Jérôme D’Ambrosio confirmado como piloto da Virgin em 2011

E a Virgin confirmou, terminando com os mistérios que rondavam o segundo cokpit para a próxima temporada, o belga Jérôme D’Ambrosio como piloto titular em 2011, ao lado de Timo Glock e como já havíamos adiantando aqui 2 semanas atrás.

A notícia acaba sendo, automaticamente, um balde de água fria nas pretensões de Lucas di Grassi se manter na equipe ou até mesmo na Fórmula 1 no ano seguinte.

A verdade é que D’Ambrosio teve uma maior facilidade de fechar negócio com a Virgin por possuir o apoio da Gravity Sport Management, gerenciada pelo russo Gerard Lopez, dono de boa parte da Renault.

Além disso, Eric Boullier, chefe de equipe do time de Enstone e empresário de Jérôme, é responsável pela gestão da carreira de diversos pilotos através da própria Gravity.

Também devemos salientar que D’Ambrosio conquistou a vaga, em grande parte, pela capacidade técnica e progressão no desempenho como piloto nos treinos livres que participou com a Virgin na temporada e depois nos testes para novatos.

Tanto que John Booth anda elogiando sua dupla desde o primeiro dia de sua confirmação oficial:

Jérôme estava em nossa mira há algum tempo como piloto que considerávamos para uma vaga em 2011. Nós acompanhamos seu progresso na GP2 de perto, mas quando nós o colocamos em um carro para os quatro finais de semana e no teste de Abu Dhabi, ele superou todas as nossas expectativas. Ele se encaixou perfeitamente à equipe e todos deram brilho a ele, incluindo nossos patrocinadores e a mídia.

Jérôme garantiu sua vaga absolutamente com méritos, e acho que ao lado de Timo, nós temos uma mistura perfeita de juventude, experiência, velocidade e potencial, e mal posso esperar para ver o que poderemos alcançar juntos na próxima temporada.- John Booth, chefe de equipe da Virgin.

Jérôme será o primeiro piloto belga a disputar uma prova de F1 desde Philippe Adams, que correu dois GPs com a Lotus em 1994 e será o terceiro estreante em 2011, ao lado de Pastor Maldonado e Sergio Pérez.

As opções de Lucas di Grassi

A vaga de segundo piloto na Virgin era a mais esperada por uma grande maioria para confirmar o terceiro piloto brasileiro no grid para o próximo ano, mas como já estava se encaminhando nos últimos dias, a renovação acabou naufragando.

Agora as suas opções como titular são remotas. Existem, hoje, 5 vagas disponíveis para 2011. Porém, di Grassi não parece ter contato com nenhuma das três equipes em questão- Renault, Force India e Hispania.

Pelo visto o próximo passo será admitir o fracasso e visar uma vaga de reserva, para, pelo menos, não se desligar da Fórmula 1 e aspirar algo para o futuro. De qualquer maneira, tudo está muito complicado para Lucas neste momento.

Deixo a nossa sessão de comentários para debaterem sobre este novato belga chamado Jérôme D’Ambrosio e, claro, o futuro de Lucas di Grassi na Fórmula 1.

17 comentários em “Jérôme D’Ambrosio confirmado como piloto da Virgin em 2011

  1. Não desmerecendo D’Ambrosio; é só mais um capítulo da F1 mergulhada cada vez mais no mar de grana!! Já disse e repito; enquanto os brasileiros só chegarem lá por mérito (capacidade técnica) somente, não aguentam mais que uma temporada. Hoje o que manda é o patrocínio por trás do piloto, e infelizmente no Brasil não encontramos uma empresa sequer, que queira patrocinar um destes novos talentos!! Atenção Bradesco e Itaú…porque não fazem como o Santander??

  2. Dos pilotos brasileiros que ascenderam à F1 nos últimos 05 anos, Nelsinho Piquet era disparado o melhor, com sua derrocada, o Brasil ficou órfão de bons pilotos com potencial de um dia ganhar um título.

    DiGrassi é apenas esforçado, já Bruno Senna é muito fraco, não tinham a menor chance de continuar pelo desempenho apresentado.

    Vamos ter de nos contentar com Rubens Barrichello, codinome “Munhad da F1”, e Felipe Massa, nosso querido “Mutley” (ajudante do Dick Vigarista), meros coadjuvantes no mundo competitivo da F1.

    Ainda bem que Super Hamilton e Ultra Vettel estarão presentes para dar espetáculo contra o Mega Vilão Fernando Alonso “Shaved Legs” das Astúrias, o “príncipe das trevas”, o “filho do demônio”, o “Darth Vader” de Maranello.

      • Se você me permite prezado Lucas, ninguém me bateu.

        Tanto os resultados em pista (19 pontos e um pódio), quanto os resultados na carreira (campeão de várias categorias de acesso) me permitem considerar Nelsinho Piquet muito melhor que os outros dois pilotos brasileiros surgidos na F1 no fim desta década.

        O que me espanta é você, calçado somente em sua opinião de simpatia pelo DiGrassi, vir atacar meu argumento para afirmar o que a realidade já provou que é uma mentira.

        O fato incontestável é que DiGrassi nunca alcançou metade dos resultados obtidos pelo Nelsinho.

        Muitos vão falar que isso se deve ao fato de um ter mais estrutura do que o outro, mas, a realidade é que, sem estrutura, nenhum piloto chega a lugar algum, portanto, não é desculpa.

        Tudo bem que alguns não gostem do Piquet, realmente ele meteu os pés pelas mãos na F1, mas, querer inverter a realidade me parece um pouco de fanatismo.

    • Cassius;

      Não sei se podemos comparar em um parâmetro real e justo a qualidade -e capacidade- de Nelsinho, Lucas e Bruno.

      Piquet realmente sempre ficou a uma margem considerável do bicampeão Alonso em 2008 e parte de 2009 com um carro três corridas mais “velho”, desatualizado.
      Acho que ele tem potencial, mostrou em algumas corridas na fórmula 1 do que é capaz, mas não me terminou de convencer- claro, o R29 era uma verdadeira carroça e ficou uma missão impossível ele se estabelecer entre os oito primeiros colocados nos GPs.

      Já pelo Lucas eu sempre fiquei de olho nele, acho que possui talento- além de ser esforçado. Mas qualquer adaptação à F1 é complicada, e somando-se isso a falta de patrocínios e a equipe se rasgando em elogios ao colega de equipe é difícil.

      Senna ainda é uma incógnita para muitos, mas a verdade é que pela idade que começou a correr profissionalmente avançou rápido. Fez boas corridas na GP2, e pôde ingressar na F1- infelizmente, na pior equipe e com o chefe em sua contra. Daqui de fora é fácil criticar, mas estando lá, com um carro horrível, uma equipe decadente e pressionado por um japonês com 5 milhões de dólares não são todos que se mantém.

      Apesar disso, é cruel a falta de patrocínio das empresas brasileiras nos pilotos.

      Andei lendo hoje no blog do Ico que Bruno pode chegar a ser reserva da McLaren- o que abriria uma porta (pequena) para ser titular daqui a a alguns anos ou manter contato contínuo com as outras equipes. Não acreditei muito a primeira vista, mas refletindo chega a ser plausível. E nos tempos atuais, mlehor ser reserva da McLaren do que titular da Hispania. O mesmo se aplica para di Grassi ser test-driver da Lotus Renault.

      Um abraço.

    • Cassius, estranhamente (rsrsrs), concordei com você dessa vez integralmente.

      Acho que o Nelson Angelo era das nossas últimas esperanças.

      Quase morro de rir do codinome do espanhol!

  3. Concordo com o Cassius, no que se refere aos pilotos brazukas e complemento: das 5 vagas que dizem sobrando, nenhum brasileiro passa perto…
    O Petrov já tem coletiva marcada para amanhã, para mostrar a renovação com a Renault (outra vaga para ele seria nessa Marussia Virgin, mas por eliminiação, já era…).
    Force India tem briga de pilotos mais prestigiados e com interesse de gente grande: Sutil, Di Resta, Hulk, sem contar o italiano que jura que fica.
    Quem vai querer um piloto que não tem patrocinio e é mediano ou outro, que além de muito fraco, só carrega o nome da familia?
    Da Hispania, ninguem quer saber mesmo, isso se tiver condições de continuar o que a cada dia que passa parece ser mais improvável.
    Resumindo, para quem torce por pilotos brasileiros, vai ficar com os coadjuvantes de sempre, apesar de achar que o Barrichello pelo menos vai mostrar bastante serviço…

  4. É uma pena, o di Grassi pode ser que não seja nenhum gênio, mas está na média. Não concordo com outros comentários aqui que dizem que o diGrassi é apenas esforçado e o Bruno muito fraco, na realidade ambos não tiveram a oportunidade de mostrar algo com carros as vezes mais lentos do que os da GP2. A situação do Bruno foi pior ainda, um carro que teve pouquissimas ou quase nenhuma atualizações durante o ano todo…

  5. A experiência que D’Ambrosio adquiriu nos treinos de sexta deixaram seu nome forte na neogciação.

    Ruim para os brasileiros, e principalmente para Di Grassi, que agora tem menos cockpits disponíveis para assumir.

  6. Como já disse: “Money, o que é good nóis num have”.

    Pena pelo Lucas que corre muito. O jeito seria voltar a ser piloto de testes da Lotus Renault, e esperar outro ano horrivel do Petrov, e conseguir algum patrocinio.

  7. Dinheiro, dinheiro, dinheiro, esse é o novo combustivel da FI. Ou aparece alguém disposto a investir em brasileiro, mas investir para valer, não apenas comprar um pequeno espaço na carcaça do carro. Engraçado é que as empresas brasileiras não parecem acompanhar a FI., menos ainda os Grandes Premios do Brasil, que bota gente pelo ladrão, e olha, que os preços dos ingressos, são extratosfericos. Olha ai um bom assunto para as proximas discussões: por que investir em FI., pode ou não, ser um bom negocio para as empresas brasileiras?

  8. Di grassi esforçado??? putz
    nelsinho é sim bom piloto, agora di grassi é concerteza um talento e merecia mto mais a vaga que um piloto mediano que ocupou o 13º lugar esse ano na gp2
    uma pena mesmo pq ele tem um grande potencial, pode nao ser um novo senna mas é bom piloto, uma pena mesmo ele estar fora

    • Concordo! Di Grassi é uma grande promessa, mas pouco pode provar neste ano. Quanto a Senna, eu sempre disse que achei prematura a vinda dele para a F1, deveria ter adquirido mais experiencia na GP2, para depois tentar uma vaga, e quem sabe com um bom patrocinador brasileiro.

  9. Ah, só para constar: Piquet tomou pau do Alonso, DiGrassi tomou pau do Glock, Senna chegou a tomar pau do Chandok e do Klien, preciso dizer mais?

    • Olha Cassius, isso é generalizar. Di Grassi é novato, o Timo Glock tem trocentos anos de F1 nas costas. Piquet andava com um carro com pelo menos 3 provas de atraso na atualização, comparado ao carro de Alonso. Senna, prá mim, é uma incógnita, precisava mais tempo na GP2.

      • Caro André/Pira,

        Entenda meu post acima como um elogio a Piquet e uma crítica a Senna e DiGrassi.

        Tomar pau do Alonso com carro defasado é uma coisa, tomar pau de ChandoK, Klien, e Glock como o mesmo equipamento é outra bem diferente.

        Quanto ao papo de experiência ser desculpa para tomar pau, Koba, o “japa voador”, provou que é só papo mesmo, piloto bom senta e ganha pelo menos do companheiro de equipe. E cá pra nós, Klien, Glock e Chandok são muito fracos.

  10. Cassius,
    Concordo em partes…
    Lembremos que o diGrassi tambem tinha o carro defasado em relação ao Glock.
    Assim, considero o Nelsinho um cara com muito talento, piloto para um dia lutar por vitórias, mas fez o que fez. Di Grassi vem um pouco abaixo, mas com mais experiência, poderia ir longe. (Weber foi um piloto sempre de razoável a bom, e depois de ter experiencia fez otima temporada em 2010).
    Senna: mais tempo de GP2 teria sido o ideal, está em um nivel abaixo dos 2 acima

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