Sobre os rumores de Bruno Senna na Lotus

Com o fim da temporada chegando – e a incerteza da possibilidade de cokpits livres para 2011- os rumores sobre a troca de cadeiras dos pilotos começa a ecoar com maior força. E, como era previsto, o futuro de Bruno Senna entra em pauta novamente, mas, desta vez, com uma boa notícia.

Está no site de F1 da Globo (o que eu não levaria tão a sério) que Senna estaria negociando com a Lotus para a temporada do ano que vem. Independetemente de qual é a fonte desta notícia, ou até mesmo se é verdadeira, nos resta analisar e tirar nossas próprias conclusões.

A Lotus hoje em dia vive em constante crescimento do projeto e parece levar adiante a ideia da volta- apesar de estar envolvida em uma “guerra” pelo nome oficial da Lotus “verdadeira”,e seus direitos como imagem- á F1 muito bem. Deve correr com o motor Renault em 2011 e já anunciou o suporte da Red Bull para o câmbio e sistema hidráulico do T128.

A sua dupla de pilotos, o simpático e promissor Heikki Kovalainen, o melhor dos piores, e o experiente Jarno Trulli, vivem em bem estar na equipe e trazem, dentro do limite imposto pela velocidade do carro, bons resultados. Heikki está confirmado para o ano que vem e Trulli ainda beira na incerteza de se aposentar ou não- porém seguramente quer continuar com sua sobrevida na F1.

Então, aonde estaria o nome Senna nessa história? Bem, isso realmente nós não sabemos. O mais provável, portanto, é que Bruno esteja “de porta e porta” por onde acredite que haja um lugar vago para ele como titular. A Lotus é a melhor escolha, tendo em vista que o resto do grid -á exceção da Virgin- está ocupado ou não demonstra interesse em sua contratação.

Imagino que Bruno mais se garanta pelos patrocínios, ele leva à Hispania 5 milhões pela Embratel, que devem interessar á Lotus para desenvolver o próximo projeto, mais do que pelo talento que não pôde mostrar na Hispania. Porém, sustento a ideia que a Lotus permaneça com Jarno e Senna, senão puderentra no time malaio, fique na Hispania.

Agora os leitores devem se perguntar: Como o Tomás diz que é melhor para o Bruno permanecer na decadente Hispania?

Bem, primeiro estar na Hispania é melhor do que nada. E, apesar de Bruno ter classificado que dirigir na equipe é a coisa mais frustante do mundo, ele sabe que pode ter um futuro sim na equipe.Como alguns devem ter notado, se diz que a Hispania comprou a Toyota, cujo carro projetado para 2010 acabou no esquecimento. A Hispania, como vimos, parece ter passado a Virgin no mundial. Contudo, o maior incômodo de Senna a esta altura é a presença do irritante e temperamental Colin Kolles ao seu lado.

Se Colin sair, o que é pouco provável, Bruno terá uma vida difícil (se Kolles não o demitir antes), e é prevendo isso que procura novos ares. Porém, sem querer ser pessimista, Senna tem poucas chances na Lotus e um futuro difícil, com a presença de Kolles, na Hispania. No mais, é esperar para ver o deschecho de mais uma história intrigante- e repleta de rumores.

11 comentários em “Sobre os rumores de Bruno Senna na Lotus

  1. Exatamente a mesma opinião que a minha, Tomás. Não entendo de onde pode vir uma noticia dessas, de um piloto que apesar de não conseguir andar por conta das deficiências da equipe, já tomou coro de todos os companheiros, inclusive o japonês pagante. Portanto, também acho que isso é coisa da platinada.
    Com a Renault na Lotus, a sua fornecedora oficial de combustivel não vai ceder lugar para a Petrobras, como dizem.
    Alias, o tal do patrocinio que o primeiro-sobrinho anda buscando não deve ser este…

    • Senna só irá para a Lotus se levar muito dinheiro. Deeve coletar muitos patrocinadores, só não sabemos de onde. No fim das contas, a situação é difícil. Ainda mais quando se comenta que De La Rosa já é piloto da Hispania para 2011.

  2. Seria muito bom pra Senna ir para uma equipe como a Lotus, que parece ser uma equipe boa, para o ano que vem, claro. Nessas horas falta uma Petrobras da vida que tem capital, e deveria investir em Bruno que reeditaria o trio Senna-Lotus-Renault (Se não me engano O Senna correu com motor Renault). É dificil ele ir, mas se for seria um grande passo em sua carreira.

  3. Não sei porquê o Kolles pega no pé do Bruno. Se ele não leva os patrocínios, o carro ia estar “zerado”. Tem mais é agradecer e ainda pelo melhor resultado da equipe conquistado por ele na Coreia do Sul junto com o Chandhok com um 14° lugar.

    Espero mesmo que dê certo ele ir pra Lotus.

  4. Para Lotus: só se arrumar muita grana, muita mesmo.
    Para Hispania: sem chance!
    Não lembro de nenhum caso de um piloto que tenha sido substituido durante alguma corrida ao longo da temporada e permaneça na temporada seguinte nesta mesma equipe, exemplo: Liuzzi e Speed na ToroRosso em 2007 (exceçao feita a problemas de saude, como quando Schumacher fraturou a perna).

  5. O Bruno Senna na Lotus, é uma situação até imaginável, até por que a Petrobrás estará com o time de Tony Fernandes ano que vem. Em 2009, se a Honda continuasse, Bruno seria um dos pilotos pelo fato de levar em petrolífera brasileira para o time japonês. Mas como os nipônicos saíram da Fórmula 1, tudo foi por água abaixo.

    Será interessante ver Bruno em um time que está investindo para ser grande. Renault, Petrobrás e Senna. E para Kovalainen, caso permaneça no time, será a chance de mostrar algo.

    Bruno e Lotus, com Petrobrás e Renault, acredito que possa acontecer.

  6. Concordo que é melhor ficar na Hispania do que nada, rs. Mas quanto a nanica espanhola ter comprado o que restou da Toyota, ainda há muitos mistérios, principalmente em relação ao potencial desse suposto carro nipoespanhol.
    Mas essa conversa com a Lotus, o empresário do Bruno já confirmou. O que se está esperando é um bom patrocínio vindo da parte de Senna (nessas horas, onde está a Petrobrás “da” Dilma”?). O Ico comentou que também há uma certa resistência da Verde e Amarela tirar Jarno do time (http://blog-do-ico.blogspot.com/2010/10/senna-e-lotus.html).
    Mas calma aí, o Trulli quer passar cola no cockipt igual o Rubinho? Acho que está na hora do Jarno dar uma chance para o Bruno. E aí acredito que a parceria Lotus-Senna ia continuar a brilhar! Bruninho não foi tão mal esse ano, e não podemos esquecer que ele ficou muito tempo afastado das pistas por causa na tragédia na família, e que também vacilou ao não fazer a GP2 de novo ano passado. Então, concordo com o Tomás de que ele ainda não teve chance de mostrar seu talento. Agora é a hora…
    Um bom final de semana a todos, boas eleições e fiquem na paz de Deus!
    Ester, de volta

  7. E o Lucas, gente? Qual vocês acham que vai ser o futuro dele na F1?
    Ele também ainda não teve chance de mostrar todo o talento que tem, mas seu desempenho esse ano, dada as condições, não foi desapontador…
    Qual é o palpite de vocês?

  8. Com a ajuda de Lula, Collor finalmente conseguiu chegar ao cofre da Petrobras

    Em outubro de 1990, o presidente Fernando Collor valeu-se de um emissário para induzir a Petrobras a emprestar US$ 40 milhões à Vasp, empresa aérea comprada no mês anterior pelo amigo Wagner Canhedo. Deu tudo errado. Pressionado por Paulo César Farias, o presidente da estatal, Luiz Octávio da Motta Veiga, demitiu-se inesperadamente e denunciou o cerco movido pelo tesoureiro do chefe de governo. O escândalo se transformaria na primeira estação do merecido calvário que desembocaria no impeachment.

    Passados 20 anos, o senador Fernando Collor voltou à ação no local do crime não consumado, agora para forçar a estatal a fechar um contrato de R$ 200 milhões com o usineiro alagoano João Lyra, ex-senador e pai de sua cunhada Tereza Collor. Para abrir o cofre que PC não alcançou pela rota dos porões, Collor dispensou-se de cautelas e foi à luta pessoalmemente. Em agosto passado, entrou pela porta da frente, e levando a tiracolo o empresário de estimação beneficiado pela bolada. Desta vez deu tudo certo.

    Numa nota publicada em seu blog no site de VEJA, o jornalista Lauro Jardim resumiu o show de atrevimento: “O candidato a governador Fernando Collor exigiu ─ repita-se: exigiu ─ que a diretoria da Petrobras Distribuidora assinasse um contrato de vinte anos para a compra de etanol das usinas de João Lyra. Alguém aí acha que Collor foi posto para fora ? Nada disso. Não conseguiu um contrato de décadas, mas arranjou um de quatro anos, cerca de 200 milhões de reais”.

    Nesta semana, o Brasil soube por que Collor se sente em casa na Petrobras Distribuidora: foi ele o padrinho da nomeação de José Zonis para a Diretoria de Operações e Logística. Desde o ano passado, o ex-presidente despejado do Planalto por ter desonrado o cargo não precisa designar algum homem de confiança para missões de grosso calibre na maior das estatais. Tem um representante com direito a gabinete, cafezinho e canetas que assinam contratos com prazos sob medida para a obtenção de empréstimos bancários.

    “Isso é uma tremenda maracutaia”, berrou em 1990 Luiz Inácio Lula da Silva, ao saber que Collor tentara favorecer um empresário amigo com dinheiro da Petrobras. Em dólares, a montanha de cédulas capturada em agosto deste ano é equivalente à perseguida sem sucesso há duas décadas. Mas o presidente que abandonou o emprego para virar animador de palanque não viu nada de errado. Os devotos do Mestre aprendem que maracutaia que beneficia companheiros (sobretudo um amigo de infância, patente obtida por Collor) não é maracutaia. É um negócio como outro qualquer.

    O que pensa da pilantragem a candidata Dilma Rousseff, sempre com a mão no coldre para defender o símbolo nacional da cobiça dos inimigos da pátria e seus sócios estrangeiros? O neurônio solitário ainda ensaia o que dizer. José Sérgio Gabrielli, ao contrário de Motta Veiga, engole o que vier pela proa para manter o emprego. Não há ofício mais gratificante que prestar serviços à nação numa estatal fora-da-lei. O presidente da Petrobras só saírá do gabinete na traseira de um camburão.

    Aparentemente ilógica, a parceria entre os candidatos que trocaram chumbo na guerra suja de 1989 nada tem de surpreendente. Escancarado pela grossura explícita, o primitivismo de Lula pode ser visto com nitidez por trás do falso refinamento de Collor. Escancarado pela arrogância de oligarca, o autoritarismo de Collor é perfeitamente visível por trás do paternalismo populista de Lula. Os dois são, em sua essência, primitivos e autoritários. Nasceram um para o outro.

    • kk,
      Fico com pena da forma como os recursos da petroleira foram administrados, segundo a matéria que você colocou.
      Mas, olha lá, essa foi uma piada muito boa, rs. Eu perguntei cadê a Petrobrás para patrocinar o Bruno, e você vem com essa matéria. Super engraçado, amei!
      Espero que o dinheiro seja melhor administrado, para o bem do Brasil, e que também sobre para ajudar o Bruninho na Fórmula!
      Que a graça e a paz de Deus encham a vida de vocês!
      Bjs!

  9. Penso que o ciclo do Bruno na F1 está passando, ele vai entrar naquele grupo de pilotos brasileiros que a F1 é só para entrar no currículo é simplesmente mais como hobby, falta algo no piloto, talvez a gana de vencer, de mexer com graxa, etc…

    Hoje 30 de outubro é um dia especial, Nelson Piquet comemorou seu tricampeonato e o tio do Bruno um ano depois foi campeão pela primeira vez na F1.

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