Especial- Rubens Barrichello 300 GPs

Muito bem amigos. O grande momento dos 300 GPs de Rubens Barrichello na F1 estão muito próximos de serem completados, logo neste domingo dia 29 no GP da Bélgica. É um recorde fantástico, que dificilmente será batido nos próximos anos, tendo em vista ainda que Rubens não pretende se aposentar.

Datas comemorativas são festejadas com especiais, o Marketing anda a todo vapor com bonés, camisetas e etc, e a recapitulação dos 18 anos incompletos de Barrichello na F1 são indispensáveis.

Reflexão dos 300 GPs de Barrichello na F1

Neste momentos, ouvimos muitas críticas à Rubens Barrichello. Apesar do momento ser de festa e reconhecimento para alguns, é de chacota para outros. Mas, porque?

Talvez o fato de ter conseguido apenas 11 vitórias em 299 corridas não seja um número magnífico. Talvez ter vivido 6 anos à sombra de Schumacher não tenha nada de glorioso. Talvez nunca ter sido campeão em 18 temporadas seja vergonhoso. Mas não é bem assim.

Vejamos que Rubens venceu apenas 11 corridas em 299 porque nem sempre teve carro. Quando teve, na Ferrari, não podia mostrar tudo o que sabia simplesmente porque havia uma cláusula no seu contrato onde dizia que teria que deixar Schumacher como o status de 1º piloto.

Decisões como a dele, em 2005, de sair da equipe por isso, não são feitas por qualquer um. Ok, foi algo feito tardiamente, mas não esqueçamos que 9 das 11 vitórias de Rubinho foram com a Ferrari. Que seus dois vice-campeonatos foram com os carros vermelhos. Eu não tenho dúvidas que se o seu companheiro não tivesse sido Schumacher, Barrichello poderia ter sido campeão. Mas a história do “se” é sempre “e se”….

Rubens viveu uma época difícil na Honda, mas deu a volta por cima e depois de estar a beira da aposentadoria conseguiu, depois de 5 anos, voltar a vencer 2 GPs em 2009. Foi também criticado por ser segundo de Button, mas é irreal dizer que a equipe não favoreceu o inglês. Isso foi visto no ano inteiro.

A esperança agora é ser campeão com a Williams. Sonho difícil no momento, mas com as reviravoltas que a F1 dá pode ser realidade em 2011. Afinal, quem apostava que a “ex-Honda”, que teve um péssimo ano em 2008, seria campeã em 2009?

Concluindo esta reflexão, os 300 GPs de Rubens na F1 tem mérito sim. Afinal, ninguém resistiu tantas corridas com uma certa estabilidade e pontuando por 18 temporadas.

Turquia 2008- Recorde nº 1

Foi no GP da Turquia de 2008, que teve a vitória de Massa, onde Rubens bateu o recorde de mais GPs do que qualquer outro piloto de F1 na história, no caso, o de 256 corridas de Ricardo Patrese. O GP nº 257 foi marcado com muita comemoração, na época, pela Honda:

Bélgica 2010- Recorde nº 2

A Camiseta

Rubens também se demonstra muito emocionado com a impressionante marca:

Para mim, é um grande barato. Na verdade, nunca imaginei isso. É realmente um marco, uma comemoração. Meus pais vão estar lá, meus tios que me colocaram para correr também. É algo que vou comemorar um dia com os meus netos.

Quanto ao que mencionei logo acima, sobre um eventual recorde que supere a marca de Rubens, ele se mantém mais com os pés no chão:

Também não dá para dizer que esta marca nunca será batida. A Fórmula 1 não para. Chegar nesta data tão competitivo, bem fisicamente e cheio de vontade é a minha maior motivação. Mas tenho de me manter concentrado: é uma corrida como qualquer outra.

Vídeos especiais “Barrichello 300”

Barrichello em números

Rubens, por ser um piloto muito rodado, detém alguns recordes além do de Grandes Prêmios. É o piloto com mais Km e voltas percorridas também. Aqui abaixo, os números da carreira de Rubens até o GP da Hungria 2010:

  1. Grandes Prêmios: 299 (recorde)
  2. Pontos: 637 (4º no ranking), com média de 2,14 por GP
  3. Melhor posição em campeonatos: 2º (2002/04)
  4. Vitórias: 11 (26º no ranking)
  5. Pódios: 68 (4º no ranking)
  6. Pole Positions: 14 (22º no ranking)
  7. Voltas Rápidas: 17 (15º no ranking)
  8. Kms percorridos: 73.514 (recorde)
  9. Voltas percorridas: 15.254 (recorde)
  10. Temporadas: 18 (recorde)
  11. Hat Trick:(26º no ranking)
  12. Companheiros: 16
  13. Voltas na liderança: 854 (19º no ranking)
  14. Kms na liderança: 4.152 (20º no ranking)

Fonte: STATS F1. Mais estatísticas de Rubens Barrichello, AQUI.

CARREIRA

A história de Rubens Barrichello na Fórmula 1 estará passando por uma fase marcante na largada do GP da Bélgica, no próximo domingo dia 29. São 300 Grandes Prêmios de história, alegrias, recordes, frustações, experiências, vitórias, derrotas, mudanças e vivências. Acima de tudo, são 3 centenas que mostram a grandiosidade da paixão de Rubinho à F1.

Logo abaixo, leiam uma análise da carreira de Barrichello na Fórmula 1 desde seu 1º GP:

O 1º Grande Prêmio

Foi no GP da África do Sul, em Kyalami, dia 14 de março de 1993, que Barrichello fez a sua estreia na F1. Correndo pela equipe Jordan, Rubens largou em 14º, à frente do seu companheiro de equipe Ivan Capelli. Fazia uma boa prova, em 7º lugar, tentando ultrapassar Gerhard Berger, que estava de Ferrari, quando teve um problema mêcanico e foi obrigado a abandonar. Rubens mais tarde confessou:

Mas o mais importante para mim era o fato de estar fazendo tudo o que eu sempre sonhei: chegar à Fórmula 1 e andar junto de pilotos como Ayrton Senna e Alain Prost.

Barrichello conseguiu seu melhor resultado no ano em Suzuka, penúltima etapa do mundial, com um 6º lugar. Foi sem dúvida um ano de aprendizado e que era apenas a 1ª de 18 temporadas e meia até aqui de Rubens na F1.

O 1º pódio

O ano de 1994- o segundo da carreira de Barrica- já teve seus marcos. Já na segunda prova daquela temporada (e 18º da carreira), Rubens conquistou seu primeiro pódio na F1, com um 3º lugar depois de largar em 8º,  no GP do Pacífico (Aida, Japão), no dia 17 de abril de 1994, justamente uma corrida antes do fatídico GP em San Marino, que marcaria a morte de Senna e o acidente do próprio Barrichello na sexta-feira daquele fim de semana, o que acabou deixando-o fora da corrida.

O pódio em Aida terminou sendo o melhor resultado de Rubens naquele ano, porém, Rubens alcançou o 4º lugar mais cinco vezes naquele ano, finalizando a temporada em 6º, com 19 pontos.

A 1ª Pole Position

Porém, ainda havia um grande feito a ser conquistado na temporada. Na 11ª prova, em Spa-Francorchamps, Bélgica (justamente o próximo GP no domingo), Barrichello conquistou sua 1ª Pole-Position da carreira, no sábado dia 28/08/1994, se tornando na época o mais jovem Pole-Man da história.

Para mais coincidência, exatamente 16 anos antes do próximo sábado de treino classificatório, também em 28 de agosto. Na corrida, Rubens acabou saindo da pista na volta 19 e abandonou. Mas o gostinho da Pole, ele já havia sentido.

A temporada de 1995 foi mais calma, com um total de 11 pontos. Mas no Canadá, com um 2º lugar, Rubens conseguiu seu melhor resultado da carreira até então. Pontuou também no GP da Europa com um 4º lugar, e na França e Bélgica, chegando em sexto.

O fim da “era Jordan” e o começo de 3 temporadas na Stewart

Foi um dos momentos mais difíceis da carreira para Rubens. Havia chegado ao fim da temporada de 1996, onde havia somado pontos em 7 corridas, e não sabia o que iria fazer no campeonato de 1997 (assim como na virada das temporadas de 2008 para 2009). Estava em um momento em que precisava dar uma continuidade em seu trabalho na F1 e tinha saído da Jordan.

Foi sem dúvida um momento duro, já que ele não sabia o que fazer. Acabou assinando, mesmo “bem tarde”, com a Stewart Grand Prix, e assim Rubens pôde dar sequência na sua carreira.

  • Balanço dos 4 anos de Barrichello na Jordan:
  • 64 GPs (por tabela 65, porém não largou em San Marino/94)
  • 46 pontos
  • Melhor colocação em temporada: 1994, 6º, 19 pontos
  • 2 pódios, 1 Pole-Position e 0 vitória

O 1º ano na Stewart, em 1997, foi difícil, e, para se ter uma ideia, Rubens apenas completou 2 corridas das 17 no ano. Entretanto, foi 2º em Mônaco e finalizou a temporada com 6 pontos. Em 1998 foram apenas 4 pontos, e o pódio não apareceu. Por fim, no seu último ano na equipe em 1999, foi muito melhor. Conquistou três pódios, foi Pole na França e terminou o ano com 21 pontos. Agora, porém, o caminho iria ser vermelho.

  • Balanço dos 3 anos de Barrichello na Stewart:
  • 49 GPs
  • 31 pontos
  • Melhor colocação em temporada: 1999, 7º, 21 pontos
  • 4 pódios, 1 Pole-Position e 0 vitória

As 6 temporadas na Ferrari (2000-2005)

Rubens estreou na Scuderia em março de 2000. Ao lado de Michael Schumacher, a Ferrari tinha um carro poderoso em mãos e uma dupla de pilotos afinada. Porém, era claro que a equipe beneficiava Michael, e as possibilidades de triunfo diante do companheiro eram muito difíceis para Rubens. O ano foi razoável, na maioria das vezes largando e chegando entre os primeiros. Apesar de tudo, esse ano é um grande marco na carreira de Barrica, quando ganhou seu primeiro GP.

A 1ª vitória

Inesquecível. E dificilmente será esquecida pelos brasileiros. Foi em Hockenheim, no dia 30 de julho de 2000, 125º GP de Barrichello na F1 que, depois de largar em 18º, entrou na lista de vencedores na F1. E nada melhor do que vivenciar essa experência com as próprias palavras de Rubens:

Foi um fim de semana complicado. Estava desanimado no sábado, pois o meu carro titular teve problemas de motor e tive de me classificar com um modelo que tinha sido batido nos treinos por Schumacher. Mesmo assim, consegui me classificar com muita dificuldade. Acabei largando em 18º lugar no grid. Uma mostra de que você deve estar sempre preparado para dar a volta por cima.

Na corrida, quando começou a chover, arrisquei continuar com pneus para seco. E, aí, teve aquele diálogo marcante: Ross Brawn disse que eu estava louco em permanecer no traçado e me perguntou se eu não entraria nos boxes. Disse que não e que me manteria na pista. E só por causa daquela atitude puder vencer a corrida.

Uma época de poles, pódios e vitórias

O ano seguinte na Ferrari foi um pouco mais apagado, sem vitórias, porém com 10 pódios. Mas 2002 prometia ser diferente e Rubens venceu no GP da Europa (Nurburgring), Hungria, Itália e Estados Unidos. Claro que apesar das 4 vitórias, e mais 10 pódios, o fato mais marcante daquele ano foi no GP da Áustria, onde fez a Pole mas teve que deixar passar Schumacher nos últimos metros do fim da prova quando iria vencer.

Acabou sendo 2º colocado e foi “oficialmente” onde se soube que, na Ferrari, Rubens era 2º piloto. E vice-campeão.

Em 2003 conquistou duas vitórias, uma delas em Silverstone, que é tida por Rubens como uma das mais marcantes da sua carreira:

A corrida na Inglaterra daquele ano foi uma das minhas melhores provas na categoria. Tudo se encaixou perfeitamente durante todo o fim de semana. E, para ganhar do Michael na Ferrari, não era fácil. Eu tinha de fazer algo diferente se quisesse surpreender e tentar a vitória. E ganhar dele lá foi muito bom. Eu arrisquei uma estratégia diferente, mantive um ritmo forte e consegui vencer na pista.

Pouco antes naquele ano, em abril, Rubens logrou sua 1ª pole no Brasil. Foi uma corrida especial e ao mesmo tempo frustrante, onde Rubens liderava após 47 voltas quando ficou sem gasolina e sofreu pane seca, o que lhe tirou a chance de vencer. Fechou a temporada vencendo pela segunda vez no Japão, em Suzuka.

2004 foi o melhor ano de Rubens na F1 em termos de pontuação. Foram 114 pontos ao longo das 18 provas, culminando no seu 2º vice-campeonato. Venceu na Itália e China, onde também foi pole, e largou em 1º igualmente nos Estados Unidos e mais uma vez no Brasil, onde foi terceiro colocado.

Em 2005 Rubens sofreu com o fraco carro da Ferrari. Ano em que McLaren e Renault dominaram, a Scuderia acabou ficando um passo atrás e nem sequer Schumacher conseguiu dar batalha a Alonso e Kimi, vencendo apenas uma corrida na temporada, e a mais polêmica de todas, que teve o boicote dos pneus Michelin e apenas 6 participantes- os que usavam compostos da Bridgestone. Barrichello, na ocasião, foi o segundo. Rubens se despediu da Ferrari no GP da China, última etapa da temporada, com um 12º lugar.

Fechou o ano em 8º com 38 pontos e estava de malas prontas para seguir seu caminho na Honda, onde seria tratado com mais respeito, status e poderia vivenciar outro tipo de trabalho depois de 6 anos em uma mesma equipe que sempre favoreceu Schumacher.

Pilotei 6 duros e longos anos pela Ferrari e sou muito grato a eles, pois a equipe me ajudou a conquistar os dois vice-campeonatos, as nove vitórias, os 25 segundos lugares e os 21 terceiros lugares, sem contar as poles e as voltas mais rápidas e os 5 títulos de construtores que eu ajudei, e muito, a conquistar. Aprendi muito com eles.

  • Balanço dos 6 anos de Barrichello na Ferrari:
  • 104 GPs
  • 412 pontos
  • Melhor colocação em temporada: 2004, 2º, 114 pontos
  • 55 pódios, 9 Pole-Positions e 9 vitórias

A “era” Honda (2006-2008)

Rubens estreou pela Honda no dia 12 de março de 2006, largando da 6ª posição no grid e chegando em 15º, uma volta atrás do vencedor. Foi um ano de altos e baixos, e Rubinho teve como melhor resultado um 4º lugar em Mônaco e Hungria, este último que foi palco da primeira vitória do seu colega de equipe na época, Jenson Button.

Teve o 3º lugar como melhor posição de largada em três ocasiões, e fechou o ano na 7ª colocação, com 30 pontos. Jenson foi o 6º, com 56.

2007 foi o pior ano para Barrichello em toda sua carreira na Fórmula 1. Nenhum ponto em todas as corridas do campeonato, fato que não havia acontecido nem sequer em sua 1ª temporada na categoria. Foi também um péssimo ano para a própria Honda, que viu seu carro regredir e não avançar para os pontos.

Button somou apenas 6 e finalizou em 15º na tabela, contra o 20º de Barrichello. Rubens teve como melhor resultado um 9º lugar na Inglaterra, assim como a sua melhor posição de largada, um nono em Mônaco. Vale lembrar que se a atual pontuação estivesse em jogo naquele ano, Barrica teria somado 6 tantos.

Em 2008 Rubinho finalmente conseguiu se sair melhor no resultado final da temporada do que Button. Somou 11 pontos ao longo do ano contra 3 do companheiro. A temporada ficou marcada por um espetacular pódio do brasileiro em Silverstone, debaixo de chuva e onde apenas os 3 primeiros completaram na mesma volta. Foi o terceiro, e apesar do ano ter sido ruim, o pódio já estava presente. Só que no final daquele ano a crise financeira mundial atingiu em cheio a equipe, e esta, assim como a Toyota, abanonaram a F1.

Foram momentos de tensão para Rubens e inclusive Button, que de um momento para o outro ficaram desempregados e a ponto de se aposentarem. Eis que surgia um homem chamado Ross Brawn que tomava posse do projeto e comprou o time, contratou Rubens e Jenson como dupla (deixando fora nomes como Bruno Senna, que havia testado o RA108 no final de 2008) e colocava em sua equipe o nome de Brawn GP. Um ano espetacular vinha pela frente…

  • Balanço dos 3 anos de Barrichello na Honda:
  • 53 GPs
  • 41 pontos
  • Melhor colocação em temporada: 2006, 7º, 30 pontos
  • 1 pódio, 0 Pole-Position e 0 vitória

A curta, porém vitoriosa, história na Brawn GP (2009)

O que a Brawn GP passou em 2009 foi mais do que fantástico. Algo que virou a Fórmula 1 de cabeça para baixo e mostrou que não se precisam bilhões de dólares ou estrauturas gigantescas para se fazer de um carro campeão. Está certo que o BGP001 era, no fundo, o RA109, sucessor do RA108 da Honda em 2008, mas que possuía ingredientes que nem todos haviam interpretado da mesma forma. A começar pelo tão polêmico difusor duplo, que sob investigação acabou sendo permitido e a Brawn deslanchou.

Button foi o grande destaque da primeira metade da temporada, quando venceu 6 das 7 primeiras corridas do ano. No restante do campoeonato, o inglês foi capaz de administrar sua enorme vantagem e se sagrar campeão. No caso de Rubinho, ele também foi exemplar. Talvez não tanto como o companheiro -que queiram ou não, foi beneficiado em várias ocasiões pela equipe- mas chegou a vencer duas corridas: No GP da Europa, em Valência, e no GP da Itália, em Monza.

A vitória na corrida valenciana teve um gosto mais do que especial, já que foi a centéssima vitória de um brasileiro na Fórmula 1, e a décima de Rubens. Nos últimos GPs, a esperança de ver Barrica campeão ainda estava, e no Brasil ele marcou mais uma Pole-Position, porém a corrida foi frsutrante e foi apenas o 8º. Barrichello fechou o ano em 3º, perdendo o vice-campeonato para Vettel na última prova, com 77 pontos.

  • Balanço do ano de Barrichello na Brawn GP:
  • 17 GPs
  • 77 pontos
  • Melhor colocação em temporada: 2009, 3º, 77 pontos
  • 6 pódios,  1 Pole-Position e 2 vitórias

O começo de um trabalho duradouro na Williams

Apesar de não estar disputando pela vitória, como aconteceu na Brawn em 2009, Rubens se sente muito à vontade na lendária Williams. Ele está levando um time que passa por uma “crise de resultados” faz anos e sua experiência e conhecimento técnico estão sendo importantíssimos para o desenvolvimento do FW-32. Ao lado do estreante Nico Hulkenberg, Barrichello é literalmente um professor.

Guiando os monopostos que um dia já foram dirigidos pelos tricampeões Senna e Piquet, Rubinho chegou ao seu melhor resultado este ano com um 4º lugar no GP da Europa, em Valência. Nas que pontuou, foi 5º na Inglaterra, 8º na Austrália, 9º na Espanha e 10º no Bahrein e Hungria, totalizando até agora 30 pontos e o 11º lugar na tabela.

No último GP, em Hungaroring, proporcionou um dos melhores duelos do ano ao ultrapassar -no limite- ao rival (nos tempos de Ferrari), Michael Schumacher. Depois de ser espremido por Schummy, quase bate forte no muro e por isso Michael foi punido em 10 posições no grid para a próxima etapa.

Rubens tem seu contrato “quase” (ele e os membros da equipe já confirmaram isso, só falta assinar) renovado para 2011.

As 3 Pole-Positions no Brasil (vídeos)

2003

2004

2009

Algumas ultrapassagens (vídeos)

Barrichello x Ralf e Michael Schumacher- Espanha 2000

Barrichello x Ralf Schumacher- San Marino 2003

Barrichello x Mark Webber- Bélgica 2009

Barrichello x M. Schumacher- Hungria 2010

As 11 vitórias de Rubens na F1 em fotos

  • 1º- GP da Alemanha, 30 de Julho de 2000- Hockenheim


  • 2º- GP da Europa, 23 de Junho de 2002- Nürburgring

  • 3º- GP da Hungria, 18 de Agosto de 2002- Hungaroring

  • 4º- GP da Itália, 15 de Setembro de 2002- Monza

  • 5º- GP dos Estados Unidos, 29 de Setembro de 2002- Indianápolis

  • 6º- GP da Inglaterra, 20 de Julho de 2003- Silverstone

  • 7º- GP do Japão, 12 de Outubro de 2003- Suzuka

  • 8º- GP da Itália, 12 de Setembro de 2004- Monza

  • 9º- GP da China, 26 de setembro de 2004- Shangai

  • 10º- GP da Europa, 23 de agosto de 2009- Valência

  • 11º- GP da Itália,  13 de setembro de 2009- Monza

Parabéns Rubinho!!!

35 respostas para “Especial- Rubens Barrichello 300 GPs”

  1. Parabéns para o Barrica, se manter tanto tempo na categoria não é fácil, ainda se mantendo competitivo. Rubens pegou diversos regulamentos diferentes, correu em diversas equipes e se mantém firme e forte.

    A vitória mais emocionante com certeza foi a de Hockenheim, mas sua atuação mais brilhante foi em Silverstone, 2003. Ali foi show. As palmas de diferentes membros nos boxes na vitória de Valência também foi um momento marcante.

    É um piloto que merece respeito.

    1. Verdade Vitor, Silverstone ’03 foi genial. Hockenheim, sem dúvida, nunca será esquecida. O tipo de vitória que você nunca imaginaria que aconteceria, mas acontece.

      E faço das suas palavras as minhas: É um piloto que merece respeito.

  2. Tomás, você deu um Show, essa é a melhor sobre o Rubinho, olhar para uma carreira como essa, com um currículo como esse, que só faltou um título para “abrilhantar ainda” esse piloto.
    Parabéns, pelo presente, vou guardar esse texto nos meus favoritos.

    1. Obrigadíssimo Felix, não imaginei que vocês gostariam tanto. Deu bastante trabalho, mas vejo que ficou muito bom e teve aceitação pelos leitores.

      Obrigado e grande abraço.

  3. “Eu me sinto um privilegiado por ter ficado tanto tempo no esporte, e é um grande sentimento alcançar essa marca, estou no topo da minha forma e planejo continuar competitivo”.

  4. Parabéns ao povo brasileiro que tem aturado esse piloto medíocre por 18 anos e ainda vai aturar por muitos outros. Muito bom o post.

  5. A equipe Williams, deve estar contente com um piloto como o Rubinho, com um pensamento de voltar ao topo, Rubinho é a peça chave para a meta da equipe.

  6. Tomás , finalmente um post verdadeiro ,espetacular e , principalmente único . Pois não sei , se vou encontrar algo melhor produzido até agora , sobre o Rubinho que pode ser lido e apreciado por veteranos e principiantes .

    Simplesmente perfeito !

    Tomando por base o que o Felix disse , eu digo : Neste post comemorativo ao nosso grande Rubinho , você produzui sim uma obra-prima que irá enriquecer o conhecimento de certos e , muitos fãs do automobilismo .

    Tamanha é a perfeição , que nada , absolutamente nada , eu particularmente , tenho , o que comentar .

    Abraços .

    1. Grande Marco.

      Eu também não tenho muito o que dizer, não imaginaria receber tantos elogios. É uma grande satisfação saber que foi um especial bem feito e ao bom nível.

      No mais, muito obrigado e grande abraço!

  7. Muito boa a matéria, merece até aplausos. As fotos, os fatos e os videos ficaram perfeitos. É um dos seus melhores posts Tomás. Abraços.

  8. Hoje todos sabem que o carro Brawn GP de 09 era feito para Button, então o inglês sempre foi o primeiro piloto desde os tempos de Honda, alguém disse isso ao Rubinho? Cadê o Galvão metendo o pau na BrawnGP e no Button? De bobo o Button só tem o jeito de andar, poucos sabem que o inglês fez um contrato milionário com a Honda, até 2004 Button era disputado pela Williams e BAR-Honda por onde Button corria, mas Button decidiu ficar com a Honda, fez um belíssimo contrato de 5 anos por 80 milhões na época, ao mesmo tempo garantiu vaga por 5 anos na F1, no contrato estava estipulado que Button seria o número 1 na equipe em 05/06/07/08/09, por isso muitos estranharam a calma de Button(desempregado)no final de 08 já com a Honda fora da F1, sob contrato Button teria que correr ou a Honda teria que pagar uma fortuna por quebra de contrato. Então entrou R.Brawn na jogada e só faltou arrumar o segundo piloto, que foi Rubinho. Com certeza o Rubinho não sabe dessa história …mas na BrawnGP todos sabiam. Todo recorde tem seu valor, mas pilotos com longas carreiras como Patrese e Rubinho não carregaram a pressão e cobranças de um piloto de ponta como Schumacher ou Alonso. Schumacher saiu da F1 em 2006 por causa dos diversos compromissos extra-pista, que sempre foram em maior quantidade que Irvine/ Rubens/Massa. Só para ser ter uma idéia em 2003 Schumacher testou mais o carro de rua Ferrari Enzo que o seu próprio Formula 1, o impacto do lançamento do carro não seria o mesmo se Rubens fosse o escolhido para fazer os testes! Fora que Schumacher várias vezes interrompeu as férias para testar enquanto Rubens ficava no Brasil descansando! O alemão não reclamava, tinha prazer em fazer, mas chega uma hora que o corpo não agüenta,o alemão já tinha uma longa carreira 16 anos de F1. Schumacher com sua volta esta desafiando as leis da natureza, sempre achei que o limite na F1 é 38 anos, por isso Prost e Piquet saíram antes dos 40 anos, sabiam que ia ser complicado disputar com as novas gerações, fora que o preparo físico dos pilotos que começaram nos anos 90 é muito superior dos pilotos que começaram nos anos 80. Rubinho ainda carrega o sonho de ser campeão, se conseguisse o título em 2009 já teria saído da F1! O problema é que Rubens nunca foi considerado “aposta” da equipe, o piloto para disputar títulos! Isso porque a equipe sempre acreditou que o companheiro era melhor! E Ferrari, Honda e Brawn GP não estavam erradas, Rubens não fez nem sombra a Schumacher que foi campeão 5 vezes na Ferrari, na Honda Button foi superior a Rubens em 06/07, na BrawnGP Button foi campeão e Rubens nem conseguiu ser vice. Button foi favorecido, mas no geral na pista foi muito superior a Rubens, em 4 anos Button bateu Rubens em 06/07/09.

    Entrevista com Rubens Barrichello, Revista GRID,novembro de 1995

    Grid: Mas um piloto de 23 anos e enorme potencial, como é o seu caso, não estaria se pressionando demais querendo obter resultados antes da hora?
    RB: Dez por cento das pessoas pensam dessa maneira. Eu também gostaria de estar vencendo, dando um pouco mais de alegria(para a torcida). Só que as coisas tem que ser feitas passo a passo. Foi pensando assim que permaneci na Jordan. Se tivesse um lugar junto ao Berger na Ferrari, junto ao Alesi na Benetton ou junto ao Hill na Williams, não haveria nenhum problema. Na Ferrari, junto do Schumacher, a coisa seria outra. Mesmo que os equipamentos fossem iguais, se por uma infelicidade ele tivesse 20 pontos na segunda corrida e eu tivesse zero, todos começariam a trabalhar em função dele. E isso eu não queria, porque aí eu acabaria como um Patrese ou Boutsen. Quero ganhar provas e continuar buscando motivação para ir em frente. Se você pensa “o Rubinho ainda esta novo, tem muito tempo pela frente”, então sim, foi decisão certa.

    Como podem ver Rubinho sabia muito bem o que estava fazendo, Schumacher já chegou como Bicampeão na Ferrari em 1996, tinha 19 vitórias e várias poles e M.voltas, era o melhor piloto da época, entre 96 e 99 Schumacher “ergueu” a equipe Ferrari, disputava títulos! Como Rubinho queria ter mesma atenção que o alemão na Ferrari se ele nem vitória tinha nos primeiros 7 anos de F1? Rubens disse que ficou na Ferrari porque o carro era o melhor da atualidade, mas Schumacher nunca teve carro superior entre 91 e 99, no máximo em condições iguais como 94/95/99! E as conquistas do alemão até 99 impressionam, e nem tinha começado a fase de domínio entre 00 e 04! Das 11 temporadas na Ferrari Schumacher teve carro superior apenas em 01/02/04, Schumacher “ergueu” a equipe até a fase de domínio, porque Rubens não fez o mesmo em outra equipe? Depois da saída de Rubens na Jordan, Fretzen correu nessa equipe e até chegou a ser um dos favoritos ao título em 99, chegando em terceiro no mundial, com ele a equipe chegou evoluir, mas faltou grana para a equipe se tornar grande!

    Schumacher 1991 a 1999:
    128-Corridas
    35-Vitórias
    39-M.Voltas
    23-Poles
    71-Pódios
    570-Pontos
    2-Títulos

    1991-Melhor carro Mclaren-Williams
    1992-Melhor carro Williams
    1993-Melhor carro Williams
    1994-Melhor carro Williams-Benetton
    1995-Melhor carro Williams-Benetton
    1996-Melhor carro Williams
    1997-Melhor carro Williams
    1998-Melhor carro Mclaren
    1999-Melhor carro Mclaren-Ferrari

    Como podem ver Schumacher nunca precisou do melhor carro para fazer sucesso. Rubens teve a chance de correr na Williams e Mclaren nos anos 90, não foi porque se VALORIZOU demais na época! Acabou vendo D.Hill, J.Villeneuve e Hakkinen serem campeões! Entrou na Ferrari na hora errada em 2000 e também saiu na hora errada/05 Schumacher se aposentou em 06, acabou vendo Kimi ser campeão em 07 e Massa disputando o título em 08. Quando Rubens chegou na Honda/06 Button já tinha se garantido no contrato. Mansell era favorecido na Williams em 86/87, mas Piquet chegou primeiro ao título mesmo Mansell sendo mais rápido que Piquet em 87, vez o dobro de vitórias e poles! Carro para ser campeão em 2009 Rubinho tinha, era só ser esperto e competente na pista como Piquet, Rubens nem vice foi. Vai se aposentar com mais de 300 corridas, mas sem dúvidas é melhor se aposentar com 114 GPs, 22 vitórias, 20 poles, 19 M.Voltas e 1 título como D.Hill, pra quem era piloto de motos D.Hill foi bem longe, nunca foi piloto fraco até deu um susto em Prost em 93 vencendo 3 GPs seguidos, mas Prost era número 1 na equipe e foi campeão!

    1. Mac, seu relatorio foi muito preciso, acompanha a F1 e sei que o Michael é tudo e que o Rubinho é somente um grande piloto, nunca poderemos compará-los, um tem 100 vitórias e o outro 11, um tem 7 títulos o outro nenhum.
      Mac, em uma festa de comemoração não devemos diminuir o feito de quem está sendo homenagiado, vamos deixar pelo menos para a próxima semana, essa semana é a comemoração de 300 GP, isso é o motivo, nada mais.
      Não é só porque uma pessoa está caída que além de não ajudar vou dar um chute.

    2. Mac, veja o que Bernie Ecclestone falou sobre o Shumi: “Só vitórias contam para Michael, terminar em quarto ou em 14º não faz diferença, tenho certeza se Michael estivesse pilotando um Red Bull, apostaria toda a minha fortuna nele, eu o admiro.”
      “Quando as pessoas dizem que Nico Rosberg é mais rápido que Michael, digo a eles que Nico ainda precisa se estabelecer, para Nico, um simples quarto lugar ainda é muito importante, para Michael, só um carro capaz de disputar títulos e vitórias”.

    3. Mac, relato impecável. Mas eu concordo com o Felix, em uma festa de comemoração não devemos diminuir o feito de quem está sendo homenagiado, vamos deixar pelo menos para a próxima semana, essa semana é a comemoração de 300 GP, isso é o motivo, nada mais.

      Depois de Bélgica abrirei um post para comentarmos isso. Abraço!

  9. Excelente post, Tomás. Parabéns! É um recorde que tem que ser aplaudido, até porque ele não está lá fazendo número, está acrescentando à Williams.
    O que me incomoda a respeito do Rubinho é esse papo de que o Schumacher era 1º piloto e o Button tb, como se isso fosse sinal de injustiça. A equipe não dá preferência para um piloto por acaso. Fazem isso porque veem mais chance de um deles ser campeão. E por algum motivo, nunca apostaram nele. O que será que falta?

  10. Rubens Barrichello tem todos os méritos por chegar ao Grande Prêmio de número 300, por fazer bom relacionamento dentro da equipe, e, atualmente com experiência em desenvolver carros, conquistou a confiança do pessoal da Williams. É um bom piloto.

    Por outro lado, o que sempre faltou ao Rubinho foi a estrela de um campeão, o que víamos em Prost, Piquet, Senna e Schumacher, por exemplo. Os quatro citados, e alguns outros, conseguiam se superar em situações desfavoráveis, encontrar uma volta mais rápida na classificação, achar algum meio de se manter na disputa e aproveitar a chance para abocanhar alguns pontos mais, ou uma vitória. Barrichello é um competidor que alterna atuações fantásticas com baixos rendimentos. Quando o dia não é bom, ele não consegue tirar a diferença, falta de regularidade. Na categoria de Rubinho, podemos destacar ele, Coulthard, Fisichella e Trulli como melhores exemplos. Bons pilotos, bem populares no paddock, mas não possuem o diferencial de um grande campeão.

    Mesmo assim, Barrichello vem, ano a ano, conseguindo se manter na Fórmula 1 e um bom espaço na mídia. Apesar de ser motivo de muitas piadas e brincadeiras humorísticas, possui uma boa legião de fãs e admiradores.

  11. Grande Rubens, esse continua correndo por pelo menos mais umas 2 temporadas, fácil. Merece e muito alcançar essa marca, e ano passado deu zebra na pole, por que não em 2010?? hehehe

    Parabens Tomás, excelente post!!!!

    1. Por que não? Tudo é possível. Mas também não coloquemos expectativas desnecessárias. Com os pontos acredito que estaria de bom tamanho para a Williams.

      Obrigado Lucas e grandes abraço!!!

  12. Orra Tomas obrigado por postar meu video (msm sem saber que eh meu) na matéria!

    Fiz ele com mto carinho , pois Rubens pra mim eh o meu maior idolo! =)

    1. Sério Fernando? Que legal cara!
      Deve estar bom mesmo, porque eu vi vários e escolhi ele em mais de 20. Parabéns pelo vídeo, mas me diga qual é!

      Grande abraço e obrigado.

      1. Ah eh esqueci de citar qual eh ¬¬’

        Eh o primeiro ali “Rubens Barrichello 300 GP’s (momentos de sua carreira)” , demorei um tempinho montando ele mas todo mundo gostou então acho que ficou bom msm 😀 Soh queria que o Rubens visse tb xD

  13. Eis um momento especial para Rubinho: o GP de número 300. E como o piloto confirma que já fez pole no GP da Bélgica, vamos acelerar para que o experiente profissional leve a todos nós o orgulho de sermos brasileiros! E esta afirmação ergue nossa nação porque o momento é oportuno para visitarmos a trajetória de um guerreiro que não cansa de desafios. Os seus planos já ultrapassam os 300! Quer permanecer competitivo, lutador e desvendar o seu crescimento comprovando atuações que perpassam situações históricas nos GPs mundiais. Vamos juntos de alma e coração, vamos bater de 300 e Rubinho nos levando a 300 quilômetros por hora.
    Pinheirinho é divulgador cultural é maranhense, a partir de Brasília. – E-mail: pinheirinhoma@hotmail.com

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