A solução para acabar com o jogo de equipe?

Como Newton e Cassius Clay Regazzoni abriram um ponto interessante dias atrás sobre uma possível solução para as mal vistas ordens de equipe no blog, sob a aprovação de ambos discutimos hoje, logo abaixo, como tema de artigo, o que solucionaria em 100% o problema que a F1 vive desde sua criação.

Bem. Já é mais do que sabido o porque do jogo de equipe ocorrer- dois pilotos de um mesmo time “se encontram” na pista e o que está levando a melhor é obrigado a deixar passar o colega, como ocorreu em 2002 e 2010, além de outras centenas de vezes e em outras equipes. Ou, também, quando o segundo piloto está atrás do que é o ponto mais importante da equipe e, via rádio, o chefe de equipe aclama “levem as crianças para casa”, como aconteceu em San Marino 1982.

Sabemos que ter o resultado de um GP manipulado não é agradável para nós, espectadores, que gostaríamos de ver uma disputa real e sem politicagem nas pistas.

Agora com a liberação das ordens pela FIA em 2011, ninguém poderá reclamar de favorecimento a nenhum piloto por meio desse método pois nada proíbe essa ação. Se alguém ainda não pensou por esse lado, é bom refletir.

Mas indo direto ao pontos que Newton e Cassius trouxeram, a solução para as ordens de equipe, segundo eles, seria esta: Ter apenas um carro por equipe.

A ideia em um ponto é genial e simplista- com um piloto por equipe, seria impossível beneficiar um em detrimento do outro. Como diz Cassiuis, incita que a disputa seja verdadeira e emocionante, além de possibilitar a entrada de novas equipes com a sensível diminuição dos custos.

Ok. Em certo ponto seria uma grande revolução -histórica- em um meio como a Fórmula 1, que conta com duplas de pilotos. Só que as chances de isso ocorrer algum dia são quase nulas.

Primeiro- O mercado de pilotos a cada dia cresce mais e o dinheiro que estes trazem é muito importante para o desenvolvimento de um carro. Seus patrocinadores, fama, merchandasing e outros itens contam no bolso de cada um dos empresários, times, chefes de equipe e uma série de pessoas.

Segundo- Cortar de um ano para o outro metade do grid seria um caos, pois as equipes que contam com dois pilotos importantes ou mesmo as que dependem do dinheiro de um entrariam em total desacordo com a medida proposta aqui.

Terceiro- E não há dúvida que os próprios pilotos, os que estão na F1 e os que buscam uma vaga, também não concordariam. Com os negócios e dinheiro movidos por trás das contratações e alianças, ninguém se sacrificaria pela ética do esporte. Ninguém.

Mais: Luca di Montezemolo, nada mais do que o presidente da Ferrari, publicamente a equipe que mais queria a liberação das ordens de equipe,sustenta a sua tese (que deve ser atendida nos próximos anos) Ter três pilotos por equipe, pelo menos as que possam cobrir esses custos.

Ou seja, enquanto nós discutimos a possibilidade de ter um por equipe, a Ferrari faz pressão política para ter 3.

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Mesmo com os contras, não posso deixar passar este interessantíssimo assunto ser perguntar à vocês: São a favor de ter um piloto por equipe, e acreditam que isto seria a solução para acabar com as ordens de equipe? A sessão de comentários está pronta para o debate.

55 comentários em “A solução para acabar com o jogo de equipe?

    • Com 3 carros o que estamos discutindo iria por ares. E não haveria um segundo piloto. Teríamos dois. Ou dois primeiros pilotos e um segundo. Ou um inócuo como propôs Montezemolo.

      • Eu sei. Mas prefiro três carro a um só. Seria acabar com o espírito da F1.

  1. Acho q n seria a solução..
    Concorde q um carro por equipe é MUITO remoto de acontecer para a F1 de hoje…

    mas vamos pensar em um time como a Ferrari, que tem um orçamento gigante. Ela poderia montar mais uma equipe, e dessa forma trabalharia com dois pilotos a seu mando…

    A RBR tem a Toro Rosso não tem? e vimos na ultima corrida do ano uma das Toro rosso (Alguersuari eu acho) “deixar” Webber passar quando o postulante ao titulo tinha retornado dos boxes, claro q n foi nada escancarado, mas muita gente durante a corrida se perguntou se ele não tinha facilitado…

    Pensando nesse episódio, o jogo de equipe poderia continuar mesmo com cada equipe tendo apenas um carro… Ai podemos pensar em proibir que uma escuderia construa uma nova equipe. Sim podemos, mas o Tomas levantou um ponto importante depois da ultima corrida do ano em que alonso ficou preso atras de Petrov: Sera que se a Renault ainda fosse comandada por Briatore ele não mandaria seu piloto abrir caminho?
    Isso poderia acontecer entre as equipes numa hipotética F1 com um carro por equipe!!
    Um diretor influenciando outro!

    • Concordo. Algumas equipes de “segunda linha” poderiam ajudar a outra mesmo com um só carro. Um tempo atrás teriamos a Honda com a Super Aguri.
      Mas eu me pergunto. Se essa regra de um carro fosse implantada par 2011, sera o que a Lotus do Tony Fernandes daria passagem para a Lotus do Dany Bahar?? Acho que não.

    • Gabriel;

      Não acho que isso aconteça, até porque, hoje em dia, apenas a Red Bul tem uma “equipe B”.
      A Honda tinha e as duas abandonaram a F1…

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  3. se isso (cada equipe só ter um piloto) acontecesse o numero de equipes subiria para 22(para de tal modo manter o numero total de pilotos),acho que isso nem cabe no paddock, logo 22 carros diferentes e 22 projetistas, portanto quando um dos carros fosse absoluto( como o rb6 q chegou a ser um segundo mais rapido por volta) um piloto reinaria absoluto.afinal não teria ninguem com um equipamento semelhante

    • Só passando meio por cima do assunto, Acho que se tivessemos carros da mesma equipe com patrocinadores individuais a ocorrencia dessas situaçoes seria menor.
      O Conceito vegente na f1 faz com que essas situaçoes aconteçan

      • Duvido muito. Imaginem esse exemplo: o Alonso trás com o Santander 500 milhões por ano para o seu carro. O Massa trás com o Itau (hehehe) 400 milhões para o seu carro. Obviamente o Alonso leva mais dinheiro para a equipe, e assim ele terá mais atenção, mesmo que numa equipe grande. Na pista temos um caso como a Alemanha. O chefe da equipe dos dois é o mesmo, então prevalecera o dinheiro do Alonso, então a ordem aconteceria do mesmo jeito.
        Um caso mais prático, e já existente é a Indy. Esse ano o Ryan Briscoe e o Helinho tiveram que dar passagem para o Will Power, e cada um tem o seu patrocinador. A mesma coisa aconteceu na Chip Ganassi. O Scott Dixon teve que dar passagem para o Dario Franchitti, e os patrocinadores são diferentes.
        Acho que esse modo não funcionaria.

      • Não sei Lucas. Exemplo: Barrichello e Maldonado. Rubens não leva dinheiro, mas Pastor sim. Kubica e Petrov é outro. E não creio que os dois destacados cedam passagem.

      • Mas nesse caso o Maldonado e o Petrov estão unica e exclusivamente pelo dinheiro. Nas equipes mais fortes, os pilotos levam dinheiro, claro, mas estão lá pelo talento. Então se o melhor estiver atrás vai exitir o jogo.

      • Em tese sim. E foi o que vimos em 2010, apesar de que justificado pelos resultados de Alonso e Massa.

      • Seria totalmente normal, e sem chiadeiras, aquele jogo se fosse em Monza, ou em Cingapura, onde Massa não disputasse nada mais. Agora fazer o que fizeram ficou feio pra equipe e pro Massa.

  4. Tomás, bato sempre na mesma tecla, que é acabar com a comunicação da equipe com o piloto, essa seria uma vantagem para a competição.
    Hoje vemos os pilotos robôs, é a equipe que informa qual é a volta que o piloto vai trocar os pneus, se o piloto deve ou não andar mais rápido, até as curvas onde o piloto deve ou não fechar a porta.
    Sem a comunicação veríamos os pilotos com muita mais autonomia, isso também dificultaria uma ordem de equipe.

    • Esta é uma solução pefeitamente viavel, mas como o carro unico, nunca acontecera, infelizmente.

    • Felix, apoio a sua ideia.

      Ela é simples e pode ser feitas sem maiores problemas. Só que é outra coisa inalcançável, visto que para 2012 o que a equipe e o piloto falam será posto ao ar 100%.

      Só que corta a comunicação tem seus contras: Como a equipe chama o piloto ao pitlane (via placa?). Ou alguém tem alguma outra sugestão..

  5. O jogo de equipe, em determinados momentos, válido, mas em outros, constragedor. O problema é que determinadas equipes, como a Ferrari, normalmente determina desde o princípio certo competidor como a principal aposta da escuderia, escandalizando o negócio. Acho que em determinados momentos, não há problema, mas do jeito como é feito, de maneira escandalosa, relegando um piloto ao segundo plano, fica banalizada a situação.

  6. Talvez seja apenas ilusão pretenciosa, mas ninguém pode negar, que é uma doce ilusão. Já pensaram nos pegas, que essa situação traria dentro das corridas. Talvez isso nunca aconteça, mas, que seria muito bom, disso eu não duvido.

  7. Eu proponho um Golpe de Estado na FIA. Vamos assumir o controle daquela mer…*, e tornar a FI., um esporte.

  8. Não concordo que tenha apenas um carro ou três por equipe. Normalmente, sempre foi 2, só bem antigamente que eram 3 ou até 4, mas os antigos “donos” da Fórmula ‘ proibiram. Não vejo problema em 2 carros, o problema é quando seu chefe manda você correr pelo outro e não te deixa ganhar. Se é novato, até é compreensivo, mas quando se é experiente como no caso de Alonso e Massa, é meio complicado. Acho que a idéia de 1 carro, mesmo a respeitando, não é tão boa não. Deixa como tá mesmo. O chefe da Ferrari disse que dará condições iguais aos pilotos ano que vem. Vamos ver se isso vai ser verdade mesmo.

    • Daniel, na década de 50 o jogo de equipe era muito, muito mais grave do que hoje.

      Como as equipes iam com 3, 4 carros por corrida, era comum o segundo piloto dar o seu carro para o primeiro piloto (com Fangio ocorreu isso) para que este termine a corrida.

  9. Eu sempre pensei nisso. Mas sempre soube também que isso é impossível de se realizar na realidade atual da F1. Mas que seria a solução perfeita, seria.

  10. A solução é simples. A FIA controla o rádio de todo mundo, fica fácil, somente quando um dos pilotos não tiver mais chances matemáticas, seria liberado para ajudar o companheiro, fora isso, negativo! Solução existe, o que falta é vontade política a FIA. Só que mesmo assim, existe a possibilidade de a equipe e pilotos combinarem qualquer coisa extra pista, o que certamente dificulta e muito, descobrir as maracutaias, como aconteceu na Renault com Nelsinho.

    • Mas aí já é um caso grave. Não é todos os dias que equipes armar batidas dos segundos pilotos André, tanto que isso rendeu expulsão de membros da Renault da F1. Fora de cogitação.

      • Tomás. Rendeu expulsão de algumas cabeças, ou seja: “A corda sempre arrebenta do lado mais fraco”. Briatore já está de volta, curiosamente Jean Todt perdoou as maracuatais do safado!…Sobrou prá quem?…Nelsinho e alguns menos expressivos da Renaut…virou festa a F1.

  11. Um grid pequeno seria muito desmotivante. É só ver o grid na MotoGP e da Moto2. Acho que não seria a solução.

    Se a FIA desse uma punição exemplar a equipe que faz jogo de equipe ninguém mais faria sob o risco da mesma pena.

    O que acontece com um time de futebol que coloca um jogador irregular em uma partida? Perde os pontos naquela partida porque houve uma irregularidade, uma quebra de regra. Se a FIA punisse uma equipe com a perda de pontos (dos 2 carros) na corrida em que ficou comprovado jogo de equipe não ia adiantar nada fazer. Agora, a FIA só pune com multa (parece que tá dura). O que é US$ 100.00 para a Ferrari? O preço de 1 carro que ela vende… (Tinha que tirar os pontos dos 2 pilotos e da equipe na corrida)

    Mas essa punição deve ser imediata, não é eliminar o piloto da corrida, e sim retirar-lhe os pontos. O problema são os comissários da FIA…

    Eu estava pensando aqui em coisas subjetivas como o engenheiro de Massa dizer pra ele via rádio: “Massa, estamos notando um aumento na temperatura da parte x no motor, reduza os giros e trabalhe com uma mistura mais pobre”. Ou ainda: “Massa, o pneu dianteiro direito está perdendo pressão, venha ao boxe que precisamos trocá-lo”. Isso é um pouco subjetivo. Mas hoje em dia a gente sabe de uma possível inversão de posições antes dela acontecer. Vai ficar feio do mesmo jeito. O que o Cleber Machado narrou quando aconteceu com o Rubinho? “Hoje não, hoje não, hoje sim, hoje sim”. Todos sabiam que aquilo poderia acontecer naquele momento e qualquer forma de ludibriar poderia gerar uma investigação por parte da FIA… mas a gente tem que entender que a FIA não quer comprar briga com a Ferrari de jeito nenhum.

    Se está difícil colocar equipes de qualidade no grid…

    • Eu estava pensando aqui em coisas subjetivas como o engenheiro de Massa dizer pra ele via rádio: “Massa, estamos notando um aumento na temperatura da parte x no motor, reduza os giros e trabalhe com uma mistura mais pobre”. Ou ainda: “Massa, o pneu dianteiro direito está perdendo pressão, venha ao boxe que precisamos trocá-lo”. Isso é um pouco subjetivo.

      “Economize gasolina..”

  12. Isso explica um pouco:

    Orçamento das 3 primeiras equipes de 2010:

    Red Bull – U$ 265 milhões
    Mclaren – U$ 210 milhões
    Ferrari – U$ 390 milhões

      • “(…) uma conferência de imprensa no Centro de Imprensa da Televisão e Rádio da Rússia, onde vai discutir a sua primeira temporada na F1 e compartilhar seus planos para o futuro”

      • Não vejo chances. A Lotus quer sua permanência e pelo visto Boullier está disposto a dar-lhe uma “segunda chance”…

      • Então o Petrov tem que agradecer eternamente o Boullier por dar mais uma chance á ele. E precisa melhorar muito também.

      • Mas o ano do Petrov não foi em vão. Escrevi na retrospectiva da Renault:

        “á Petrov foi pouco mais que uma sombra de Kubica, cometendo erros que não agradaram Boullier e não mostrando o serviço que o chefe esperava. Apesar dos pontos negativos, diríamos que Vitaly fez um ano razoável, porém um pouco abaixo da média.

        Nos seus destaques, é impossível não mencionar os GP da Hungria e Abu Dhabi. Em Hungaroring Petrov foi pela primeira vez mais veloz do que Kubica no Qualifyng, superando o polonês no braço por menos de um décimo. Foi ali que também anotou seu melhor resultado na temporada, um 5º lugar.

        E em Abu Dhabi fez outra corrida brilhante. No sábado, foi superior a Kubica (novamente no braço) e o tirou, por 0.122, do Q3. Foi a única ausência de Robert na última parte da classificação em toda a temporada. Na corrida, apesar de ter finalizado uma posição trás do companheiro, realizou uma corrida histórica e que não deve ser esquecida tão facilmente para os espanhóis, onde segurou o bravíssimo Alonso durante uma grande parte do GP, até o final e se consagrou como o novo carrasco para a Espanha.”

  13. Só para complementar, seria proibido a existência de equipes satélites (caso de RedBull e Toro Rosso), ou seja, não poderia haver participação do capital de uma na outra.

    Com isso a idéia iria vingar.

  14. Podem me chamar de hipócrita, a vontade, mas o jogo de equipe é uma das partes do espetáculo da F1! Isso, quer por bem ou por mal, traz publicidade p/ a equipe, e praticamente em todas as ordens beneficia um dos pilotos, de modo a mantê-lo na briga pelo título.
    Parece mais hipócrita ainda o que vou dizer, mas é fundamental p/ qualquer piloto campeão, dominar e ganhar a confiança da equipe em relação à seu companheiro. Isso é tamanha verdade, que o campeão do ano, Vettel, pode ser o melhor exemplo recente, pois impediu que a equipe favorecesse seu arquirrival, permitindo-lhe conquistar o título.
    Quanto à idéia, ela não passa de uma idéia na minha singela opinião, agora, que 3 carros no grid permitiriam uma verdadeira barbaridade de ordens, não tenho a menor dúvida!
    Abraço, e parabéns pelo excelente blog!

  15. Mesmo com 1 carro por equipe não deixaríamos de ter situações como uma RBR encontrando uma STR na pista…

    Os orçamentos de 2 carros estariam lá e bastaria uma equipe como McLaren ou Ferrari inscrever um ‘time-satélite’ e aí tudo estaria na mesma…

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