Red Bull X-1 e a Fórmula 1 do futuro

Para os que não conhecem o Red Bull X-1, já está mais do que na hora de aprender um pouco sobre esta máquina que saiu direto do mundo da fantasia para o real. Resulta que no game Gran Turismo 5 para Playstation 3, a Red Bull aplica uma enorme tacada de marketing lançando no próprio jogo esta criatura apelidada de X-1, um carro que realmente é de outro planeta.

A máquina, vale lembrar, foi projetada (como não poderia deixar de ser), pelo mago Adrian Newey, e não segue exatamente as proporções definidas pela FIA nem pode se chamar exatamente um carro de Fórmula 1, por causa da cobertura nas rodas- e, também, por alcançar uma velocidade de 450 km/h, chegar aos 100 km/h em apenas 1,4 segundos e aos 321 km/h em 6,1 segundos. Além de exercer ao corpo uma força G lateral de mais de 8G. Fantástico.

Mas o melhor disto é que a magia do game passou para as pistas de verdade, e o X-1 foi apresentado na festa de lançamento do Gran Turismo 5, em Madrid, na semana passada. Foi desenvolvido também por Kazunori Yamauchi, presidente da Polyphony Digital, que diz que o X-1 é algo diferente a tudo, um carro que permite vasculhar o imenso mundo do automobilismo e protótipos futuristas. E, por orientação de Newey, o desenho do carro foi refeito e adicionado um ventilador para gerar nas curvas o banido efeito solo. (que voltará à Fórmula 1 em 2013).

Tem uma propulsão mais convencional, com um motor V6 de 3 litros com injeção direta e turbo duplo, gerando 1.482 hp de potência e 15.000 rpm, 615 kg, 980 milímetros de altura, 4750 milímetros de comprimento, 2180 milímetros de largura e 2.900 milímetros de distância entre eixos.

Foi testado por Sebastian Vettel, e o alemão baixou em 20 segundos o tempo recorde de Suzuka, que pertence a Raikkonen (2005).

A ligação com a Fórmula 1


Falar do X-1 e a F1 de hoje não faz o menor sentido. Já o carro em si é um sonho distante para o automobilismo como a F1, e por isso foi  projetado para estar nos games. Claro que transformar isto em algo real também era a ideia, e ela foi concretizada.

No aspecto do carro, a parte da asa dianteira chega a ser semelhante. A calota nas rodas faz lembrar a um protótipo de Le Mans, enquanto a cápsula que envolve o piloto já é um sonho a ser discutido na F1- diminuiria e muito o arrasto.

Quando falamos de futuro, não é daqui a 3, 5 anos. Estamos tratando de uma década, duas décadas ou mais. Um futuro não tão distante, e que eu não tenho dúvidas que cederá aos encantos do X-1, que já deve servir para anseios futuristas.

Nada custa sonhar. Basta vermos os F1 dos anos 80 e os atuais.

Mais fotos, clique para ampliar:


Quanto ao X-1, vocês acham que ele conseguiria realizar essas proezas na vida real, de forma segura? A seção de comentários futurista está logo abaixo.

20 respostas para “Red Bull X-1 e a Fórmula 1 do futuro”

  1. Obviamente que isto é uma projeção, mas a F1 assim me chamaria mais atenção ainda do que a atual. Detalhe: Não creio que a F1 chegue a esse ponto um dia. O corpo humano não surportaria competir num carro como este.

    1. Vale lembrar que o custo também seria altíssimo. Quanto a resistência do corpo, talvez uma adaptação interior no cokpit solucione o problema da Força G.

      1. Pilotos de caça são obrigados a suportar mais força G que os 8G´s.

        Acontece que no caso da aviação, o macacão tem um mecanismo que aperta as pernas do piloto para evitar a descida do sangue e outros fluidos corporais.

  2. A continuar nesse ritmo, daqui a pouco a RedBull terá tantos torcedores quanto os mafiosos de Maranello.

    A RedBull representa o presente e o futuro, seja na filosofia, seja no marketing, já a Ferrari é anacrônica, arrogante e ignóbil, cada vez mais pertence ao passado.

    Senão vejamos:

    Uma é financiada por uma bebida energética, a outra por um banco (a instituição mais odiosa do mundo capitalista) e antes por uma companhia de cigarros.

    Uma, até aqui, privilegiou as disputas na pista, a outra as fraudes na pista.

    Uma tem o campeão mais jovem, descolado e carismático da F1 atual, a outra, o bi-campeão mais odiado da história da F1, o sujeito que mais esteve envolvido em falcatruas entre todos os pilotos que já disputaram a categoria.

    Uma tem uma ligação e respeito pelos seus fãs e pelos fãs da categoria em geral, se preocupa com sua imagem e reputação, a outra simplesmente não se importa com o pensam dela, toma suas decisões sem levar em consideração sua imagem ou o sentimento daqueles que gostam de automobilismo.

    Cada vez mais, só italianos, descendentes e os seguidores do espanhol são fanáticos pela scuderia de Maranello. Enquanto isso, se Vettel não tem a preferência da maioria, também não tem rejeição e a RedBull vem conquistando a admiração de um número muito grande de torcedores (não se esqueçam, a RedBull tem poucos anos de F1 e um orçamento cerca de 24% menor que o da Ferrari, ou seja, é muito mais competente).

    A McLaren até estava em um caminho de grande ascensão entre 2006 e 2007, com seus virais geniais e grande apelo pelo lado tecnológico e esportivo, principalmente o centro inaugurado em Woking e a estrela de Lewis Hamilton. Infelizmente, sofreu um grande revés em 2007, quando, liderada pelo Nada “Shaved Legs” Sei, utilizou os dados furtados dos mafiosos vermelhos e em 2009 quando Hamilton mentiu para os fiscais na Austrália.

    Em síntese, atualmente, a RedBull é aquela scuderia que, além de ser bastante próxima da geração mais jovem, pode aglutinar os sentimentos anti-Ferrari e anti-Alonso, ou seja, anti-pilantragem, por isso, creio que será a vedete pelos próximos anos, podendo rivalizar seriamente com os carcamanos vermelhos.

    1. Para refletir, texto do Daniel Gomes, Splash-and-Go:

      “Red Bull Racing: a vitória da hipocrisia>

      Não é de admirar que um alemão esteja no centro de uma das comemorações mais hipócritas de que se tem notícia na F1. Navegando pelos sites e blogs do Brasil e do exterior, é notável nos textos a exaltação da F1, um resultado que ressalta a “lisura” da categoria (como disse o narrador global).

      Chega a ser enojante a forma como se tem colocado a Red Bull como uma equipe correta, uma equipe que zela pelo bem do esporte. Dietrich Mateschitz acabou de provar mais uma vez o tamanho do gênio marqueteiro que existe em sua cabeça branca.

      Não se discute e nem vai se discutir o mérito do merecimento por aqui. Sebastian Vettel foi magnânimo. Foi cirúrgico. Foi, enfim, campeão. Um rapaz que chega à F1 e faz o que ele faz não merece nada além de todos os louros. Dez pole-positions e 12 vezes largando à frente de Mark Webber não deixam ninguém ser enganado.

      Entretanto, parece conveniente esquecer o episódio da Turquia, parece conveniente esquecer o episódio de Silverstone e parece conveniente esquecer o episódio de Interlagos. Mas o que um tem a ver com o outro?

      Bom, primeiro, é bom lembrar que uma continha foi feita por aí demonstrando por A + B que, caso Webber tivesse vencido o GP do Brasil com uma ordem de equipe, tanto ele quanto Vettel teriam perdido o campeonato para Alonso e a Ferrari. Correto? Correto.

      Mas essa conta é torta, maliciosa, porca até. Porque é muito, mas muito fácil mesmo dizer que a Red Bull é contra ordens de equipe quando seu primeiro piloto é quem está no lugar mais alto do pódio. É aí que mora a hipocrisia.

      Este blog nunca foi fã de Vettel, da Red Bull e muito menos de Webber, mas este ano o australiano fez um trabalho irrepreensível, mostrando um talento que desde que chegou à categoria não mostrava.

      No decorrer do campeonato, Webber se mostrou verdadeiramente um candidato ao título, e a Red Bull tentou cortar-lhe as asas mais de uma vez. Onde está a lisura nisso? Não existe lisura nisso. Existem má-fé e corporativismo travestido de detalhes técnicos.

      Depois do show que Vettel deu este ano, alguém realmente acredita que ele precisa da ajuda de sua equipe contra seu parceiro para vencer alguma coisa? É óbvio que não. O que ele precisa é de um carro confiável. Só isso. O resto ele dá conta, e muito bem, sozinho.

      Agora, depois da féria contada, é justo dizer que a Red Bull teve atitudes nobres e que o esporte venceu? Não.

      Na opinião deste blog, a Red Bull (leia-se Helmut Marko e, em menor escala, Christian Horner) foi suja, mesquinha e antidesportiva. Do início ao fim do campeonato.

      Vettel merece o campeonato que levou, mas a Red Bull não. A Red Bull não merece nenhum dos pontos que Mark Webber lhe deu e, por consequencia, não merece seu campeonato de construtores.

      A hipocrisia que se instalou na blogosfera e também na grande mídia (Globo incluída) é simplesmente chocante. Não há NADA no que a Red Bull fez no fim desta temporada que indique que ela estava ali pelo esporte.

      Pode haver discordância quanto a isso, mas este blog não muda de opinião enquanto alguém não provar categórica e cabalmente que a equipe NÃO mandaria Webber encostar para Vettel passar em Interlagos caso os dois estivessem em posições invertidas, tanto na corrida quanto no campeonato.

      É uma pena que Vettel tenha de estar ligado a uma equipe tão hipócrita e ele mesmo, por ingenuidade ou mau-caratismo, seja conivente com tamanha palhaçada.

      Reste-se registrado: Sebastian Vettel foi o melhor e mais rápido piloto de 2010. E por isso, merece o campeonato. Mas a Red Bull não merece nada além do desprezo deste blog.

      Nasce uma nova Ferrari.”

      1. O problema do argumento do Daniel Gomes é um só: ele se baseia em uma hipótese para chegar às sua conclusões e não em fatos, senão vejamos o trecho em questão:

        “enquanto alguém não provar categórica e cabalmente que a equipe NÃO mandaria Webber encostar para Vettel passar em Interlagos caso os dois estivessem em posições invertidas, tanto na corrida quanto no campeonato.”

        Me desculpe o Daniel, mas é ridícula a tentativa de equiparar RedBull e Ferrari em cima de uma fato que não ocorreu. Ora, ele quer que alguém comprove algo impossível de ser comprovado porque tal fato nunca ocorreu na realidade, ou seja, Vettel não estava à frente de Webber em Interlagos. Este argumento distorce a realidade e, enquanto não houver esta situação concreta e uma atitude da RedBull, esta alegação não passa de choro de perdedor. Como em vários outros esportes, o “SE” não pode servir de parâmetro para análises sérias.

        Ademais, se a RedBull deu um suporte maior para Vettel, o fato é que ele nunca deixou de dar condições para Webber.

        Webber somou excelentes resultados durante a temporada, o que comprova que ele sempre teve o mesmo equipamento que Vettel.

        A única exceção foi no grande prêmio de Silverstone, e vejam bem, a equipe não prejudicou Webber deliberadamente. A RedBull levou para Silverstone duas novas asas dianteiras para o GP, ou seja, uma para Webber e outra para Vettel, comprovando que ela dá condições idênticas a seus pilotos. A decisão de disponibilizá-la para Vettel veio somente após Vettel destruir a sua durante o treino. Neste momento a RedBull demonstrou que seu 1º piloto é Vettel, mas também demonstrou que dá condições iguais aos dois. Resumindo, Vettel só teria preferência de equipamento nos casos em que, por circunstâncias alheias à vontade da equipe, não houvesse recursos suficientes para os dois.

        Como já disse antes, você pode discordar da preferência, mas isso não se compara a tirar uma vitória de um piloto em pista ordenando uma mudança de posições em pleno meio de campeonato.

      2. “Como já disse antes, você pode discordar da preferência, mas isso não se compara a tirar uma vitória de um piloto em pista ordenando uma mudança de posições em pleno meio de campeonato.”

        Exato. E acho que ali está o ponto. Mas de forma alguma foi “a vitória do esporte”. E aliás nem sei do que falo se já vimos o que ocorreu quando Vettel estava na frente e Webber estava na frente.

    2. Financiada por uma bebida que em ” illo tempore” seria considerada um psicotrópico…ironia das ironias..

      1. Hörner disse-o claro e bom-som se chegasse no final da corrida de Abu _Dhabi Vettel 1º Webber 2º e Alonso 3º seria ordem de equipe, como foi dada ordem inter-scurderia para Alguersuari deixar passar Weber ,só meu amigo CCR não se inteirou disso…,” Weber is faster than you..” ouviu-se pelo rádio…

  3. Ao contrário dos”Génios” aqui do Blog Vettel declara que gostaria de correr pelas grandes scuderie Ferrari, e diga-se em abono da verdade, também pela Mercedes…

  4. bom, eu tenho Gran Turismo 5 e estou no Nivel 34, no 30 vc libera o evento Sebastian Vettel e lá, vc deve testar o X1, abaixando o tempo dele de 3 minutos em 2 voltas em Nurburgring GP…
    foi o que eu fiz, tirei bronze nesse evento, e ganhei 2 X1… meu irmão.. vou dizer uma coisa, isso é como dirigir 2 F-1’s em um só, a força bruta desse carro é muito super… super, sem palavras, isso não é só o futuro da F-1, é o Futuro Automobilistico!!!

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