Análise técnica dos pneus Pirelli que irão á pista amanhã

A Bridgestone finalmente se despediu da Fórmula 1 ontem, no derradeiro dia dos testes para novatos. Agora é a vez da italiana Pirelli tomar as rédeas da produção e fornecimento dos compostos para os carros em 2011 e amanhã será o primeiro teste real com os pilotos que estarão no mundial do ano que vem.

Mas a obviedade nos mostra que começar do zero não será fácil para a Pirelli. O grande problema nisto foi, na verdade, o atraso da FIA em comunicar o novo fornecedor de pneus para o ano que vem. A dúvidas entre Avon, Michelin e a empresa italiana fizeram a decisão se prorrogar muito, o que foi uma enxaqueca para os projetistas.

Assim, a Pirelli só conseguiu começar á testar seus compostos na segunda quinzena de agosto, nos dias 17 e 18 (exatamente 3 meses atrás), em Mugello, Itália, com o modelo da Toyota do ano passado, o TF110, pilotado por Nick Heidfeld. Depois ainda passariam Romain Grosjean e por último Pedro de La Rosa.

E de lá pra cá o rendimento dos pneus está avançando de uma forma totalmente positiva, como descreveram Nick e Pedro, inclusive. Paul Hembery, diretor da Pirelli, se mostrou muito satisfeito com o avanço nestes 90 dias:

Os testes foram muito, muito bem. Não tivemos nenhum problema com a integridade dos pneus e nenhuma falha, além de já termos rodado 7000km. Todos os três pilotos que testaram com nós dizeram que se tivessemos que correr um GP amanhã, estaríamos prontos. – Hembery.

O mesmo padrão de produção dos últimos anos será adotado pela Pirelli, por orientação da FIA: pneus supermacios, macios, médios e duros. Sendo que estarão a disposição das escuderias dois tipos de pneus por fim de semana de GP e as combinações entre os tipos.

Hembery deixa claro também que o desafio dos pneus não é uma tarefa fácil para a Pirelli. Na verdade, o que se procura hoje em dia e o que seguramente nós torcedores queremos, são compostos menos resistência, para que tenhamos corridas como as de Montreal neste ano, em que os pneus colocados à disposição das equipes perdiam rendimento após 6, 7, 8 voltas e a imprevisibilidade tomava conta dos boxes, onde as decisões sobre trocas e escolhas tornou a prova fenomenal.

Em suma, este foi o problema da Bridgestone no ano, em que apenas para Canadá os compostos duraram menos. Enquanto na Hungria Webber voava por mais de 30 voltas em uma troca que ocorreu muito depois do previsto e tornou a prova chatíssima, sem chances de batalha entre os demais pilotos dada a resistência dos pneus de Mark. O que todos querem é, sem dúvida, o show. Ao mesmo tempo, Paul tem conhecimento das dificuldades de se fazerem compostos com uma breve vida útil. “Produzir pneus resistentes, de elevado desempenho, não é um problema. O desafio será encontrar o compromisso certo entre vida útil e resistência, com desdobramentos no show.” diz o diretor.

Por isso é que a tendência na Pirelli seja o conservadorismo, afinal o avanço está indo ao desconhecido, apesar de que o objetivo é fazer uma abordagem agressiva. Nesse aspecto é que a falta de experiência da Pirelli é negativa, sendo que Hembery diz que, como não foi possível testar em quase nenhuma pista do calendário da F1, seja necessário alguma adaptação prévia antes das corridas.

E o teste de amanhã será o passo chave a ser dado pela empresa, afinal os treinos com um carro antigo (o Toyota TF110) impossibilita avaliar uma série de questões fundamentais para o processo de desenvolvimento dos pneus. Por exemplo, o grupo da Pirelli está tentando fazer uma distribuição de peso que corresponda aos carros atuais, mas é impossível saber qual é o grau de comparação a se fazer com os F1 dehoje e o Toyota antigo.

O combustível é outro fator indispensável. Por tabela, os pneus em um certo tempo precisam ser resistentes para suportar o grande peso do carro cheio de combustível na largada e primeiras voltas. Nos testes da Pirelli, foram feitos treinos com 80 kg de combustível, no intento de corresponder a um peso alto, mas que obviamente não é como quando a corrida começa, onde o tanque está lotado.

O estreitamento do pneu dianteiro apartir desta temporada -de 270mm para 245mm- foi um fator que algumas equipes tomaram com dificuldade. E em base disso os engenheiros da Pirelli tentaram fazer um pneu dianteiro mais robusto. E o resultado nos veremos amanhã.

Sobre as temperaturas de pista, condições e etc, Hembery também explicou muito sobre o que a Pirelli fez e coletou até o momento. Como vimos dias atrás, foram realizados testes com chuva artificial em Paul Ricard, pois era absolutamente necessário saber como lidar com a superficíe molhada até então.

Mas, mesmo com o teste finalizado e um bom aprendizado, Hembery diz que existem chuvas de diversos tipos, como por exemplo a clássica em Silverstone, que varia de 10 a 15 graus, ou um dilúvio como ocorre frequentemente em Sepang, onde as temperaturas vão até 30 graus. Isso significa que a escala de trabalho dos compostos deve ser extrema, e isso é algo muito difícil para ser projetado agora, mas ainda haverão testes e simulações para o aprendizado ser maior.

Sobre as amostras de superfícies das pistas, Paul diz:

Nós temos algumas amostras de superfície, e algumas delas de treinos anteriores que temos feito em alguns circuitos. Isso será algo que vamos aprender e continuar no próximo ano, com varredura a laser de superfícies para coletar mais algumas informações. Mas o que não sabemos ainda são as mudanças na pista durante o fim de semana, algo que muda o comportamento dos pneus.

Como sabemos, um carro pode ter voado numa sexta-feira, mas depois, com o mesmo set-up no sábado, não funciona. É um dos mistérios da F1- o que aconteceu durante a noite? Isso tem a ver com temperatura, umidade, compostos que tenham sido estabelecidos para a pista e como a escolha afeta o desempenho. Há uma série de variáveis e essas são coisas que precisamos aprender logo. – Hembery.

Agora, depois de vários dias de ação na pista e emborrachamento contínuo do asfalto, provavelmente será feita uma limpeza de pista, pois a borracha na pista é Bridgestone- ainda. Assim, no segundo dia de testes, a probabilidade é que os tempos caiam absurdamente, adverte Paul.

No mais, está aberta a seção de comentários para debatermos ao longo deste dia a questão dos pneus Pirelli. Participem, e amanhã veremos qual equipe se dará melhor na estreia dos compostos italianos.

30 comentários em “Análise técnica dos pneus Pirelli que irão á pista amanhã

  1. Massa alega que teve dificuldades com aquecimento de pneus nesta temporada. Alguns dizem que é só conversa fiada. Acredito que não é o motivo principal para seu rendimento aquém do esperado, mas parece ser verdade pois em certos momentos Alonso também não conseguiu aquece-los corretamente (alguns treinos) e seu rendimento caiu.

    Partindo do seguinte:
    1-a hipótese que a dificuldade de aquecimento seja real;
    2-o fato que a Ferrari é capaz de qualquer coisa (mesmo que suja) para vencer
    3-a Pirelli também ser italiana
    4-quando tinham 2 fornecedores, a Bridgestone trabalhava de acordo com as ordens de Schumacher nos tempos de Ferrari.
    5-os principais itens de um F1 hoje são aerodinâmica e pneus, mas em 2011 não teremos difusor duplo

    Conclusão:
    =>Para 2011, os pneus Pirelli “vestirão” as Ferraris como uma luva, seu rendimento irá nas alturas. A RedBull vai ter que fazer mágica (e sabemos que são capazes) para superar os italianos no projeto do carro.

    O que acham?

    • Humildemente dou meu pitaco e discordo de tamanha especulação no quesito PNEUMÁTICOS, não que sejam desprezíveis nesta F1 moderna de frações de segundos valiosas mas me pareceu que o projeto lê-se AERODINÂMICA dos carros fizeram realmente a diferença, talvez sim tenhamos diferenças sensíveis quanto a durabilidade e resistência as diversas condições climáticas durante todo o campeeonato, vejo também que deveríamos comentar é sobre a quantidade de pneus fornecidas durante os finais de semana completos para todos os treinos do findissemana pois esta restrição é para mim RIDÌCULA…

    • Bem, já havia pensado nisso Vito, mas realmente não creio que tamanho absurdo ocorra.

      Primeiro que ser italiana não é lá uma grande vantagem, pois uma coisa é ser da mesma nacionalidade e outra é dar benefícios extras a um carro que ainda não existe. Até o momento todas as equipes receberam os mesmos (assim espero) dados sobre os pneus em setembro, e agora terão a chance real de testá-los. Depois, só em fevereiro.

      Segundo que nenhuma das equipes inglesas, como McLaren e Williams, foram contra a ideia, o que já é algo para se destacar.

      E depois que a Pirelli precisa ter um consenso básico sobre o fornecimento de pneus, pois não vejo como se poderia beneficiar a Ferrari neste quesito.

      A Renault venceu dois campeonatos com Michelin na época em que a Ferrari calçava os japoneses Bridgestone. Mero detalhe que os Michelin são franceses, mas também não acredito em nenhuma farsa, muito pelo contrário, até porque a Ferrari foi muito competitiva em 2006.

      No mais, esta é a chance de ouro para Massa e Schumacher, os que mais sentiram problemas com pneus nesse ano, se recuperarem para um ano próspero na próxima temporada.

    • Acho um absurdo o que você falou. Tudo bem que os pneus Bridgestone foram excelentes para a Ferrari, mas eu considero isso um mérito da equipe e não dos pneus, já que, depois, os pneus não foram tão bons para a Ferrari, como por exemplo, esse ano.

      • Realmente existem muitas varáveis para como os pneus vão ao encontro do projeto de um carro.

        Dependendo o estilo de pilotagem de certo piloto, suave ou agressivo, o modo de freada, o aquecimento nos classificatórios e as variações de temperatura- tudo conta.

        E o desenvolvimento dos compostos é algo bastante complexo, e geralmente que melhor se dá com eles, tem um passo dado á frente dos rivais. Como disse Newey, quem melhor se adaptar aos Pirelli no ano que vem, pode ser imbatível.

    • Brasileiro, com nick italiano, é fogo para Teoria “Conspirativa”…Quando a Red-Bull esse ano teve que tornar mais dura a Asa Dianteira para não ser punida é táctica limpa, quando a McLaren teve de pagar multa de 100.000.000 USD por copiar a Ferrari, era Ajax limpa mais branco…e por aí fora de exemplos de quebra de regulamentos…mas por aqui só a Scuderia é que faz..já dá canseira essa invocação. Se a Ferrari com o melhor piloto dito pelos inimigos fidagais http://www.bbc.co.uk/blogs/andrewbenson/2010/11/who_were_the_top_10_f1_drivers.html

      ganhar o Campeonato,já há motivo para rebaixar a Vitória ” ..foram beneficiados nos pneus..”

      Eu não sei qual é o vosso entorno mas que é “diminuitive”, é de certeza.

      • Nick italiano é ..Vito se houvesse dúvidas…

      • SennaCeccotto12,
        “Brasileiro, com nick italiano, é fogo para Teoria “Conspirativa”…” hahahahaha, muito boa essa 🙂

        Mas com relação a tramoias envolvendo Ferrari e Pirelli, acho muito dificil acontecer, mas não impossível… de qualquer forma, queria ver o que os demais achavam… e pelo visto incendiou o post … rs…

        Ceccoto, mais teorias conspirativas virão!!!
        Abraços

      • Impressionante a BBC ter colocado Alonso em 1º e Lewis em 2º no Top List 2010. E o campeão foi só o terceiro?

  2. Eu acredito que além de fazer diferença entre as equipes, os pneus também vão fazer diferença entre os pilotos de uma mesma equipe. O caso da Ferrari esse ano é clássico: é notável a maior dificuldade que Felipe teve em aquecer seus pneus do que Fernando.
    Acho que apesar a Pirelli ter a desvantagem de estar voltando somente este ano, não é só por causa dos preços mais baixos dos seus pneus que foi escolhida para ser a fornecedora de pneus da F1 nesses próximos anos. Sua competência em produzir pneus e se adaptar a novos regulamentos da F1 continua firme, agora se ela vai ser mais conservadora ou não, é algo que eu preciso esperar os testes começarem para opinar!
    Abraço!

    • Exatamente, acredito que não exista melhor exemplo como o da Ferrari.

      Por isso esta é uma grande chance para Felipe, pois como a Pirelli começa só agora, Massa poderá informar vários dados que ele não se sentiu bem pilotando,e assim fazer um aperfeiçoamento que se adapte as suas características.

  3. Uma marca de pneus na Formula 1 é ruim, nos anos 80 tinha 2 até 3 marcas em uma mesma temporada(1983), isso ajudava muito nas ultrapassagens, bom exemplo com duas marcas brigando foi em 2003, a Ferrari tinha os Bridgestone, já Williams e Mclaren os Michelin, os pneus Michelin em 2003 melhoraram muito com a mudança de regulamento(fizeram isso para quebrar o domínio de Schumacher em 2002)isso equilibrou muito as coisas, tinha pista que Bridgestone não rendian nada como aconteceu no GP da Hungria(Schumacher chegou a tomar uma volta do líder), a temperatura ambiente e do asfalto era fundamental, se não me engano os pneus Bridgestone eram eficientes no frio, já os Michelin adoraram o calor, ou seria o contrário? Mesmo assim Schumacher foi campeão em um ano difícil, depois do domínio de 2004 a FIA novamente mudou tudo, dessa vez em 2005 a Ferrari perdeu o domínio justamente por causa dos pneus, com a proibição de troca de pneus nas corridas a Michelin fez um pneu muito melhor e dominou a temporada. Uma marca de pneus não ajuda em nada na batalha para ter mais equilibrio entre as equipes, no frio ou no calor não tem “guerra” de pneus. Schumacher foi campeão em 2003 com regras criadas justamente contra ele, interessante, foi campeão com o regulamento contra. Com a mudança de marca o que pode acontecer é uma equipe do meio do pelotão melhorar(Mercedes), ou uma de ponta como Ferrari, Mclaren e RBR piorar…bom mesmo seria duas marcas novas, Pirelli e Michelin…

  4. Amanhã começa 2011, para F1 ao menos. Será dificil no começo, e tenho certeza que muitos pilotos irão rodar, sair da pista ou até mesmo bater, pois em coisa de uma semana, eles vão mudar de um pneu, pro outro. Será interessante nos testes de pré-temporada as equipes andando ao máximo para coletar mais informações sobre o pneu, e sofrendo com um possivel desgaste excessivo dos Pirellis.
    Já foi bom o Tomás avisando que os tempo devem cair muito de Sexta pra Sabado. Porque o Massa treina sexta, e o Alonso sabado, e os cornetas já iriam cair em cima do Felipe, dizendo que iria continuar a mesma coisa e blá blá blá.

    • “Já foi bom o Tomás avisando que os tempo devem cair muito de Sexta pra Sabado. Porque o Massa treina sexta, e o Alonso sabado, e os cornetas já iriam cair em cima do Felipe, dizendo que iria continuar a mesma coisa e blá blá blá.”

      Que coincidência a Ferrari ter feito a programação com essa ordem, não acham?

      São pequenos detalhes, quase sem importância, mas que se acumulam e fazem a diferença no final…

      • Senti uma pitada de ironia nesse comentário hehehe. Mas eles querem maquiar uma possivel – porem dificil – reviravolta.

      • Os pneus serão bastante diferentes em 2011, e as dificuldades podem mudar. Alonso poderia ter mais dificuldades, e Massa ter um grip melhor. Assim os dois disputariam pau-a-pau por posições.

      • Ah, sim. É possível, mas creio que se Alonso tivesse dificuldades, a Ferrari se moveria agilmente para resolvê-las.

      • O carro de 2011 terá a cara de Alonso, então a unica esperança de Massa – se é que existe – é os pneus serem um desastre pro espanhol.

      • O F10 já teve a cara do Alonso. Ele, na verdade, participou de uma parte de desenvolvimento do projeto, mas agora participará de 100%- o que é uma preocupação para Felipe.

        Minha dúvida é como se chamará o Ferrari 2011.

  5. Programação dos testes Pirelli:

    Red Bull:
    Sexta: Sebastian Vettel
    Sábado: Sebastian Vettel

    McLaren:
    Sexta: Oliver Turvey
    Sábado: Gary Paffett

    Ferrari:
    Sexta: Felipe Massa
    Sábado: Fernando Alonso

    Mercedes:
    Sexta: Nico Rosberg
    Sábado: Michael Schumacher

    Renault:
    Sexta: Robert Kubica
    Sábado: Robert Kubica

    Williams:
    Sexta: Rubens Barrichello
    Sábado: Rubens Barrichello

    Force India:
    Adrian Sutil, Vitantonio Liuzzi e Paul di Resta

    Sauber:
    Sexta: Kamui Kobayashi
    Sábado: Kamui Kobayashi manhã, Sergio Perez tarde

    Toro Rosso:
    Sexta: Jaime Alguersuari
    Sábado: Sebastien Buemi

    Lotus
    Sexta: ?
    Sábado: ? (Heikki Kovalainen e Jarno Trulli são os cotados)

    Hispania:
    Sexta: Pastor Maldonado
    Sábado: Pastor Maldonado

    Virgin:
    Sexta: ?
    Sábado: ? (ProvavelmenteTimo Glock e Lucas di Grassi)

  6. A “guerra dos pneus” seria bem mais interessante. Os franceses da Michelin saíram por causa disso em 2006. O campeonato ganharia mais um ingrediente com a disputa entre os fornecedores. Na época da Bridgestone e da Michelin era legal, mais equilibrado. Quando era Goodyear contra Pirelli, entre a década de 1980 até 1991, os compostos da marca dos Estados Unidos levaram boa vantagem, até por ficarem com as escuderias mais fortes.

    Com uma marca, as diferenças na questão do desgaste ficam mais por conta da forma que os bólidos fazem curvas, mantém o equilíbrio e gastam menos borracha.

    • Eu, na minha opinião, acho que é mais simples apenas um fornecedor. O trabalho da Pirelli será mais conciso, ou seja, a visão da produção se aplicará ás 12 equipes da mesma forma. Mas isso não significa que todos tenham os mesmos problemas ou vantagens com os pneus, afinal já vimos os contrastes esse ano.

  7. Paul Hembery:

    “Isso (o tempo das voltas de amanhã e sábado) não é importante porque a pista muda muito. Baseados nos testes para novatos, acho que encontramos alguém que é 1s5 mais rápido que Sebastian Vettel! Esse é exemplo perfeito de como dias, horários e condições diferentes afetam as coisas.

    Nunca nos preocupamos com os tempos de voltas. Isso não é para nos desculparmos sobre o quanto nós seremos mais lentos ou rápidos porque eu não tenho ideia, para ser honesto. Talvez nós gostemos do que foi criado e nós tenhamos ótimos tempos.

    A construção está bem encaminhada. Há algumas modificações pequenas que acontecerão entre agora e fevereiro. Em termos de compostos, isso nos dará a chance de entender como nossos pneus são.

    Nós olhamos o que estava sendo usado pela fornecedora anterior durante a temporada, mas não há nada melhor que ir ao circuito e ter o retorno dos pilotos. Teremos de mudar nossos compostos porque os médios podem ser muito macios ou muito duros. Queremos saber quais os níveis deles.

    Vai levar um tempo para a pista ficar limpa no primeiro dia de testes e provavelmente terá um pouco de vibração, o que é normal quando você vai para um circuito que está coberto com borracha de outra fornecedora. Veremos o que as equipes nos darão de retorno.”

    Olhem que curioso, a pista não será limpa como Paul cogitava semanas atrás. Ou seja, os carros que irão correr amanhã então, no início, borracha Bridgestone, que aos poucos ficará coberta pera Pirelli. Interessante.

    E por isso mesmo acredito que os tempos de volta de sexta para sábado não irão baixar tanto, pois pensava que a pista seria limpa.

    Uma coisa que me chamou a atenção é que Paul não tem ideia da velocidade que os pneus podem racionar. Mas e os testes nos circuitos privados nestes três meses? Claro que é um carro antigo e com outra configuração, mas uma mínima ideia era necessário ter.

    No mais, espero que o desenvolvimento dos Pirelli seja ótimo, até pelo bem da próxima temporada e do próprio fornecimento.

  8. Vamos ver o que vai acontecer. Espero que o MAssa possa se dar bem com esses pneus, pois ele faz falta na disputa do titulo. Lembro que o Nelson Piquet correu com esses pneus na Brabham, e eram um pneu que se desgastava mais rapido em quase todos os circuitos. VAmos ver como ficam as coisas esses dias. E claro que vou ler tudo sobre os testes aqui no seu blog. ABRAÇO!

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