Porque o novo Ferrari se chamará F150

A Ferrari mexeu desta vez em uma peça bastante delicada para decidir o nome do seu carro para a atual temporada- o novo modelo se chamará F150, em comemoração aos 150 anos da unificação da Itália, em 17 de março de 1861.

A medida encontra um pouco do perfil político do presidente da Scuderia, Luca di Montezemolo, que aplicou como motivo este parágrafo-

A Ferrari é uma expansão da excelência italiana, da criatividade e do talento. Todos os homens e mulheres que colocam bastante esforço e paixão em seus trabalhos em Maranello dividem o orgulho e a responsabilidade de representar nosso país ao redor do mundo. Esse é o espírito que escolhemos ao dedicar o carro a um evento que é tão importante para toda a Itália.- Luca di Montezemolo

A ideia acaba sendo uma boa estratégia política- a Itália está “unida” com a Ferrari, e a medida teve apoio do presidente italiano, Giorgio Napolitano (mais jogada política do que esta, impossível.

Mesmo assim, e vale frisar, a Itália é um país totalmente divido-” Enquanto o norte é urbano e industrializado, o sul traz um grande contraste, sendo também chamado de Mezzogiorno, mais agrário e menos industrializado que o norte, além de possuir alto índice de criminalidade em função das atividades da máfia.”

Em outras palavras, a joga política de Montezemolo em relembrar a unificação foi bastante audaz, mas a realidade italiana, nas pessoas que vivem o dia a dia no sul, é bastante diferente…

22 comentários em “Porque o novo Ferrari se chamará F150

    • Falou e disse,

      Esse papo de excelência italiana está mais para excelência alemã com grande colaboração brasileira.

      Aliás, o que seria da Itália se não fosse a Alemanha e o Brasil.

      Ah, esqueci de mencionar: Sem a filial brasileira, a FIAT já tinha ido a falência há muito tempo (hoje o maior mercado para os carros FIAT é o Brasil).

      Que papinho ruim hein Montezemolo…

      • Cassius, você tem toda a razão, sem o Brasil a FIAT, já tinha ido para o espaço há muito tempo, assim como o Santander e a Telefonica. O problema é que esse pessoal, só lembra da gente quando é para levar os lucros e contar vantagens. Alias, o Felipe Massa só continua na Ferrari por esse motivo, a construtora e o principal patrocinador precisam do Brasil, para sobreviver a crise financeira, que assola a Europa, principalmente a Espanha.

  1. eu acho que F11 era um nome melhor, essa historia de ficar mudando o lógica dos nomes é totalmente desnecessário. quer homenagear a itália faz uma pintura especial em um gp

  2. O nome para mim, é o menos importante. O que vai ser embarcado nesse carro é o que conta. Espero, que os pneus mostrem um rendimento melhor, que o Kers seja mais eficiente, o consumo seja mais equilibrido e os motores mais resistentes, enfim, que tudo aquilo que é fundamental num FI., esteja de acordo com as necessidades recorrentes do carro. A FI., é exigente e não admite erros nem na construção dos carros, nem dos seus componentes e menos aida dos pilotos. O nome pelo qual todos vão trata-lo em 2011, sera o de sempre “Ferrari”, o resto é liturgico e pouco soma ao desempenho da equipe.

  3. Concordo com o Newton.

    Espero, em consideração ao nosso compatriota, que esse novo carro não faça o mesmo fiasco que fizeram os carros dos últimos anos.

    Abraço…

  4. A Ferrari, FIAT, Santander, podia fazer uma homenagem ao Brasil(que engorda suas contas bancarias) e deixar o Felipe correr sem restrições esse ano.

    • Quem disse que Massa tinha restrições? A única restrição dele foi tecnica e tomou do Alonso.

      • Você tem certeza dessa afirmação, ou é apenas preconceito contra o piloto, por que é brasileiro?

      • Se Massa fizesse frente a Alonso, andasse pelo menos próximo na pista, não veríamos o que aconteceu. Ele começou bem, mas emplacou uma serie de resultados ruins que o deixaram em segundo plano dentro do time. Quando poderia iniciar uma reação, Smedley o lembrou de que Fernando era mais rápido que ele.

      • Massa não sofreu restrição alguma, o que vimos na Alemanha foi, pela política da Ferrari, uma forma de beneficiar Alonso pois Massa estava muito atrás na tabela e não o ia alcançar- deixando claro, segundo a Ferrari.

        Felipe teve sempre o mesmo equipamento e isso ninguém pode negar, na pista ambos tiveram os mesmos carros e Felipe não pôde vencer pois simplesmente não foi melhor que Alonso, teve problemas em aquecer os pneus e por isso foi inferior, nada do mais. As atitudes da Ferrari com isso se torna um outro assunto, mas no tema EQUIPAMENTO ambos tiveram iguais condições. (Caso diferente na Renault quando Alonso corria com um carro 3 corridas a frente do que Nelsinho).

        Acho que perder não é o fim do mundo, Massa teve um ano ruim com problemas e foi inferior, acho que é isso. Mas existe uma áurea entorno para encontrar coisas que não existem.

    • Não é preconceito, é constatação. Massa não sofreu restrição alguma. Teve o mesmo equipamento. Só que Alonso foi muito superior a ele. Se foi problemas com pneu eu não sei, Alonso tinha os mesmos pneus. O fato é que a única restrição a que Massa foi submetido foi técnica e foi submetido por ele mesmo.

      • O caso do aquecimento acorreu sim como todos estamos cansados de ouvir, agora vc vim falar de tecnica e papo furado, acho o Alonso muito mais experiente, ate pq ja e bi campeao, no mais repito, e papo furado!

  5. É, tem de se admitir que Alonso foi muito mais eficiente e deixou o Massa para trás. Creio que o episódio da interferência da equipe na troca de posições foi fruto da falta de qualidade do Massa. Se ele tivesse obtido os mesmos resultados do Alonso, a história teria sido diferente.
    Por isso, como brasileiro, torço para que este ano, o Felipe consiga fazer melhor uso dos pneus e assim se colocar acima de Alonso.
    Para mim, Alonso é um gigante das pistas, mas em 2008 e 2009 vi um Felipe Massa com muita vontade e qualidade também. E é nisso que quero apostar novamente este ano.

  6. Equipamentos exatamente identicos, devem incluir a equipe. Isso eu só vi na McLaren de Senna e Prost. Que eu me lembre, foram os unicos pilotos de equipe grande, que correram exatamente com as mesmas chances de vencer ou perder. Não me lembro de outro caso parecido.

    • Ok Newton, já que vc prefere acreditar na teoria conspiratória de um “brasileirinho” contra o mundo tudo bem….fazer o que?

      • brasileirinho, por que? Nós já colocamos nas pistas do mundo os melhores pilotos, “brasileirinho” teoria da conspiração, isso é nóia e isso eu não tenho, mas olhos eu tenho sim, não enchergo mais lá essas coisa, mas consigo ver e entender o que ocorre a minha volta. Analise e paranóia, são coisas bem diferentes.
        Paranóia tem os brasileiros contra si mesmos, como dizia o cronista: “brasileiro tem complexo de vira-lata”. Eu não tenho esse complexo, mas tambem não vejo o “brasileirinho” tão inferior aos outros, afinal, se fosse, não chegaria onde chegou, a não ser, que uma conspiração sinistra o tenha levado até lá, mas nem essa teoria eu aceito. Leia a matéria no blog do Renan, ela vai um pouco mais fundo na politica da FI.

      • Concordo contigo Newton, esse complexo maldito de inferioridade de alguns brasileiros tem que cair por terra, isso e ridiculo!!!

  7. Newton acho que vc não entendeu. Vc mesmo está reforçando esse sentimento ridículo de complexo de inferioridade. O Brasil já teve pilotos tops, do quilate de Senna, Piquet, Fittipaldi, mas o Massa não se equivale tecnicamente a nenhum deles, FATO, até o presente momento. Agora vc e outros como o Teo precisam analisar imparcialmente e ver que Alonso é superior tecnicamente que o Massa, no mínimo o foi nesta última temporada. Não é só porque o cara é brasileiro que vcs e outros mais por ai têm que arrumar desculpas mirabolantes ( leia-se restrições, complôs e etc) para justificar o fato de Massa não ser o “melhor piloto do mundo” como já tivemos no passado. Ele foi superado por Alonso em 2010 com equipamentos iguais e ponto final. O que há demais nisso? Só porque ele é do mesmo país de Senna e Piquet não quer dizer que ele seja como eles. Mas eu entendo, isso é o efeito infeliz da Globo.

    • Eu assisto corrida pela Globo, sem som, para não ter que ouvir as bobagens ditas por ali, torço pelos brasileiros, mas não sou cego, sei que falta ao Massa mais vontade de vencer, se arriscar, acho, que a técnica não lhe falta, falta é vontade de partir para cima do adversario. Não acredito, que com os pilotos, que temos hoje no grid, vamos fazer um campeão mundial. Só fico muito triste, quando o pessoal malha até o Senna nos blogs por ai, e como você trata alguns pilotos de “brasileirinho”, numa nitida atitude de deboche. Se sou puxa saco dos brasileiros, talvez, já que não me vejo torcendo por pilotos de outros paises. Já vi muita gente ruim, mas ruim mesmo, como Damon Hill se sagrar campeão só por causa da necessidade politica da FIA. Eu não gostaria de ter um campeão brasileiro nestas circunstancia, só não acho o Massa essa desgraça toda, que o pessoal pinta por ai, fosse assim, com certeza não teria vida tão longa na FI. Talvez se a torcida nacional por Massa ou Barrichello tivesse sido menos exigente e apoiado mais nossos pilotos, talvez eles tivessem se comportado de outra forma na FI. O Espanhol venera o Alonso, torce por ele, coisa que o brasileiro não faz, e olha, que quando ele começou, era conhecido como abanador, chegou até a ser comparado aos japoneses da época. Cresceu, melhorou, aprendeu, tudo com a juda da torcida e confiança em si mesmo, coisa, que hoje falta aos nossos pilotos, tanto a torcida como a confiança. Eu só quero poder torcer pelo Massa, como tem gente, que torce pelo Hamilton, Alonso e outros estrangeiros, o problema é que quando se elogia qualquer atitude de um brasileiro, o pessoal cai de pau no torcedor, para atingir o piloto, assim, caracteriza o complexo de vira latas, ao qual me referi.

  8. É triste ver esse olhar superficial sobre unificação italiana estampado nos carros da Ferrari, para ser transmitido em nível global. É comovente pensar como devem se sentir os italianos do Sul ao verem que não participam dos benefícios que seus conterrâneos do Norte da Itália tem. E mesmo assim, os sulistas terem que ouvir a declaração Montezemolo nos noticiários do mundo afora que o aniversário da unificação é um evento “tão importante para toda a Itália”.
    Eu também não acredito que Montezemolo seria um bom representante político para a Itália, ainda mais nessas épocas de crise financeira mundial. Se o presidente italiano é corrupto no esporte, será que ele não vai repetir o padrão na política?
    Tomara que a Itália tenha mais que os 150 anos de unificação para comemorar este ano (e não estou falando de um título do Fernando pela Ferrari, rs), mas também mais igualdade, equidade, segurança e liberdade em todas as suas cidades!
    Deus abençoe a todos!

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