analisar isso, o problema podem ser os pneus neste novo regulamento…

      abraço

  1. vai ter ultrapassagens sim, mas não vai ser nenhum festival, assim como acredito que vá entrar o safety car também.

    Quanto a meterologia, o terceiro treino livre e a classificação podem ser disputadas sob chuva em Melbourne. De acordo com o Weather Channel, há 40% de chance de os dois últimos e decisivos treinos acontecerem em pista molhada.

    Enquanto para a sexta e o domingo é prevista apenas a presença de nuvens sobre o circuito de Albert Park, no sábado é prevista a menor temperatura do fim de semana — máxima de 23ºC e mínima de 15ºC — e alguma chuva, que voltaria na segunda-feira após o

    1. O safety car será peça chave.
      Sem ele a corrida deve ser chata, mas na largada sempre tem cnfusão.
      vocês vão ver, será legal, ainda mais com toda a nossa expectativa.
      se chover, aí será muito melhor!

  2. O sistema de dutos utilizado pela McLaren, que faz com que o fluxo de ar entre no carro um pouco à frente do cockpit e saia nas asas traseiras, já ganhou mais um adepto. A BMW Sauber será a primeira equipe a adotar o sistema apresentado pela equipe inglesa e vai testar a inovação nos treinos livres para o GP da Austrália, em Melbourne. Esses dutos são acionados pelos joelhos dos pilotos, que decidem quando querem utilizar o aparato.

    A BMW Sauber não pôde testar a atualização do carro no túnel de vento. Segundo Pedro de la Rosa, piloto da equipe suíça, os treinos na sexta-feira (26) serão decisivos para a equipe saber se vai ou não utilizar esse sistema durante a corrida. “Não tivemos testes, e essa será a primeira oportunidade para testarmos isso. Temos de ter certeza que isso funciona para depois decidirmos se ele vai funcionar na corrida. Apenas temos de ter paciência para testar isso apropriadamente”, falou o espanhol à revista inglesa “Autosport”.

    De la Rosa, que anteriormente era piloto de testes da McLaren, disse que sabia do novo sistema da equipe inglesa, mas evitou fazer comparações com o produzido pela sua atual equipe. “Eu tinha uma ideia do que a McLaren planejava. Mas esse é o sistema da BMW Sauber e é diferente. Definitivamente é um sistema que, se der certo, deixa o carro mais rápido”, completou.

    1. Sauber BMW, como a BMW não tem capacidade para fazer um motor, o motor que a Sauber uma é um motor Ferrari, talvez os carros normais de rua da BMW, possam melhorar usando também os motores Ferrari e os motores Fiat.
      Wilson, sei que você já sabe, mais é muito bom escrever sobre as grandes fabricas que não conseguiram fabricar um F1 essa BMW nem o motor ela permaneceu!!!
      O importante na F1 não é criar nada é saber copiar, se possível melhor que o original.

      1. “O importante na F1 não é criar nada é saber copiar, se possível melhor que o original.”

        hahahah, pois é. Poucos criam, muitos copiam..

    2. Aposto que o que a Sauber copiou não vai dar certo no carro.
      O projeto da McLaren foi trabalhado muito em base do snorkel, do F-Duct, o Sauber não.
      é uma “solução” desesperada para pontuar.
      Mas tomara que dê certo, assim vemos o Koba brilhar…

  3. Diferentemente da BMW Sauber, a Ferrari não pretende utilizar o sistema de dutos apresentado pela McLaren tão cedo. A equipe italiana já está trabalhando para desenvolver algo parecido com o da equipe inglesa, mas não sabe se vai aderir à nova peça.

    Nikolas Tombazis, projetista da equipe italiana, acredita que esse sistema não respeita as novas regras, mas elogiou a peça como uma “solução engenhosa”.

    “Estamos construindo um similar ao deles, mas nós não sabemos quando ou se ele será finalizado”, disse o grego ao jornal finlandês “Turun Sanomat”, levantando a dúvida de que a Ferrari pode não usar o sistema.

    1. “Nikolas Tombazis, projetista da equipe italiana, acredita que esse sistema não respeita as novas regras, mas elogiou a peça como uma “solução engenhosa”.”

      é a inveja!!!!

  4. Os pilotos que estiveram ontem no circuito Albert Park, em Melbourne, onde hoje às 22h30, horário de Brasília, começam os treinos livres do GP da Austrália, foram unânimes ao falar da corrida, domingo: será bem diferente da disputada no circuito de Sakhir, em Bahrein, abertura da temporada, dia 14. “Acredito que as quatro melhores equipes lá será as mesmas aqui, mas cada pista tem suas particularidades e esta apresenta muitas, por isso a ordem de forças entre Red Bull, Ferrari, Mercedes e McLaren pode ser outra”, afirma Sebastian Vettel, da Red Bull, líder na maior parte do tempo em Bahrein. Terminou em quarto por um problema numa vela.
    “Não dá para dizer que o que vimos lá se repetirá aqui na Austrália, é preciso esperar mais duas ou três corridas para entender como ficou a Fórmula 1 com esse novo regulamento”, diz Robert Kubica, da Renault. “Neste circuito acredito que os times vão estar mais próximos. Aqui conta mais a aderência mecânica, não fica quase tudo em cima da aerdinâmica, e o piloto também faz maior diferença”, comenta o polonês. O australiano Chris Dyer, chefe dos engenheiros de pista da Ferrari, vencedora da primeira corrida do ano, com Fernando Alonso, vê a segunda prova do calendário da mesma forma. “Os pneus são outros e uma escuderia pode se adaptar melhor a eles”, explica.
    A Bridgestone disponibiliza no GP da Austrália os pneus macios e os duros, enquanto em Bahrein foram os supermacios e os médios. “O circuito melhora muito ao longo do fim de semana. O asfalto começa sem aderência, por ser uma pista de rua, e vai acumulando borracha”, diz Kubica. “A Red Bull e a Ferrari vão estar na frente, ainda, mas como esse é um traçado de características bem distintas, por isso penso que vamos estar mais próximos”, opina o campeão do mundo, Jenson Button, da McLaren. Ele foi sétimo e seu companheiro, Lewis Hamilton, terceiro em Bahrein.
    Por pista diferente, entenda-se, segundo Rubens Barrichello, da Williams, “asfalto muito escorregadio e pouca área de escape”. Disse mais: “Conta muito aqui tracionar bem e ter freios eficientes a corrida toda.” Como a espessura dos discos foi mantida de 2009 para cá, 28 mm, e o consumo é maior, por o carro estar mais pesado em razão da proibição de reabastecer, os freios preocupam as equipes, pois a prova tem 58 voltas.
    Outro aspecto capaz de fazer com que o andamento da corrida, domingo, seja diverso do GP de Bahrein é o fato de historicamente o safety car se acionado em Melbourne. “Deve ser considerada a provável entrada do safety car e por existir nos 5.303 metros do traçado seções mais rápidas, o que não era o caso de Bahrein”, explica Vitantonio Liuzzi, da Force India, nono em Bahrein. No circuito de Sakhir, a Red Bull foi a mais rápida na classificação, com Vettel na pole, e a Ferrari ganhou o GP com dobradinha, Alonso 1.º e Massa em 2.º.
    A impossibilidade de prever o que deve ocorrer no GP da Austrália foi lembrada por Lucas Di Grassi, da estreante Virgin. “Aqui terminam 12 carros na média. Uma boa largada, uma prova regular e um carro resistente nos permitirá marcar nosso primeiro ponto”, conta Di Grassi. Bruno Senna, da Hispania, conhece a pista por ter pilotado e vencido na Fórmula 3 australiana, no começo de 2007, o que pode, no começo, ser útil.

    1. ““Aqui terminam 12 carros na média. Uma boa largada, uma prova regular e um carro resistente nos permitirá marcar nosso primeiro ponto””

      O Di Grassi disse que ele pode pontuar???
      Bom, se terminarem 10, e o Virgin resistir, pode dar, mas, será??????

      1. Estou tentando compreender o raciocínio do De casa, o carro Virgem que ele pilota quebra até parado, e o De casa pensa em terminar a corrida???

  5. Uma coisa importante Thomas, que aprendi este ano…É analisar todas as voltas de todos os pilotos nos treinos livres, e voilá…Vc verá quem é o mais constante, quando ver quem anda mais no mesmo ritmo da melhor volta do treino…E acredite se quizer, Webber era o mais constante nos treinos livres do Bahrein, e Vettel não era nem perto do Webber, mas sabe pq??? Ele testava outras coisas, devido ao atraso na pré temporada para economizar din din…

    E neste bolão aposto no Webber, pois Australia é a casa dele e ele chegou em quarto ou quinto em 2002 com uma Minardi colega, lembro até hj, grande pole do Rubinho pra cima do Schumacher, e depois o Ralph fez cagada atropelando ele na largada, sem contar o Massa que ja tinha sido mais rapido que o Nick que ja estava no segundo ano de Sauber…hehehe…

    1. “Uma coisa importante Thomas, que aprendi este ano…É analisar todas as voltas de todos os pilotos nos treinos livres, ”

      Marcelo, já tenho todo o material necessário. Pode deixar que analisarei tudo, será bem melhor do que a cobertura de Bahrein.

      Webber é aposta? Ok, anotado.

      abraço!

      1. Marcelo Pazetto e Tomás, vocês vão tão longe, em matéria de números que o primeiro título do super Senna ele só ganhou porque tinha no regulamento descarte de pontos, o Prost tinha mais pontos, Senna não seria tricampeão só seria bicampeão.
        Webber, é uma boa opção, correndo em casa ele vai conseguir tirar a diferença que o Vettel coloca em cima dele, se os dois largarem na frente, com aquela fumaça saindo do carro do Webber, eles vão conseguir abrir uma boa diferença para o terceiro.

  6. tomasf1 permalink

    “Uma coisa importante Thomas, que aprendi este ano…É analisar todas as voltas de todos os pilotos nos treinos livres, ”

    Marcelo, já tenho todo o material necessário. Pode deixar que analisarei tudo, será bem melhor do que a cobertura de Bahrein.

    Webber é aposta? Ok, anotado.

    abraço!

    _______________________

    HEHEE…Calma fera…So te dei uma dica, e foi de boa…Inclusive comentei outras coisas interessantes..hehehe…Mas eu te perdoo..hehhe…

    1. “HEHEE…Calma fera…So te dei uma dica, e foi de boa…Inclusive comentei outras coisas interessantes..hehehe…”

      eu nao tava bravo.. kkkkkk
      tudo certo, seus comentarios são muito bons!

      abraço

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