De volta aos anos 80, em 2013!

A Fórmula 1, que vive de ano em ano mudando regulamento, regras e questões aerodinâmicas importantíssimas para os carros de F1, que mudaram claramente desde 2008, quando os apêndices aerodinâmicos característicos no BMW-Sauber, ao desenho mais suave atualmente, pode ter mudanças bruscas a partir de 2013, e isso inclui um câmbio radical de como os vemos hoje em dia.

Luis Fernando Ramos traz em seu blog um artigo muito interessante sobre este assunto, e dados em primeira mão que já nos podem dar uma ideia do que esperar dos bólidos em 2013.

O primeiro ponto tocado é o da homologação dos motores V8 de 2,4 litros, que por justa causa vão se encerrar em 2012. Agora, o grupo de trabalho da categoria, que inclui nomes como Rory Byrne, Patrick Head e Gilles Simon, estão com uma série de idéias surpreendentes. para realizar e que possa levar a F1 de volta aos anos 80.

Os motores podem voltar a ser turbo, com 4 cilindros e 1,6 litro de volume. A potência gerada seria de 650 cavalos, mas o botão do KERS (que volta ano que vem) garantia 150 cavalos a mais durante 30 segundos. Apesar de que atualmente nós não estejamos preparados para tanto desenvolvimento técnico, em 2 e 3 anos os grandes engenheiros podem nos proporcionar grandes mudanças- que até eles duvidem.

É bom prestar atenção na McLaren, já que esta pode ter sua parceria finalizada com a Mercedes, que fornece seus motores ao time de Woking, em 2012. Atualmente os engenheiros de Woking usam um motor McLaren, “feito em casa”, no carro de rua, o MP4-12C. Talvez, já sabendo destas mudanças, comecem a trabalhar nesse motor para em 2013 incrementar no MP4-28 de 2013.

Ainda segundo Ico, o ponto mais polêmico está no pacote aerodinâmico. Ao contrário do atual regulamento, que proíbe o difusor duplo para o ano que vem, a ideia é gerar quase a totalidade da pressão aerodinâmica de um carro nesta peça. Seria algo muito parecido ao efeito-solo do final dos anos 70, início dos anos 80, e é ainda onde esta essa volta ao passado citada no texto.

Uma mudança que demandaria o reforço das estruturas dianteiras e laterais dos bólidos em nome da segurança, que foi uma salvadora para evitar mais acidentes entre essas décadas, onde 15 pilotos morreram nas pistas. E mudaria bastante seu aspecto, já que toda a caixa lateral que inclui os radiadores seria colocada muito mais próxima da suspensão dianteira. Ou seja, daríamos adeus aos desenhos atuais e veríamos de volta os carros estilo anos 80, bem diferentes do que hoje em dia.

Claro que isto seria uma mudança brusca para a F1, e precisaria ser revisada no novo Pacto da Concórdia a ser assinado. Assim como Ico e outros blogueiros, sou contra com a volta do efeito-solo, porque se a aderência mecânica não prevalecer em relação a aerodinâmica, teríamos bem menos ultrapassagens, tudo o que mais se quer nos dias de hoje e pelo que mais se luta para melhorar o espetáculo (não é mesmo Bernie?)

Agora, quanto à vocês: Aprovariam essas mudanças para uma F1 futurista mas se inspirado no passado, ou isto deve ser esquecido e o avanço tecnológico deveria seguir sem motores turbo ou efeito solo?

Dê sua opinião na seção de comentários.

13 comentários em “De volta aos anos 80, em 2013!

  1. Os anos 80 foram um dos melhores ano da F1, todo mundo queria entrar na F1, tinham boas pistas, bons pilotos, boas equipes…nada mais justo que tentar voltar a esse tempo. Só acho a volta do efeito solo um pouco arriscada e desnecessária. A aerodinânica já deu o que tinha que dar, as disputas tem que voltar a ser definidas no braço e no motor, que é a essência do automobilsimo

  2. Vai ficar interessante. Com o avanço tecnológico, os pilotos ainda definem, mas o carro, em grande parte dos casos, passou a ser decisivo, como normalmente foi.

    Agora é esperar para ver. Mudanças são boas, mas devem ser feitas gradualmente.

  3. Bom, para voltar realmente a ser que nem os anos 80, tem que essas coisas de areodinâmica tem que ir para o espaço pois não tinha tanta coisa assim. Espero que seja competitiva, mas não acho que va ser tão parecido assim.

  4. Tomas;
    Vai ser além de divertido para a gente, interessante, pois iremos ter uma grande mudança, e que fazia tempo que não havia, e com essa grande mudança, tem a grande chance de alguma equipe ser extremamente rápida, ou lenta.
    Os pilotos iram sentir também na pele a mudança, vamos ver se isso se confirma, espero que sim.

    Abraços

  5. Os motores Mercedes ficam na Mclaren até 2014 por contrato já firmado quando da recompra das ações do time inglês por parte do grupo Mclaren.

    Os motores do carro de passeio não é de fabricação da Mclaren, ela apenas ajudou no desenvolvimento do motor, porque o fabricante chama-se Ricardo.

    Sobre essa besteira de efeito solo e super difusor, ainda tem muita água pra passar embaixo dessa ponte, porém os motores são realidades muito boas, inclusive eles não serão a gasolina, serão a etanol.

    • Haviam me comentado sobre a duração do contrato, obrigado pela afirmação correta Claudemir.

      Com os motores, é bom lembrar, que se a McLaren ajuda no desenvolvimento apesar de não fabricá-los por sua totalidade, já é um grande avanço afinal o time de Woking nunca fez algo assim.

      Minha dúvida é exatatamente essa: Em 2015, se eles são renovarem, qual motor a McLaren usaria?

      O seu próprio desenvolvido ou Honda?

  6. Tomás , foi como falei brincando lá no blog do Willian : Se isso efetivamente ocorrer , muitos não vão mais reclamar do HT .
    No que ele respondeu : ” Bem lembrado . Será uma boa maneira de descobrir se o problema da falta de ultrapassagens é por causa dos circuitos ou dos carros ” .
    Valeeeuuu .

    • Ele só pode estar de gozação!!! O dia que tirarem Bahrein e Abu Dhabi, no mínimo, do calendário, e trazerem algarve (como nosso amigo Jonas nos indicou ontem, eu vi e fiquei fascinado, que pista fantástica!!!!!) ou Laguna Seca, a F1 vai respirar melhor!

      Abs Marco!

      • Concordo com vc tomas….
        Marco, acho q mesmo com essas mudanças os traçados de HT ainda travam muito a f1….
        pode melhorar sim, mas imagine essas novas regras aplicadas em um cicuito como o do BRasil q sempre nos deu boas corridas…ficaria legal n?

  7. Tomás, a bastante tempo venho me empolgando com essas mudanças.
    A mais empolgante é sobre o motor, pois abre um leque para as grandes fabricas voltarem a ceder unicamente os motores, penso que elas aprenderam a lição, que montar uma equipe para quem a F1 é apenas um negócio, é uma furada.
    Com essa mudança radical, sei que nenhuma equipe pequena ou media vai conseguir sobreviver sem um bom parceiro(montadoras).
    A FOCA e a FIA, deveriam se preocupar com os custos.

  8. As diferenças entre hoje e o passado são “gritantes”, pela segurança as pistas de hoje tem muitas curvas, isso dificulta muito para o piloto fazer ultrapassagem, já era assim nos anos 80 em pistas travadas como na Hungria! Nos anos 80 muitas ultrapassagens eram feitas pela diferença de motor e pneus, aerodinâmica e freios era menos desenvolvidos isso também foi relevante, geralmente os pilotos freavam bem antes da curva, quando o piloto sentia confiança no carro, podia arriscar para frear(mais tarde)e conseguia ultrapassar! Com o investimento e tecnologia aumentando a cada ano, o desempenho dos carros foi nivelando, mas até o meio dos anos 90 aconteciam muitas ultrapassagens. O problema começou a se agravar a partir de 98 com a entrada dos pneus “riscados”, na época essa foi a solução encontrada para limitar a velocidade dos carros. O problema é que foram buscar soluções para recuperar a velocidade perdida em outros lugares, freios e aerodinâmica foram os alvos, desenvolvidos rapidamente a velocidade perdida foi recuperada! Os projetistas descobriram que na aerodinâmica podia se tirar preciosos centésimos, começaram a investir forte nessa área, com os freios super potentes os pilotos começaram a frear já na entrada da curva, por causa da aerodinâmica refinada, adeus pegar “vácuo” nas retas! As equipes também investiram muito em treinamento de boxes com a entrada do reabastecimento em 94, isso nivelou o trabalho nos pits, nos anos 80 e início de 90 aconteceram muitas ultrapassagens dentro dos boxes, ou no estilo Schumacher(um na pista e outro perdendo preciosos segundos no pit…geralmente com roda travada), antigamente o tempo perdido nos boxes variava muito , tinha equipe como a Mclaren que perdia cerca de 10 segundos(troca muito boa na época), a Williams várias vezes chegava a perder 15, 20 segundos(Piquet e Mansell perderam vitórias para Senna com isso). Na pista as estratégias de pneus eram mais arriscadas, quantas vezes na Lotus o Senna largou com estratégia de uma parada a menos(pneus duros, ganhava uns 30 segundos) e depois nas voltas finais as Williams de Piquet e Mansell vinham “babando” com pneus super moles novos, era comum ver Senna ser ultrapassado nas voltas finais sem pneus, mas era a única chance de Senna tentar chegar ao pódio e vitória. Poucas vezes Senna vencia no ano, geralmente acontecia em pista travadas ou em piso molhado, isso nivelada Lotus, Mclaren e Williams. Antes as estratégias de pneus davam emoção as corridas, hoje é muito mais complicado, os carros do pelotão da frente pouco variam o desempenho(antigamente era comum o desempenho do carro variar a cada 10 voltas devido aos pneus ou o piloto optar por ecomomizar equipamento, isso também ajudava nas ultrapassagens). Rubinho na Hungria fez uma estratégia ousada, estava andando na frente, mas teve que parar para trocar pneus(voltou de super moles), mas perdeu várias posições, chegou em décimo! Hukemberg fez uma estratégia mais conservadora, chegou mais a frente. Esse é o problema com os pneus de hoje, antigamente Senna fazia estratégia e podia brigar entre as primeiras posições, hoje é muito difícil isso acontecer. O pelotão da frente geralmente faz a mesma estratégia, um visando o outro! Antigamente pelo lado esportivo era mais legal, mas hoje tecnicamente a F1 é muito mais difícil para o piloto, como torcedor visa só o lado esportivo, muitos ficam com raiva! Mas lá dentro do circo o lado técnico é muito valorizado, como já tive oficina de moto valorizo muito o lado técnico. Se corressem com os carros de hoje com as regras de hoje, Senna/Piquet/Prost e Mansell também iam criticar muito a falta de ultrapassagens. E Alonso, Hamilton e Vettel mais arrojados iriam ser divertir muito mais no passado e fariam muito mais ultrapassagens, o problema da falta de ultrapassagens é um conjunto de vários fatores, os pilotos são os menos culpados. Hoje muitos falam que eles são pilotos medíocres, mas a F1 de antigamente era mais fácil para o piloto, hoje qualquer coisinha o piloto é penalizado,isso inibe os pilotos a arriscarem! Alonso esse ano fez uma ultrapassagem e depois perguntou no rádio se podia ser punido por ter passado do ponto a chicane, antigamente não existia nada isso! Já vimos vários pilotos parados na saída do boxe esperando a luz verde acender, simplesmente ridículo! Antigamente os pilotos entravam e saiam “rasgando” do boxe sem se importar com velocidade de boxes,linha branca ou luz vermelha! Hoje o volante é cheio de botões, o piloto tem que ter mais atenção, ter mais sensibilidade para sentir o carro e tentar melhorar o desempenho através do “mapeamento”! Hoje existe muito mais dinheiro envolvido a pressão e as cobranças são maiores! Acho que o pior já passou(entre 2002 e 2006), nos últimos 4 anos a Formula 1 tem sido bem divertida(pra quem gosta do ESPORTE Formula 1). Desde 2006 não existe domínio de um único piloto, o campeão sempre mudou de nome! O problema é que nenhum brasileiro foi campeão! A proibição de testes até ajuda a “brecar” a tecnologia (se não pode testar não existe a mesma pressa que antes, pra que investir mais que a rival se não pode testar), o problema é que os pilotos mais técnicos não podem desenvolver seus carros durante o ano como antes e fazer a “DIFERENÇA”, tudo ficou mais nas mãos dos projetistas. Massa testando como antigamente com certeza teria resolvido o problema com os pneus duros! Sou contra a proibição dos testes e também a essas punições cada vez mais absurdas. Sem poder testar como os novatos vão chegar ao nível dos pilotos de ponta? Pelo menos tinham que liberar uns 15 mil km de testes por ano! Uma boa ajuda para melhorar a F1 era proibir a aerodinâmica em peso, essa “engenhoca” de desviar o vento com a mão dentro do cockpit é uma, fora o assoalho, tudo no carro parece ser feito em função dele…isso começou em 90 com o Tyrrel de “bigodes” de Alesi, depois veio a frente alta(tubarão) com a Benetton, depois só evoluiu…complicado “brecar” a tecnologia, mas tem como deixar os carros cada vez mais com cara de “aderência mecânica” (motor/suspensão/pneus). Motor turbo parece boa idéia, mas esse efeito-solo…aff, é justo lá no maldito assoalho! E o bico dos carros nunca mais vai ficar rente ao chão? Acabem com a frente alta nos bicos, difusores de assoalho, efeito solo…etc

  9. A princípio os carros vão voar.

    Imagina um motor 1.6L + Turbo de uns 2.0L? Dá 3.6L a 18.000 rpm´s num conjunto de 600kg. Vão ser verdadeiros foguetes. Junte a isso o efeito solo e teremos carros muito mais rápidos do que os atuais. Isso, na teoria é lógico.

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