O que esperar da nova geração de pilotos na F1 nos próximos anos?

Como nós sabemos, a F1 passa por renovações constantes a cada ano. Em algumas ocasiões, porém nem sempre, algum piloto chama maior atenção entre todos os outros que vieram no mesmo “rebanho” e assim garante um futuro promissor na categoria.

Vejamos Massa, que estreou na Sauber, assim como o já aposentado Kimi, e se estabeleceu no mercado de pilotos a ponto de chegar na Ferrari. Vettel e Hamilton, talentos precoces, Alonso, que passou por 4 anos de amadurecimento a chegar a ser campeão mundial, ou ainda Button e Webber- pilotos que já vem há algum tempo e tem uma chance de mostrar seu valor com um carro vencedor.

Fatos assim acontecem com muitos pilotos. Temos Barrichello que já vem a 299 Grandês Prêmios batalhando, e já é um legítimo “dinossauro” na F1, assim como é Trulli e foram Coulthard e Fisichella recentemente. Temos as prometidas estrelas que ainda não conseguiram mostrar o seu real potencial pelo carro limitado ou pelos companheiros em anos passados- tomemos como exemplo Kövalainen, que brilhou diante de Fisichella na Renault, se apagou dois anos perante Lewis e agora afundou sua carreira ao entrar na frágil Lotus.

Ainda temos Rosberg, Kubica e Sutil, que mostram ser promissores mas não tem um carro vencedor. Temos os “temporários”, os que são são “velhos” mas voltaram (Schumacher e De La Rosa) e, finalmente, os da “New Generation”: Alguersuari, Kobayashi, Petrov, Hülkenberg, Senna, Di Grassi e Chandhok.

Desses 7, eu diria que pelo menos 4 podem ser grandes ou médios pilotos em um futuro próximo. Vamos em um por um:

  • Jaime Alguersuari (Toro Rosso)
  • Estreia: GP da Hungria 2009, pela Toro Rosso

O mais novo piloto da geração espanhola na F1 pode ser considerado um piloto com futuro se continuar traçado o caminho na Toro Rosso. Jaime estreou na categoria, subtituindo Bourdais, no GP da Hungria de 2009. De lá pra cá veio em uma grande adaptação no carro e circuitos e conquistou a confiança da equipe, que renovou seu contrato para este ano.

Agora, em missão de provar ao time que tem potencial, vem realizando boas aprensetações no que o carro lhe pode oferecer e já tem alguns pontinhos somados no recorrer da temporada. No último GP, justamente na Hungria onde completava 1 ano e F1, o seu STR3 o acabou deixando na mão na primeira volta e Jaime nada pôde fazer.

Eu ouço várias críticas à ele perante Buemi, que realmente se mostra mais amarudecido e capaz de conquistar um lugar na Red Bull nos próximos anos. Apesar de considerar Buemi um bom piloto, vejo que Jaime pode vir a crescer e na sua fase de amarudecimento vir a proporcionar boas corridas ao povo espanhol. Só tem que ter um bom carro, sorte, e ir para a Red Bull no futuro.

  • Kamui Kobayashi (Sauber)
  • Estreia: GP do Brasil 2009, pela Toyota

O simpático “japa-voador” já vem tendo a admiração de muitos espectadores de F1 pelo mundo afora, principalmente no Japão, é claro. Mostra ter um enorme talento e já nas últimas corridas de 2009, quando assumiu o cookpit de Glock, que havia sofrido um acidente e estava impossibilitado de correr, na Toyota, somou seus primeiros pontos e deu o famoso “X” em Jenson Button, então o atual campeão mundial.

Koba se encontrava em um difícil situação quando a Toyota anunciou sua saída da Fórmula 1. Porém, tendo um melhor destino do que Trulli e Glock- que migraram para as fracas novatas-, Kamui conquistou a confiança de Peter Sauber e garantiu seu lugar em uma boa equipe para 2010.

Vem conseguindo respeito e desenvolvendo o carro -com ajuda do experiente De La Rosa- e levando seus pontinhos para casa, que já são 17. Eu não tenho dúvidas que Kobayashi é um grande piloto e com amadurecimento e uma boa chance no futuro (o que significa ser contratado por um grande time) ele será sério candidato a ser campeão do mundo.

  • Vitaly Petrov (Renault)
  • Estreia: GP do Bahrein 2010, pela Renault

O primeiro russo da história da F1 vem fazendo uma boa temporada até aqui (pelo menos para mim, não sei se será essa a opinião de Boullier…). Sendo mais um dos pilotos pagantes, Vitaly chegou com o claro objetivo de manter uma sobrevida na categoria. Chegou a ser muito criticado, mas tem momentos claros de competência e cnsegue pontos importantes no campeonato.

O último GP da Hungria foi como uma prova de “vejam o que posso fazer”, ao classificar pela 1ª vez no ano à frente de Kubica e terminar a prova da mesma maneira, apesar do polaco ter abandonado. Pontos importantes também no campeonato. Porém, agora o dilema se encontra na permanência de Petrov na F1. O seu lugar na Renault é cobiçado por uma grande quantidade de pilotos no grid, exatamente por ser, teoricamente, o melhor que resta para 2011.Acontece que uma montanha de interesses rondam essa vaga.

Vejamos por exemplo o patrocínio da Lada na equipe, o dinheiro que Petrov trouxe e ainda o interesse de Ecclestone em levar a F1 às ruas de Moscou. Com Petrov na ativa, a faturação da corrida seria imensa.

Portanto, afirmar que Vitaly pode ter um futuro promissor não soa estranho, já que além do seu aparente talento por ser tão novo na categoria, ele conta com muitos interesses e apoios para seguir um bom caminho. Vamos ver como será o desfecho dessa intrigante história.

  • Nico Hülkenberg (Williams)
  • Estreia: GP do Bahrein 2010, pela Williams

Campeão da GP2 em 2009, o novato da geração de alemães na F1 vem mostrando serviço. Atual campeão da GP2, categoria de acesso à F1, Nico trouxe confiança à Williams para contratá-lo e até agora não decepcionou. Faz provas consistentes dentro do possível e conseguiu seu melhor resultado na etapa Húngara, com um ótimo 5º lugar. Mostra certa frieza na sua pilotagem, como todo alemão, e pode vir a ter um ótimo caminho na F1.

Já foi cogitado para a Ferrari, possibilidade remota mas que pode vir a acontecer no passar dos anos. Será essencial para Hulk conquistar mais pontos e realizar mais corridas consistentes em 2010 para centrar-se, junto com Rubens, em uma temporada com pelo menos pódios em 2011. O fato de ser alemão o pode ajudar, e ainda ouviremos esse nome correr pelo paddock.

  • O “resto”

Quanto à Senna, Di Grassi e Chandhok, vejo um caminho difícil para os três. Bruno, que já tinha sido cogitadopara a Toro Rosso, acabou entrando à F1 pela vergonhosa Hispania e parece ter um futuro complicado na categoria. Seu talento não pode ser avaliado pelo carro que possui, e nenhum dos “grandes” mostrou interesse em sua contratação.

Di Grassi já tem uma certa idade para ser novato, mas avalio que na Virgin ele possa até chegar a evoluir. O desenvolvimento da equipe de Richards será crucial, e os anos podem passar sem Lucas conquistar nada. O jogo pode virar, mas é difícil.

E Chandhok realmente não tem muitas possibilidades. Na verdade, ele que já não participa á dois GPs depois de ser substituido por Yamamoto, terá que lutar para voltar e se conseguir isso, deve ser apenas coadjuvante. Vamos ver se segue o caminho de Kartikeyan e conquista alguns pontinhos ano que vem. Por que 2010, já foi.

Depois disso, e me desdobrando em tempo aqui, já que farei uma longa viagem de mudança, pergunto para vocês: Em qual desses 7 pilotos vocês apostariam suas fichas para ser um futuro vencedor na F1?

Obrigado pelo apoio e nos vemos o mais breve possível. Tomás.

21 comentários em “O que esperar da nova geração de pilotos na F1 nos próximos anos?

  1. Acredito que Di Grassi tem mais potencial que Alguersuari. Porém, como você mesmo explicou o caminho do espanhol é muito mais fácil do que do brasileiro. Gosto de Hulkenberg e de Petrov. Para mim os dois serão grandes campeões no futuro. E se for para escolher apenas um, fico com a frieza do alemão campeão da GP2.

    • Eu também acho Di Grassi um piloto muito bom. Claro que dadas as circunstâncias dos seus carros é difícil fazer um comparativo, avaliar o estilo de pilotagem, etc.

      Hulkenberg é alemão, isso já é um ponto positivo, mas para crescer terá que sair da Williams. Eles prometem crescimento mas o resultado não vem. Rosberg até depositava esperança mas teve que migrar para a Mercedes, onde está tendo mais chances.

      Será interessante ver isso, já que a F1 vive um momento em que os pilotos “velhos” dominam, vejamos Webber, Button e até Alonso que vem desde 2001. Vettel e Hamilton são talentos bem precoces. É ali onde Di Grassi se complica, porque para novato não é jovem.

  2. Na minha opinião, dentre os novatos citados, o piloto que mais tem mostrado serviço é o Nico Hulkenberg, que tem andado sempre na cola do veterano companheiro de equipe, ao contrário do Petrov, que está tomando um BAILE do companheiro.
    O Koba pra mim foi uma decepção, depois de um GP emocionante no Brasil em 2009, tem feito apresentações inconstantes e mostrado um certo nervosismo em 2010.
    Quanto a Di Grassi e Senna, conforme foi dito no texto do nosso amigo caixeiro viajante Tomás, impossível de avaliar o talento dos pilotos nos carros em que estão correndo, e infelizmente (isso eu digo apenas por pressentimento), acho difícil que tenham futuro na categoria. Se for para “chutar’, eu arrisco dizer que Senna está fora em 2010 e DiGrassi continuará na Virgin por mais uma temporada, trabalhando na evolução da carroça.

    • Muita gente se decepcionou com o Koba esse ano, mas entendamos que o Sauber é muito ruim. Felizmente vem evoluindo nas últimas corridas e pontuando, o que permite um lugar de destaque para Kamui.

      Eu acredito que ele pode até ultrapassar os feitos de Takuma Sato, só precisa de um bom carro. Porque talento ele já tem.

      • Apesar da minha decepção com o Koba nesta temporada, acho que ele é o melhor japonês que já correu até hoje na categoria.

      • Provavelmente sim Paulo. Sem bem que como eu citei, temos o Takuma, que era muito bom e ao mesmo tempo arrojado, talvez por isso não tenha vencido. Mas o Koba tem tempo e aprenderá muito.

  3. Desses pilotos novos, parece com grande potencial Hamilton, com grandes chances de ficar na história, não só como o primeiro piloto negro a ser campeão, mais sim como o melhor de todos.

    • Eu não inclui ele nem Vettel pois já vem a mais de dois anos na F1, e não são novatos. Porém, são da nova geração (talvez a do post seja novíssima), assim como Kövalainen, Kubica, etc..
      Mas já é consagrado e campeão.

  4. Mesmo já vencendo varias vezes, incluo o Vettel na minha lista, faço fé no japonês, talvez não agora, com um pouco mais de experiência.

  5. Eu acho que o alemão da Williams, o russo da Renault e o Japa da Sauber, incluindo o Di Grassi, são os pilotos que mais vejo talento entre os novatos. Lucas di Grassi faz muito pelo carro que tem. Kobayashi é outra ótima surpresa, com resultados e corrida excelentes esse ano. Petrov, assim como o Hulk, demorou mas está pegando o jeito da coisa e pilotando bem, pelo menos nas ultimas corridas. Não que eu ache os outros estreantes ruins, mas esses que eu citei são os que mais me chamaram atenção.

  6. Eu gosto muito do Lucas di Grassi (principalmente o nome…hehhehehe), acho que ele irá se sair melhor do que o Senna, mas sobre os “top” hoje, acho que o Nico, será campeão um dia, o Petrov, ao meu ver, terá um ano em que ele brigará por um titulo, mas não ganhará, abrindo assim,a porta para pilotos Russos, já o Jaime, acho sim que ele poderá ser campeão, talvez um Alonso, mas é dificil.

    Abraços e até mais

    • Esqueci o Koba, acho que será o 1° piloto japonês a ganhar uma corrida e também um titulo….quem sabe, espero que sim, pois ele já mostrou talento.

    • O Jaime é bom. Dizer que pode virar um Alonso no futuro é muito precipitado, precisa de experiência. Claro que avaliar isso nessa Toro Rosso é missão impossível, mas nos tempos de Minardi Alonso já ganhou atenção, e o carro era o pior do grid.

      Faz parte, a Espanha vai ganhando força, pouco a pouco.

  7. Para mim o meu favorito é o Kobayashi. Acho que o Hulkenberg e o Petrov têm grande potencial. O Alguersuari é capaz de virar um Trulli… Os outros, lamento dizer, mas não creio que mereçam continuar. O di Grassi parece-me simplesmente “normal”, o Chandhok não tem muito talento e o Senna não andou muito acima do companheiro, pelo que me desiludiu…

  8. Eu concordo em quase tudo, mas tiraria o Alguersuari, e colocaria o Di Grassi, olhem 2008 na GP2 (não tenho certeza do ano) ele correu em metade do ano e chegou em 3°. Acho que tem futuro…
    Koba dispensa comentários, e tenho certeza que o Japão ainda tem muito o que comemorar, num futuro bem próximo.
    Mesmo sendo pagante, Petrov está correndo na medida do possivel por ser um estreante e acho que continua na Renault e pode vir bem forte pro próximo ano.
    Nico está disputando, e duramente, com Rubens, chegando á ser mais rápido as vezes. O novo Schumacher pode estar em outra equipe…

  9. Recentemente publiquei um post sobre os estreantes em meu blog (http://fasterf1.wordpress.com/2010/08/14/estreando-na-f1-na-raca). Pela falta de testes é ainda mais difícil eles mostrarem serviço – e a gente avaliar.
    Acho que esses exemplos que você deu, dos pilotos que são os astros hoje e que já tiveram seus dias no fundo do pelotão, mostram que ser bom de volante não é tudo. O Button foi bem nas categorias de base e demorou anos pra vencer na F1. Poderia facilmente ter virado um Trulli da vida. Isso porque tem que estar na hora certa e no lugar certo. Por isso vejo mais futuro em caras como o Hulkenberg e o Alguersuari, que já têm uma carreira bem estruturada (o Nico deve seguir os passos do Roberg e sair da Williams pra uma equipe grande já com boa experiência e o Jaime logo é “promovido” pra Red Bull).

    • Há uma grande chance disso mesmo. A história de estar na hora certa e no lugar certo conta muito nesses fatores mesmo. Todo campeão conta com a sorte, isso é indiscutível. Agora você sabe lidar com isso é outra coisa, e é assim que se constroem grandes pilotos.

      Acima de tudo, precisa-se ter talento. Koba, Hulk, Jaime e Petrov parecem ter, mas precisam conquistar um bom lugar. Daí o motivo de não te colocado Bruno e Lucas, que parecem ter um curto caminho na F1.

  10. Também acredito mais em Petrov, Hulkemberg e Kobayashi. Os três vêm mostrando mais serviço e andando rápido. O russo e o alemão foram muito bem na Hungria, superando os colegas de equipe. Petrov foi 5º e Hulkemberg 6º, conseguindo inclusive chegar a parte final dos treinos de classificação.

    Kobayashi é arrojado, veloz e espetacular. Tem mostrado eficiência e competência, conseguindo “tirar leite da pedra” com a Sauber.

  11. Petrov, Senna, Di Grassi, Chandhok só de se manterem na categoria por uns anos já pode ser considerado um grande feito, não chegam a piloto de ponta! Alguersuari, Buemi, Kobayashi estão em melhor situação podem se manter na F1 em equipe média! Sutil é muito bom já podia estar brigando por vitórias, assim como Hulkemberg por serem alemães tem melhores chances no futuro, Alemanha esta em alta no comércio da F1. Hulkemberg é campeão da GP2, tem apoio de Frank Williams, segue os passos de Rosberg(esse já é piloto de ponta, assim como Sutil só falta carro). Senna, Di Grassi, Chandhok(esse acho que nem volta) tem outra preocupação, equipes pequenas podem sair outras entram, mas com elas podem vir por contrato pilotos de categoria de base. Petrov e Senna pelo menos parece ter grana para se manter no circo, mas tem o problema da preferência de nacionalidade! Se alguém se aposentar as chances melhoram, o problema é que os pilotos experiêntes estão valorizados e quem estava aposentado esta voltando…como disse só de se manter na F1 nos próximos anos já sera um grande feito, melhor chance do Senna e Di Grassi é se manter nas mesmas equipes, isso se elas ficarem na F1.

  12. Dos brasileiros, hoje, eu boto mais fé no Di Grassi. Resta saber se o Bruno Senna ano que vem vai conseguir um bom carro para chegar nos pontos (que é o acordo com a Toyota).

    O amanhã a gente nunca sabe, pode ser que o Di Grassi mude de equipe pro ano que vem. Difícil, pois das equipes boas estão praticamente fechadas com os atuais pilotos.

    Já o Alguersuari (vulgo “Alguersuére” pelo Galvão) é um piloto que eu gosto, ele tem futuro tanto quanto o Koba e o Hulkenberg. O Petrov ainda (eu disse ainda) não vi nada de excepcional nele. Para convencer precisa mostrar um pouco mais. Claro, não dizendo que ele é mau piloto.

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