O destino de Bruno Senna

O sonho de “Bruninho” em chegar à F1 foi cumprido. Mas não da forma como o sobrinho de Ayrton gostaria que tivesse sido. Bruno entrou na F1 sorridente, na equipe Campos e com o chefe de equipe Adrian, dono do sobrenome do time, colocando uma enorme confiança em seu nome e pessoa.

Porém, a Campos começou a entrar em crise até que um certo dia foi feita a venda para Colin Kolles, que comprou o projeto e trouxe o nome Hispania RT á tona. Estava ali decretada o início da guerra de Kolles x Senna.

Bruno não tomou com muita paciência a entrada do homem na equipe, mas como estava realizando seu sonho na F1decidiu ter paciência. Kolles queria injetar dinheiro para no mínimo ter um carro para correr e trouxe o desconhecido Karun Chandok, que seguramente trouxe $$$ e assim garantiou seu espaço no time.

Trabalho duro para chegar no Bahrein com tudo pronto, a Hispania sofria quebras costantes para o desgosto de Kolles, mas até ali era sabido isso. Bruno superava vezes sim vezes não o indiano, porém seu temperamento e paciência com Kolles estava chegando ao fim.

O que fazia Colin não gostar de Bruno é que o chefe de equipe preferia um piloto experiente do que um novato e que ainda não injetava dinheiro. Algo de errado já havia ali, porque certamente se fosse feita uma oferta a Fisichella ou De La Rosa, esta seria aceita.

O estouro da bolha entre Bruno e Kolles chegou em Silverstone, quando “de repente” foi anunciada a entrada de Sakon Yamamoto no lugar do brasileiro. Dizia-se que o time precisava de dinheiro e Sakon trouxe o que era necessário. Logo depois Colin despistou e se contrariou dizendo que dinheiro não era o problema. Oras, então o que ocorreu?

A história mais do que sabida que Senna enviou um e-mail para uma outra pessoa e também (por engano) à Kolles, retratando o mau estar na Hispania e a péssim relação entre os dois. Colin na hora que leu o e-mail, somando-se ao fato de não gostar de Bruno, ou tirou da equipe.

O curioso foi que depois Yamamoto continuou, e quem saiu foi Chandhok. Obviamente o dinheiro do japonês interessava e a palavra de Bruno foi mais forte. As corridas seguintes seguiram-se com a dupla Senna-Yamamoto, até que agora em Cingapura a Hispania deu um comunicado que Sakon, devido a uma indisposição, não poderia correr. Porém, é fato que o japonês esteve nas festas prévias em Marina Bay e estava absolutamente bem para correr.

Supostamente se diz que Kolles queria trazer o austríaco Christian Klien (que já competiu na F1 e tem uma certa velocidade) para demostrar que Bruno é lento. Se o propósio era esses, Kolles deve ter ficado satisfeito até porque Bruno levou uma “surra” de Klien.

A verdade é que Bruno não teve a mínima sorte em estrear na F1 pela Hispania, e ainda com a supervisão do temperamental Kolles. A única forma de conseguir entrar no trilho de uma carreira bem sucedida na F1 é saindo da Hispania ou rezar para que algum milionário compre o time em decadência e assim Kolles saia.

Se este continuar, é bom Senna sair porque não terá futuro na presença do romeno. É a decisão de Bruno, agora ou nunca,. em ter uma sobrevida na Fórmula 1…

34 respostas para “O destino de Bruno Senna”

  1. Bruno Senna precisa de mais grana para estrear de novo, esse ano valeu apenas para conhecer os traçados fora da europa, como experiência profissional fica a paciência ao se pilotar uma carro sofrivel….

    Não posso avaliar de forma maldosa como alguns fazem, com uma carroça daquelas, não dá pra dizer esse é bom ou esse é ruim, mas o circo da formula 1 é assim poucos conseguem o que querem e muitos são fritados…..

      1. Muito se fala em assento comprado, na Renault equipe media pra grande tem um, a Virgin andam falando que tbm porá um assento no mercado, sem contar que Williams não demora muito ta vendendo um, se a STR for vendida pode ser opção pra alguem ano que vem, aguas ainda podem rolar….Torço Lucas e Bruno continuarem, mas a F1 não é romantica, nem sempre nossa torcida se concretiza.

  2. A chance dele era ir pra Sauber, mas o mexicano já está encaminhado como companheiro do Kobayashi. A “esperança” do Bruno é o Trulli aposentar e ele poder ir para a Lotus que é menos pior que a Hispania. Torço pra que ele consiga uma vaga melhor, pois praticamente todas as vagas estão fechadas.

    1. Quanto à Lotus é quase impossível (digo quase porque não se sabe o que pode acontecer amanhã), isso porque a equipe vem em crescimento e colocando muito dinheiro em seu projeto jà para 2011, já tem parcerias Red Bull e deve ter com Renault, além de que Trulli é o homem que está levandp o time adiante com sua esperiência e conhecimento, apesar de estar atrás de Heikki.

      Por isso, Lotus está fora dos planos.

  3. A verdade é cruel demais com os torcedores de Senna Tio. o Bruno Senna é ruim demais!!! Pegar coro de um estreante novato da… India?!?!? Fala sério!!! #vazasenna

  4. Kolles, a pesar de bom gestor de equipe, é um péssimo colega de garagem, pelo que já teve brigas bem feias com Gascoyne.

    ah! Bruno tem é que voltar pra GP2 e continuar mostrando serviço! de ahi rtorna numa equipe de verdade

    1. Faço minha as suas palavras! Bruno deveria ter ficado quieto na GP2, mostrando serviço, ficando campeão (se possível), aí sim, ter cacife prá encarar uma equipe média na F1.

    2. F1 ALC e André:

      Permanecer na GP2 já não dava mais para Bruno, ele necessitava dar o passo para a F1, assim como Di Grassi fez. Sobre ser campeão, a verdade é cruel, até porque Pastor Maldonado é o campeão da GP2 e até o momento não tem nenhuma ligação com a F1, já Pérez, 2º colocado, já está de contrato assinado para 2011.

  5. se o bruno adora automobilismo mesmo, existe vida no mundo fora formula um.
    Existe fia gt, temos brasileiros campeoes por lá.
    Tem a formula indy, vai haver reformulações. garanto que mesmo tendo que se adaptar a correr em ovais e outras caracteristicas, mesmo numa equipe média por lá ele consegue melhores resultados. Não é demérito nenhum, pelo contrário é muito mais negócio que correr na formula um numa hispania da vida, até mesmo na virgin, vide grassi.
    Unica opção é da lotus para cima, mas não pode se ficar esperando a vida toda, é coisa de vai ou racha.
    2011 tem que ser um marco em sua carreira (final de 2011) pode até ficar na hispania, mas correrá riscos, tanto de ser mantido como ser convidado a sair e outro em seu lugar.
    Automobilismo mundial não é só formula um, eu gosto, claro que gosto, mas aprecio varias outras modalidades e as assisto com frequencia.
    Se for para ficar correndo em equipe de ponta traseira não dá.

      1. E dependendo como sai é bem dificíl conseguir voltar.

      2. “Chegar nela e sair é como jogar no Barcelona e depois ir para o Paysandu. se é que me entendem…”

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Ri muito aqui.

      3. “Chegar nela e sair é como jogar no Barcelona e depois ir para o Paysandu. se é que me entendem…”

        kkkkkkkkkkkkkkkkk Ri muito.

      4. não, não é assim não.
        depende do ponto de vista da repercussão.
        gil de ferran é o maior exemplo disto.
        Ele também tinha muita expectativa quanto a f1, nunca foi aproveitado como queria, nunca teve uma boa oportunidade e acabou nos estados unidos. Lá se tornou muito bom e ganhou dois títulos.

        Gil de Ferran disputou a Fórmula 3000 pela equipe de Jackie Stewart, tendo algumas vitórias, e necessitava de patrocinadores para chegar à Fórmula 1. Não tinha. Ocorre que em 1991 Gil realizou notável trabalho para a Reynard no Campeonato Britânico de Fórmula 3, pelo time Edenbridge.
        Quase todos os pilotos competiam com chassi Ralt, como o campeão, Rubens Barrichello. Mas o modelo da Reynard, desenvolvido por Gil, mostrou dispor de potencial muito maior. No ano seguinte, nunca a Reynard vendeu tanto carro e, claro, foi campeã com o mesmo Gil, na escuderia do filho de Jacke Stewart, Paul Stewart.
        Em 1995 a Reynard estava de olho no campeonato da Cart e o primeiro nome que veio à mente de Adrian Reynard para ganhar o mercado norte-americano foi o de Gil de Ferran. Estreou na categoria recebendo salário, sem nunca ter disputado uma prova da Cart sequer, graças à confiança que a Reynard tinha nele. Correu pela Jim Hall, o mesmo dos lendários Chaparral. Venceu corrida já no primeiro ano.
        O que desejo dizer é que foi a capacidade de Gil como piloto e profissional bem dotado para desenvolver o carro que lhe garantiram a sequência da sua carreira, no fim de 1994. O restante quem gosta de corrida de carro sabe: Gil foi bicampeão da Cart e venceu as 500 Milhas de Indianápolis, dentre outras conquistas.

        Depois ainda pilotou um acura da equipe oficial da honda como piloto na alms (american leman series) e atualmente é dirigente e sócio do filho da penske em uma equipe que por sinal corre um brasileiro que vem conquistando um bom espaço na categoria.

        Outro nome fantastico na indy foi André ribeiro, que tinha uma carreira brilhante por lá, de repente quando estava no auge foi convidado pelo dono da penske que tem negocios no Brasil e ele veio pra cá pra tocar a coisa.

        Não é demérito nenhum não gente. Questão de foco, de ponto de vista e expectativa. Expectativa se cria com antecedência, mas nem sempre nos brinda com boas recordações.

        (vejam uma entrevista do gil deferran ao site grande premio
        http://esporte.ig.com.br/grandepremio/grandesentrevistas/2009/02/18/gil+de+ferran+4715489.html)

      5. Wilson, ótima sua colocação. O que eu quero dizer é que o significado de ser campeão mundial na F1 e em outra categoria é diferente. Tirando a preferência do piloto, que pode não gostar da F1 e ser feliz vencendo em outra categoria, como eu disse, ser campeão mundial na F1 e em outra categoria é diferente. Não que tenha mais valor, apenas que o seu reconhecimento pode ser menor. Portanto, há uma diferença sim.

    1. É uma saída honrosa, ficar na frigideira da F1 ou tentar ser grande nos Estados Unidos, quanto ao comparativo futebolitisco ele joga no Barcelona no time C e ainda tem medo de não entrar em campo as vezes, dirigir para o Chip Ganassi ou Roger Penske nos EUA seria melhor…..

  6. Bruno Senna na F1

    Ah… Não sei, hein! Não vi a chegada de um campeão, vi mais um “Barriga” e um “Macarrão” da vida.

  7. Massa andou de Sauber e depois, sem vaga, foi ser piloto de testes da Ferrari… até aparecer a grande oportunidade.
    Essa séria uma opção razoável para Senna. Virar piloto de testes da Williams, por exemplo, e orar todas as noites para trocarem de motor e aparecer uma vaga pra ele daki 2 anos.

    1. Acontece, Vito, que Massa sempre foi piloto da Ferrari, só que foi “emprestado” para a Sauber para este tomar “forma” e no futuro chegar na Scuderia. O mesmo ocorreu com Alonso, ele “sempre” (na F1) foi da Renault, mas a equipe o emprestou para a Minardi para tomar forma. Depois foi piloto de testes em 2002 e em 2003 chegou como titular.

    2. Concordo…Massa e Barrichello, inclusive Ayrton Senna, começaram em equipes consideradas “pequenas”, só que as pequenas daquela época tinham uma certa qualidade e desempenho, por isso os pilotos conseguiam mostrar serviço com o mérito todo deles (vide Senna em Mônaco), pois “tiraram leite de pedra”. Com isso foram vistos pelos, é…digamos “olheiros” das grandes equipes e tiveram suas chances de correr pelas famosas. Hoje em dia existe um abismo separando as novatas das grandes e pouco se pode fazer como piloto dessas carroças como Hispania, Virgin e”Lotus”.

  8. Bruno Senna teve seu futuro na F1 decidido (para pior) quando foi trairado por Rubens Barrichello no 1º ano da Brawn, Rubens se ofereceu de graça para o Ross, que, naquele momento e naqueles termos (sem custo), não tinha melhor alternativa do que o nosso segundão, o resto é conversa.

    Bruno não conseguirá sentar em carro melhor do que está sentado, primeiro porque não há vagas para pilotos inexperientes e sem grana, depois porque seu único resultado expressivo na carreira é uma vitória em Mônaco na GP2, nunca ganhou título nas categorias de base e nunca fez nada de surpreendente na F1 (lógico que está sentado em uma cadeira elétrica, mas, podia pelo menos andar na frente de alguma das nanicas).

    Em síntese, se nada de extraordinário acontecer, a carreira de Bruno na F1 será curta e melancólica.

    1. “Bruno Senna teve seu futuro na F1 decidido (para pior) quando foi trairado por Rubens Barrichello no 1º ano da Brawn, Rubens se ofereceu de graça para o Ross, que, naquele momento e naqueles termos (sem custo), não tinha melhor alternativa do que o nosso segundão, o resto é conversa.”

      Não creio que Rubens traiu Bruno naquele episódio. Senna chegou a testar o Honda nos testes pós temporada, Mas Ross já deveria ter feito um trato que se comprasse a equipe deixaria a dupla intacta.

      Lembro que na época se discutia muito entre os três brasileiros na disputa por um lugar: Barrichello, Di Grassi e Bruno Senna.

      Abraço Cassius.

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