Mudanças que fazem a diferença

Investigando um pouco a fundo nas simples notícias que vemos diariamente nos sites de F1, é possível descobrir fatos que passam despercebidos pela maioria dos “normais” que apenas olha o título e, se por algum acaso lhe chegar a interessar, lê o artigo inteiro. Se não, é bom prestar atenção neste detalhe…

A poucos dias Adrian Sutil declarou um dado interessante, a respeito do fraco rendimento do VJM03 nas últimas corridas. Adrian Disse que a saída do diretor-técnico James Key (agora na Sauber) fez a equipe indiana perder terreno para as rivais, e agora chegar no Q3 se torna mais complicado.

É curioso ao mesmo tempo ver que a entrada de Key na equipe suíça fez o time elevar um pouco a sua performance, se aproximando da Williams e ultrapassando seu ex-time Force India.

Mas isso não é nada comparado ao próximo fato. Estudando o mesmo percurso, é curioso apontar que a saída de Pat Fry, ex-engenheiro da McLaren, a meados de maio, e a chegada deste no dia 1º de julho na Ferrari fez a equipe de Maranello crescer de rendimento (apenas em Silvesrtone houve ato falho, porque apartir de Hockenheim sob o comando do engenheiro Fry a Scuderia começou uma série de ótimo resultados).

É uma análise apenas superficial, no caso,  que não se pode afirmar com plena certeza. Mas é extremamente interessante ver como a entrada e saída de dois homens: James Key, que saiu da Force India e migrou para a Sauber e Pat Fry, que fechou as portas da McLaren e se mudou para a Ferrari, muderam supostamente o destinos destas 4 equipes (Sauber, McLaren, Ferrari e Force India) no campeonato de 2010.

Obviamente, não se pode atribuir tudo apenas a mudança de engenheiro, mas certamente se este for um de respeito e saber dirigir o carro com personalidade e confiança (Fry certamente fez isto no F10) pode mudar a base de resultados sim.

Diríamos que são mudanças que fazem a diferença, e estas podem mudar o destino do campeão do mundo da atual temporada. Tensão nos nervos em Suzuka, quem se dará melhor nesta batalha de milésimos?

22 comentários em “Mudanças que fazem a diferença

    • kkkkkkk… muito hilário Lucas… hehehehee…

      Tomas, mais um ótimo post.
      Como vc disse é uma guerra de milésimos… A declaração do Sutil sobre o James Key tinha chamado a minha atenção mas eu esqueci do Pat Fry, os dois realmente têm feito a diferença em suas novas equipes.

      Um outro fato que também chamou minha atenção é o Schumacher e o Felipe Massa na briga com os pneus Bridgestone 2010, os dois são os pilotos que mais tem reclamado do aquecimento dos pneus.

      Como todos sabem o Schumacher é considerado o professor do Felipe e provavelmente a forma com que os dois atacam as curvas seja parecida e não favoreça o aquecimento adequado dos pneus deste ano.

      Para resolver problemas de desempenho suas equipes modificaram os carros, a Ferrari com o F10b foi melhor para o Alonso, já a Mercedes com o W01″b” ferrou com a vida dos seus dois pilotos o Rosberg talvez pudesse estar até mesmo na frente do Felipe no campeonato, mas o Ross Brawn preferiu tentar ajudar o amigo, o Rosberg conseguiu se adaptar ao novo modelo, mas perdeu desempenho. O Felipe ficou mais rápido, mas continua levando uma surra do seu companheiro de equipe, quem sabe os pneus Pirelli não sejam melhores para os dois? Vamos conferir só no ano que vem…

      Abraço…

      • hehehehehehe

        Joysler, você tocou num assunto que eu não tinha pensado. Schumi foi o professor do Massa então se um tem problemas com os pneus, o outro tambem deve ter.

      • “Schumi foi o professor do Massa então se um tem problemas com os pneus, o outro tambem deve ter.”

        Por um lado sim Lucas, mas Massa não é o Schumacher, e a adaptação ode ser diferente, inclusive pelos anos sábaticos do alemão, que devem ter feito com que ele perdesse aquele poder de dominar seu carro.

        Massa é jovem, mas ele tem um problema e este se chama Alonso.

      • Concordo com você, Joysler. Massa aprendeu muito com o Michael, isso que você citou pode ser a pura realidade.

    • Joysler.

      O assunto dos pneus birdgestone no caso de Massa e schummy é realmente interessante. Como eu escrevi em um post dias atrás sobre o futuro de Michael na F1: Eu penso que dependa de como ele se adapte com os novos compostos. Se ele quiser testá-los, imagino que tenha que permanecer mais um ano. É um desafio que pode retratar a volta ás vitórias ou o fundo do poço.

      No caso de Massa é mais curioso ainda, até porque a Ferrari usou Bridgestone nesta década e Massa sempre os usou com boa adaptação nos seus anos Ferraristas. Acredito eu que seja mais uma desculpa para disfarçar seu péssimo ano. Pela recuperação em 2011.

      Abs!

      • Claro Tomás, Massa não chega aos pés de Schumi (nem na altura hehe), mas seu ele aprendeu muito com ele e pode ser que uma caracteristica ou outra deve estar no Massa.
        Realmente Alonso é a pedra no sapato de Felipe. Mas acho que ele possa voltar melhor, pois o acident deve ter o afetado. Massa começou bem o ano, com bons resultados, liderança rápida do campeonato. Mas no meio da temporada os resultados se foram. O acidente deve ser o causador disso. Mas ano que vem, mais recuperado, podemos ver um novo Felipe, que se não estiver junto com Alonso, estára bem mais próximo.

      • Eu tinha pensado nessa possibilidade, mas os problemas de Massa e Schumacher são distintos: o de Massa é com aquecimento, e de Schumacher com desgaste e comportamento.
        Esses engenheiros, Key, Fry, Newey vão atrás de uma boa equipe de profissionais, por isso é tão difícil fazer o time ir pra frente. É como a história do ovo e da galinha… A Force India, inclusive, acabou de perder outro grande engenheiro pra Lotus.
        O interessante é que o Fry é o “pai” do carro do ano passado, que foi um desastre. Chefiaria também o de 2011, mas parece que perdeu terreno em Woking. Certamente tem motivação de sobra pra mandar bem na Ferrari.
        Julianne

  1. não se pode afirmar categoricamente, mas não se pode ignorar ou menosprezar 100% que a entrada desses profissionais em novas as fizeram melhorar de forma significativa.
    Nada ocorre por acaso.
    Na ferrari não é só alonso. Não é só Mecânicos, não é só engenheiros, não é só novos pacotes aerodinamicos, mas o conjunto todo que fez diferença.
    Um engenheiro excelente, mas sem pilotos que possam passar reais impressões e considerações sobre o carro não adiantaria.
    Carro certinho, piloto certinho, mas mêcanicos fazendo coisa errada ou devagar também não adiantaria.
    Então é o conjunto da obra e por isso estamos vendo crescimento de algumas e decréscimo de outras.
    Excecão feita a redbull que é um caso a parte seu decréscimo, já visto em outro post nesse blog.

    • “Na ferrari não é só alonso. Não é só Mecânicos, não é só engenheiros, não é só novos pacotes aerodinamicos, mas o conjunto todo que fez diferença.”

      Perfeito, é isso mesmo, o conjunto que faz diferença. Mas cada um se encaixa nos seus padroes, e assim vemos que a Ferrari relalmente mudou com a chegada de Fry. Qualidade é fundamental, e esta aliada ao poder de Alonso ser um dos melhores acertadores de carros da atualidade, faz uma aliança poderosa, que é a que vemos agora. Me surpreendo neste momento que a Ferrari fez o certoe m contratar Fry.

  2. Interessante.

    Mas como já disseram… É o conjunto que faz a diferença.

    Por exemplo, a Ferrari está ótima… Com o ALONSO.

    Att.

  3. no entiendo a la Force india, cuanto más ingenieros salen, mejor les va! cuando tenía a Kolles y GAscoyne (no que sean dos leyendas, pero no lo hacen mal ahora) el equipo era un desastre. fué solamente echarlos a la calle que saltaron al frente de la Toro Rosso, y ahora con la salida de James KEy, mejoran un poco…. será que el problema ahí es llevarse bien con el hindú disfrazado de rapper?

    sin duda que ingenieros son fundamentales, pero una contratación así viene en un paquete de mudanzas en el interior del equipo. la llegada deKey a Hinwill, por ejemplo, ha venido al mismo tiempo que nuevo patrocinio y el cambio de pedro de la rosa; éstos los cambios que podemos ver entre muchos otros que deben haber ocurrido

    un abrazo

  4. Interessante a sua refleão Tomás. Em 1997, quando Adrian Newey deixou a Williams e foi para a McLaren, o time de Woking teve uma melhora significativa, conquistando duas vitórias nas etapas finais, além de perder uma corrida dominada pelos carros prateados, por causa da quebra dos motores Mercedes, em Nurburgring.

    Pode parecer besteira, mas muda sim. As mudanças não são vistas diretamente, no desenho do carro, mas sim em pequenos detalhes, onde sequer percebemos. A McLaren, ano passado, fez inúmeras mudanças, conseguindo dar um salto de qualidade na segunda parte da temporada.

    Essas mudanças são pertinentes, pois o projetista e/ou engenheiro aplicará os conhecimentos que possui no carro, como melhorar na parte aerodinâmica, mudanças em partes internas, entre outros.

    Interessante essa discussão.

  5. Bom acredito que o papel de um bom engenheiro é fundamental em qualquer desenvolvimento tecnológico, mas acho que vale mais o seu papel como lider dentro de uma equipe, coordenando todas as fases, geralmente os engenheiros são péssimos líderes, pois tem um pensamento mais lógico e sofrem ao lidar com pessoas, os que conseguem se dar bem com liderança, geralmente se destacam em qualquer tipo de empresa, pois conseguem entender todo o processo envolvido.

    • “geralmente os engenheiros são péssimos líderes, pois tem um pensamento mais lógico e sofrem ao lidar com pessoas”

      Parece que depois de 17 anos na McLaren e com vários títulos, Fry encontrou seu lugar.

  6. Ótimo post! Excelente! A Fórmula 1 vive desses detalhes, são imprescindíveis. Talvez o automobilismo seja o esporte que mais dependa do fator “detalhe” para que haja sucesso. Por isso é maravilhoso acompanhar esse esporte.

  7. e aí rapaziada,
    seguinte, voces acham que é só no futebol e na formula um que tem marmelada?
    definitivamente não.
    voces acham, já que foram ano todo contra episodio da ferrari no famoso gp da alemanha, alterando posições devido jogo de equipe, que no voley é justo, coerente, normal, legal o Brasil entregar o jogo para pegar adversário mais fácil?
    com voces a resposta.

    http://blogdobrunovoloch.blog.uol.com.br/arch2010-09-26_2010-10-02.html#2010_10-02_20_24_15-134861781-0

    • Nojento. E no texto ainda foi citado o caso da Ferrari em Hockenheim:

      “(…) Será que esses desportistas envolvidos podem criticar por exemplo a decisão da Ferrari quando mandou Alonso passar Massa? (…)”.

    • É galera, é isso aí…

      A nossa indignação é porque, graças a internet temos acesso a todo tipo de informação, e as notícias chegam muito mais rápido, não dá pra esconder toda a sujeira que rola…

      E essa é a verdade maior desse caso:
      “(…) Será que esses desportistas envolvidos podem criticar por exemplo a decisão da Ferrari quando mandou Alonso passar Massa? (…)”

      Eles criticaram, mas esqueceram que a Ferrari não estava absoluta no campeonato, diferente da seleção brasileira de vôlei que é considerada a melhor do mundo e antes da partida declararam que não iam entregar o jogo… lamentável…

      abraço…

  8. Não tenho nada a acrescentar que já não tenha sido feito pelos demais colegas.
    Mas vale a pena ressaltar: Thomas, excelente post!

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