A hora da verdade chegou para Schumacher

Realmente, a hora da verdade chegou para Schumacher. Em um momento de mudanças no campeonato, em que se entra na fase Européia recheada de circuitos favoráveis a Red Bull e sem chuva, alguma coisa tem que ser feita para mudar a postura de Michael na temporada. A Mercedes já traz a sua carta para fazer a diferença…

O grande problema até aqui está sendo a falta de resultados, não necessariamente para Rosberg, que vem fazendo um bom trabalho, mas para o próprio Schumacher. Claro que depois de 3 anos fora das pistas, sem entrar em contanto com um F1 e com outra geração de pilotos bem dotados fica complicado avaliar o real potencial do heptacampeão em 2010.

Schumi conta com um carro que no mínimo lhe dá a possibilidade de fazer pontos, e beliscar um pódio ali e aqui, como está fazendo seu colega de equipe, já 2º na tabela geral, mas que está sendo o desafio para Michael. Com apenas 10 pontos e o 10º lugar no campeonato, a meta é começar de novo em Barcelona, circuito que pode ampliar as chances de um “sucesso” para o W01B, a segunda versão do W01.

Se trata de uma modificação nos entre-eixos, algo para aumentar a distância entre os mesmos, e um novo pacote de desenvolvimento que, tecnicamente, deve adaptar o carro ao estilo do alemão. Como eu já disse alguns dias atrás, é uma mudança arriscada, que pode colocar em xeque a boa temporada de Rosberg e a incerteza de melhorar o rendimento de Schumacher:

É estranho, porque segundo Ross Brawn Schumi está fazendo as curvas de alta mais rápidas que Rosberg, e em curvas “fáceis” está tendo problemas. Justamente por isso suspeitam do Chassis. Curioso que nesta mudança do monoposto da Mercedes, entre o alongamento dos entre-eixos, está a melhor disrtibuição de peso no carro para este ficar menos dianteiro- que por sinal sempre foi a condição de dirigibilidade que o schumacher sempre detestou na vida.

Ao modo de analisar melhor a situação, com a palavra, Ross Brawn e Norbert Haug:

Não é um chassi inteiramente novo, mas um que usamos nos testes de pré-temporada. As novas regras deixaram os pneus dianteiros mais estreitos, e isso significa ter que gerar mais carga aerodinâmica frontal que antes. Michael tem que ser capaz de apoiarse nessa grande medida na parte dianteira do carro para conseguir que seu estilo funcione bem em esta condição. – Brawn

O chassi de Schumacher foi danificado nas primeiras corridas e o consertamos da melhor forma possível. Mas estamos de volta à Europa e usaremos o carro dos testes em Barcelona. – Haug

Apesar de Alonso dizer que “as coisas não mudarão em Barcelona”, a tendência é que várias novidades apareçam nas terras espanholas. Primeiro porque a Ferrari e a própria Mercedes vem com a suas evoluções das “Asa-Duto”, e ainda temos mais duas semanas pela frente, o que significa que o trabalho está intenso.

Voltando ao tema central do post, muito de toda esta pressão exercida sobre Schumacher se deve a sua grande figura construída ao longo dos anos na F1. Ele simplesmente é o piloto com maior títulos, vitórias, poles, voltas rápidas e outros recordes na categoria. Conseguiu anos sensacionais na Ferrari e a sua volta já devia estar sendo planejada há um tempinho.

Glock ultrapassa Schumacher…

O fato de ele não chegar vencendo e detonando os concorrentes como era de costume nos anos anteriores, frustrou um pouco os fãs do alemão. É absolutamente normal, e Michael vem praticamente como um novato porque todas as suas habilidades tem que ser modificadas com carros tão diferentes do que este estava acostumado a dirigir.

Já foram muitas críticas, dúvidas se seu contrato de 3 anos prevaleceria e se ele seguiria o ano inteiro na sombra de Rosberg. A verdade é que estamos somente na 4º etapa, indo para a 5ª e mudanças ocorrerão.

Na seção de comentários, fique a vontade para opinar sobre este assunto que a cada dia se torna mais curioso e interessante. Obrigado, Tomás.

12 respostas para “A hora da verdade chegou para Schumacher”

  1. Em todas as equipes que o Michael correu, ele não entrou ganhando, estruturar uma equipe como ele conseguiu tanto na Beneton onde ele foi bicampeão e depois na Ferrari onde conseguiu mais cinco títulos são méritos que poucos pilotos em todos os anos na F1 tem essa capacidade. Na Mercedes GP não vai ser diferente. Não consigo ver o Shumi decadente, vejo um piloto até agora que não se adaptou ao carro, por uma razão ou outra ele não está confortavel, como dizem, Shumi ainda não vestiu o carro, também são poucos pilotos que conseguem dar as informações necessárias para que a equipe compreenda qual as modificações que o carro precisa. Como escrevi no blog anterior, eu ainda não o descartei para vencer esse ano e disputar o título de campeão.
    Agora, se o Shumi, não conseguir sobressair nessa sua volta, podem ter a certeza que não foi a sua idade, nem a sua aposentadoria de três anos.
    Uma das diferença de um piloto muito bom para um fora de série, está na velocidade que se faz uma curva de alta.

  2. Con Schumi hay que tener paciencia, no está físicamente como esperaba, el coche no es el que esperaba y el resultado es el que vemos, saludos

  3. acredito que gradativamente o shumi voltará a mostrar resultados interessantes. O nico que se cuide.

    Mas o que quero destacar é outra coisa:
    enquanto a mercedes pode desenvolver seu carro sem grandes mistérios e sobressaltos, a
    hispania talvez não possa nem poder desenvolver seus carros.

    A situação da equipe Hispania corre o risco de não melhorar na temporada 2010. Tudo isso por causa de o projeto ser uma parceria do time com a Dallara.

    A propriedade intelectual do chassi utilizado por Bruno Senna e Karun Chandhok pertence à fabricante italiana; ou seja, para realizar algum tipo de modificação no carro, é preciso de aval da construtora italiana.

    “Precisamos estabilizar esta situação. Temos de desenvolver o carro e não sabemos se vamos fazer isso com ou sem a Dallara”, afirmou o chefe da escuderia espanhola, Colin Kolles.

    De acordo com a imprensa especializada, o time tem três opções: trabalhar com a fabricante, obter a propriedade intelectual do projeto para desenvolver ou abandonar a temporada 2010 e se concentrar em um programa sem a Dallara para 2011.

    Das três opções, a última, segundo a mídia europeia, é a mais viável.

    http://tazio.uol.com.br/f-1/textos/17935/

  4. Ross Brawn revelou publicamente que a Mercedes vai proceder a alterações no seu monolugar, depois de terem sido detectados problemas no W01, que tornam o carro demasiado subvirador, exactamente o oposto do que Michael Schumacher gosta. Em declarações ao jornal “The Times”, Ross Brawn afirmou que as modificações que vão ser realizadas aproximam bastante mais o monolugar das preferências do heptacampeão do Mundo de F1:

    “Errámos com a frente do nosso carro, pois com os novos pneus não temos apoio aerodinâmico suficiente. As novas regras deixaram os pneus mais estreitos, o que significa que é necessário compensar isso com mais apoio aerodinâmico, bastante mais do que sucedia anteriormente. O Michael gosta de um carro muito preciso à frente e com a traseira mais solta, de modo a que isso se coadune melhor ao seu estilo de pilotagem. O Michael sempre gostou de carros sobreviradores, e com o actual, para ficar equilibrado, só desgastando artificialmente a traseira, mas isso significa bem menos aderência geral. Pareceu-me que o carro do Michael em Xangai tinha pouca tracção atrás, o que me fez suspeitar que ele ‘destruiu’ a traseira só para experimentar como seria guiar o carro à maneira dele…”, referiu Ross Brawn.

    Por estas palavras, fica-se a perceber melhor a importância que tem um carro menos ou mais adaptado ao piloto que o guia e o que isso significa em termos de prestações, pois enquanto Nico Rosberg é vice-líder do Mundial, com 50 pontos, Schumacher ocupa apenas o décimo lugar, com dez.

  5. inclusive essa questão da mercedes estar a preparar um chassi diferente em função do estilo de schumacher, me leva a uma pergunta interessante:

    a f1 atualmente, seu regulamento permite ter dois chassis diferentes? ou a mercedes vai investir tudo em prol de schumacher e de repente isso atrapalhar a vida do nico?

    1. Acredito q não há restrição no regulamento em ter dois chassis diferentes, o problema é q não é viável tecnicamente para uma equipe administrar isso. A solução é tentar diminuir a tendência understeer do W01 e fazer um carro mais neutro, para q na regulagem tanto Schumacher quanto o Rosberg possam ter carros adequados aos seus estilos.

      Agora se a atualização no chassis deixar o carro excessivamente oversteer, como é do gosto do Schumi e prejudicar o vice líder do mundial, vão dar razão ao Barrichello qdo perguntaram a ele q conselho ele daria ao companheiro do Schumi e ele disse: “procure outra equipe!”

      Não acho q a Mercedes vai “limar” o Rosberg dessa forma e essa atualização talvez ajude a ambos. Mas a verdade é q Rosberg parece bem adaptado ao carro q disputou as quatro provas iniciais.

      Confesso q estou muito curioso para ver esse “W01B”

  6. É, em cada prova o “velho Schumy” está sendo posto à prova. Quanto ao carro, infelizmente, pode ser que o Nico saia prejudicado. Mas a Mercedes investiu muito dinheiro em Michael, independente dos resultados, ele não deixou de ser uma “estrela” e as câmeras estão em cima dele.
    Ver Michael triunfar é muito importante para o “markentig” e a imagem da Mercedes! Eles praticamente introduziram Schumacher no automobilismo, cuidarem dele durante muitos anos, além do mais, acho que as propagandas que o Michael faz ainda são lucrativas para a Mercedes! Adaptar o chassi para ele pode ser um tiro no escuro, mas é um risco que a escuderia precisa correr!
    É desejar boa sorte para os dois alemães!
    Bjs,
    Deus abençoe vocês!

  7. yo quiero pensar que los problemas de schumacher son por el carro, ahora toca ver a partir de barcelona que pasa con él… pero la verdad, 3 años retirados de pista también hace perder práctica, eso está escrito.. saludos thomas!

  8. Michael Schumacher “passou do ponto”? Sua falta de ritmo é culpa do carro? Será que ele precisa de mais tempo antes de voltar a ser o que era? Dieter Rencken, que cobre a Formula 1 pela revista inglesa Autosport, lança alguma luz sobre o desempenho do alemão até agora nesta temporada.

    Embora possa ser melodramático sugerir a visão de Michael Schumacher se arrastando no encharcado Circuito Internacional de Xangai em décimo lugar com sua Mercedes – aparentemente capaz de fazer um pódio fácil nas mãos do jovem Nico Rosberg – foi como assistir Muhammad Ali ser nocauteado por Larry Holmes e Trevor Berbick em seus anos de crepúsculo. O fato é que foi um desempenho triste.

    Schumacher admitiu abertamente não estar particularmente orgulhoso após a corrida.

    Não foi a primeira corrida do sete vezes campeão decepcionante desde a sua muito elogiada volta: ele andou atrás de Rosberg em cada um dos quatro GPs e em todos os treinos oficiais deste ano. Seu companheiro de equipe, 16 anos mais novo, tem atualmente 50 pontos com uma média de 12,5 por corrida contra 10 (2,5 por Schumacher da corrida). Uma diferença de 500%…

    Para aqueles que não tinham pressa em sair de Xangai, na esteira do caos causado pelo vulcão E-15, o desempenho de Schumacher foi assunto de conversa pós-corrida, com três possíveis razões identificadas:

    1. O Rei foi simplesmente “já era”, tanto física como mentalmente

    2. Seu chassi tem um defeito latente, que será trocado para a corrida em Barcelona

    3. Outra coisa completamente diferente

    Analisando em ordem é fundamentalmente inconcebível que um piloto como ele tenha desaprendido como forçar um carro de corrida até ao limite. Embora a idade traga consigo a deterioração física, o Dr. Steve Olvey, do Instituto Médico da FIA, disse que os modernos programas nutricionais e os treinamentos, juntamente com os avanços enormes na medicina esportiva, permitem que estrelas do nosso esporte possam competir no mais alto nível até seus cinqüenta anos. Como Mario Andretti uma vez disse: “Se você pode dirigir, você pode dirigir. Ponto final”.

    Dito isto, dirigir é uma coisa e pilotar carros de corrida é outra, e no domingo era perceptível que o Schumacher de Xangai não parece ser o piloto de outrora, aquele que disputava roda a roda com Mika Hakkinen, Jacques Villeneuve, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso.

    A maneira intimidadora de Schumacher não está fazendo o efeito que fazia na primeira parte de sua carreira. Houve um momento em que a visão de um capacete vermelho em um carro vermelho (sempre carregando o número 1) provocava na maioria de seus pares um pavor absoluto, especialmente quando o carro estava ao lado ou atrás entrando em uma zona de frenagem de alta velocidade.

    Esse “respeito” simplesmente não existiu em Xangai, com Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Adrian Sutil, Petrov e Jaime Alguersuari – todos tendo começado na F1 após a aposentadoria de Schumacher – sem pensar duas vezes antes de bater rodas com a Mercedes de Schumacher, mesmo que o capacete dentro dele tenha um tom similar ao que os inspirou quando mais jovens.

    Deve ser preocupante a Schumacher que ele agora é tratado pela geração mais jovem exatamente como eles o percebem: um ‘velho’ tentando jogar um jogo de jovens – sobretudo tendo em conta o fato de que agora ele é velho o suficiente para ser pai de Vettel.

    A primeira coisa que o chefe da Mercedes Motorsport, Norbert Haug, sugeriu quando anunciou a volta de Schumacher, foi que deveriam conceder a ele três corridas para se adaptar a um esporte que mudou muito desde que ele o deixou em 2006, para fazer algum julgamento.

    Haug, obviamente, recordou a janela semelhante que Niki Lauda se impôs após o regresso do campeão austríaco na Fórmula 1 em 1982. Conforme detalhado aqui, prontamente Lauda venceu sua terceira corrida, enquanto na Malásia – terceira corrida na volta de Schumacher – o alemão teve problemas no carro e não conseguiu terminá-la

    Na China Haug sugeriu que poderia haver algo errado com o carro de Schumacher, e disse que seu chassi seria exaustivamente examinado depois na sede da equipe, em Brackley, Inglaterra, após este período de quatro corridas no oriente. É verdade que o calendário fez com que uma inspeção completa do carro – longe da sede – fosse muito difícil de ser feita, mas segundo uma fonte da equipe (Mercedes), qualquer defeito responsável pelo déficit de um segundo que Schumacher tem atualmente, certamente teria sido isolado durante as quatro corridas.

    Um membro de outra equipe está convencido que a culpa não é do carro, afirmando que “os dados de ambos os carros deviam ter identificado os problemas, mesmo que eles não possam ser consertados no local antes dos carros voltarem à base.”

    “Mas eles parecem mistificados”, acrescentou.

    Na verdade, Ross Brawn admitiu depois da corrida: “Temos alguns problemas [com Michael] com a deterioração de seus pneus que precisamos entender, portanto, seu ritmo é um problema que precisamos resolver antes da próxima corrida.”

    Mas, assim como é inimaginável que Schumacher, de repente tenha perdido sua habilidade devido ao envelhecimento, é inconcebível que Ross Brawn tenha perdido suas habilidades técnicas. Durante seu reinado na F1 Schumacher foi o piloto que mais testou, testava em cada oportunidade, às vezes até mesmo criava sessões de teste para simplesmente tentar melhorar o carro. Será que isso soa como um piloto incapaz de identificar problemas específicos de seu próprio carro, enquanto o seu companheiro de equipe serenamente conquista dois pódios consecutivos?

    Igualmente inconcebível é que a equipe liderada por Brawn não tenha conseguido identificar um problema específico do carro, apesar de ter alguns dos melhores cérebros de engenharia e infra-estrutura à sua disposição – como os títulos do ano passado provaram. Coisas estranhas, porém, tem acontecido na F1.

    O que nos traz ordenadamente para a terceira opção: que a F1 mudou substancialmente nos últimos três anos e que estas mudanças conspiraram contra Schumacher. Ele simplesmente não goza das vantagens que teve antes, já não detém todos os ases: uma equipe como a Ferrari com design, engenharia e gestão dedicada a fornecer carros perfeitamente adaptados ao seu estilo, com o maior orçamento da história da F1 financiando seus empreendimentos.

    Adicione a isso pneus Bridgestone desenvolvidos (por ele) a seu gosto; veto sobre companheiros de equipe garantindo a subserviência total; a Ferrari pegar três circuitos oferecendo testes ilimitados e, acima de tudo, que seu estilo de condução intimidadora não fazia mais efeito nos recém-chegados que desafiaram a sua superioridade. E então você tinha um piloto que não podia mais manter as vitórias e títulos. Assim ele se foi – depois ter perdido dois títulos consecutivos para um rival muito mais jovem.

    Em 2010, porém, ele voltou, depois de ter claramente subestimado as alterações na F1. Sim, ele está de volta com Ross Brawn, mas o resto da sua equipe de apoio evoluiu.

    Orçamentos tornaram-se restritos (e controlados) pelo acordo de restrição de recursos, para possibilitar a entrada de equipes menores. Agora a F1 corre com pneus controlados. Sim, eles são fornecidos pela mesma Bridgestone, mas foram desenvolvidos durante a sua aposentadoria, na ausência de outro concorrente de pneus.

    A regulamentação atual obriga pneus dianteiros mais estreitos por razões de distribuição de peso, enquanto a tocada de Schumacher demanda um carro que exige máxima aderência dianteira. Além disso, Schumacher prosperou na era do reabastecimento – dividindo corridas em dois ou mesmo em três tiros – permitindo-lhe um ritmo próprio de acordo com o desgaste dos pneus em carros muito mais leves, com pouco combustível. Agora, cada parada sai caro…

    Seu carro foi projetado – muito antes que ele tomar a decisão de retorno – por uma equipe acostumada com o estilo de “seda” de Jenson Button, com pouco acesso aos túneis de vento e a testes de pista, coisas que Schumacher tinha à vontade em Maranello. Além disso, o projeto do carro foi feito sob o orçamento da equipe BrawnGP – a aquisição da Mercedes ocorreu em novembro, com ‘Schumi’ tendo assinado um mês depois.

    Assim, ele teve apenas 16 dias de testes em um carro que não pode ser reabastecido em corrida, concebido por uma equipe ‘estranha’ com pneus ‘estranhos’ antes de guiar em sua primeira corrida em três anos. Assim, onde anteriormente ele usava os métodos acima para forçar o carro em torno de sua vontade e ‘vir’ para ele, ele é agora obrigado a ‘ir’ para o carro. Isso é claramente uma experiência estranha para ele.

    Desde que se aposentou da F1 ele correu em motos e sofreu ferimentos graves no pescoço em um acidente. Assim, ele ocasionalmente usa lenços, e na quinta-feira na China, ele estava vestido assim, alimentando rumores de que ele estava considerando a aposentadoria novamente num futuro próximo.

    De fato, durante a coletiva de imprensa, apostas estavam sendo feitas sobre quando ele iria reavaliar sua posição, com Silverstone sendo o local favorito permitindo-lhe uma saída fácil antes do ‘GP de casa’ em Hockenheim (se desejar) e deixando para Rosberg e Nick Heidfeld arvorarem a bandeira patriótica no evento da Mercedes em casa.

    Tais especulações estavam sendo feitas antes dos treinos de sexta-feira, com a classificação de Schumacher e sua performance na corrida só servindo para alimentar o assunto. Em Xangai, em 2006, quinze dias depois de anunciar sua decisão de se aposentar no final da temporada, Schumacher fez uma corrida brilhante para manter a esperança de um oitavo título, e veio de sexto no grid para vencer em condições semelhantes às vividas na mesma Xangai em 2010. Durante a coletiva de imprensa pós-corrida o editor da AutoSport Anthony Rowlinson perguntou por que o alemão, depois de uma performance como aquela, ainda pretendia se aposentar.

    Sua resposta: “Eu expliquei bem extensivamente em Monza e é muito bom que você esteja fazendo a pergunta. É melhor ir, talvez, quando você ainda está fazendo a pergunta do que você insinuar que está na hora de ir.”

    Segunda-feira passada a imprensa internacional teve um dia inteiro insinuando precisamente isso…

  9. Grande Luiz Sergio ! !
    Gostei de seus comentários , principalmente o primeiro , pois vai de encontro justamente naquilo que penso .
    É amigo , o que de fato existe sim , é uma grande pressão em cima do homem , ou do piloto , como queiram .
    É um heptacampeão , que fez uma bela história na categoria , e que depois da sua volta , está ocupando apenas a décima colocação do campeonato com dez pontinhos somente .
    E não tem dúvida , o pessoal ( fãs , jornalistas e tudo mais ) está caido de ” pau ” em cima do cara mesmo , sem dó ,e sem piedade !
    E é como você falou , ele vai melhorar nas próximas corridas , pois isso é natural , por tratar-se de um piloto muito dedicado e , acima de tudo , muito competitivo .
    No mais , isso aí amigo , gostei do que você falou .
    Abraços

    1. Marco, essa última eu tirei de outro blog, mais analisando a volta dele penso que:

      A visão de Schumacher se arrastando no encharcado Circuito Internacional de Xangai – foi como assistir Muhammad Ali ser nocauteado por Larry Holmes e Trevor Berbick em seus anos de crepúsculo.

      Se por um acaso isso ocorrer com a volta do Michael, não vai manchar suas conquistas, como não manchou a do melhor lutador de todos os tempos Muhammad Ali.

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