
Hoje, dia 8 de março, comemoramos mais um Dia Internacional da Mulher. Infelizmente, no ambiente da Fórmula 1, a presença feminina é muito pequena: Apenas duas mulheres, em 75 anos de F1, largaram em uma corrida oficial. Outros nomes apareceram nesse meio tempo, cada um com a sua importância e relevância histórica para uma categoria que, esperamos, um dia possa voltar a ter uma mulher no grid de largada.
Vamos relembrá-las?
MARIA TERESA DE FILIPPIS

Uma grande pioneira no esporte a motor, a italiana Maria Teresa de Filippis fez história ao ser a primeira mulher a ter largado oficialmente em uma corrida de Fórmula 1: Aos 31 anos de idade, ela classificou em 19º lugar e chegou em 10º no GP da Bélgica de 1958. Ela ainda largaria em outros dois GPs naquele ano, se aposentando em 1959.
Maria Teresa faleceu no dia 8 de janeiro de 2016, aos 89 anos.
LELLA LOMBARDI

A também italiana Lella Lombardi é provavelmente a mais famosa dessa lista, tendo a carreira mais bem-sucedida entre as mulheres que participaram da Fórmula 1. Aos 34 anos de idade, ela correu em 10 oportunidades no campeonato de 1975, pela equipe March, e, com o sexto lugar no GP da Espanha, se tornou a primeira mulher (e única até hoje) a pontuar na história da F1.
Ela participaria ainda de dois GPs em 1976: No GP do Brasil, com a March, e, após ser substuída por Ronnie Peterson, no GP da Áustria, com a equipe RAM.
Lella faleceu no dia 3 de março de 1992, aos 50 anos, de câncer de mama.
DIVINA GALICA

A britânica Divina Galica competiu em três Jogos Olímpicos de Inverno (1964, 1968 e 1972) como parte do time feminino britânico de ski antes de iniciar sua carreira no automobilismo. Com bons resultados em outras categorias, aos 32 anos ela tentou se classificar para um GP de Fórmula 1 em três oportunidades (uma em 1976 e duas em 1978), mas sem sucesso. Ela disputaria mais uma Olímpiada em 1992, representando a Grã-Bretanha no esqui de velocidade.
Atualmente Divina tem 80 anos de idade e mora na Inglaterra.
DESIRÉ WILSON

A sul-africana Desiré Wilson tentou se classificar para uma corrida oficial de F1, o GP da Grã-Bretanha de 1980, mas acabou não obtendo sucesso. Apesar disso, naquele mesmo ano, no denominado “British Formula One Championship”, campeonato que era disputado com carros antigos de Fórmula 1, ela se tornou a única mulher a vencer uma corrida com um carro de F1 ao vencer a etapa de Brands Hatch. Em reconhecimento a essa conquista, Desiré tem uma arquibancada no circuito de Brands Hatch com o seu nome.
GIOVANNA AMATI

A italiana Giovanna Amati é, oficialmente, a última mulher até hoje a tentar se classificar para uma corrida de Fórmula 1. Aos 32 anos, após algumas temporadas na Fórmula 3000, Amati tentou, sem sucesso, a classificação para as três primeiras corridas da temporada de 1992, com a Brabham. Equipe história da F1, a Brabham estava em uma situação completamente adversa, e aquela viria ser a sua última temporada na categoria, terminando sem nenhum ponto e não conseguindo se classificar em várrios GPs.
SUSIE WOLFF

Rosto muito conhecido por toda a comunidade da F1, a escocesa Susie Wolff, hoje diretora da F1 Academy, foi a primeira mulher a correr em um fim de semana oficial de F1 desde Giovanna Amati, ao participar do TL1 do GP da Grã-Bretanha de 2014, com a Williams. Ela viria a participar de outros três treinos livres com a equipe: Ainda em 2014, no GP da Alemanha, ficando em 15º, e em 2015 nos GPs da Espanha (15º) e Grã-Bretanha (13º).
Naquele mesmo ano ela anunciou a sua aposentadoria das pistas e deixou a seguinte mensagem: “Cheguei muito perto. Queria e lutei muito para fazer parte do grid, mas, com os eventos no início deste ano e o ambiente na F1 do jeito que está, não vai acontecer. Só posso dizer que dei tudo de mim. A F1 está pronta para uma mulher competitiva se apresentar no mais alto nível? Sim. É possível como mulher? Definitivamente. Isso vai acontecer em breve? Infelizmente não. Temos dois problemas: poucas garotas iniciam no kart e não há nenhum modelo claro. Meu instinto me diz que é hora de seguir em frente”
Em 2025 completaremos 10 anos sem a presença oficial de uma mulher pilotando num fim de semana de GP de Fórmula 1.
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