A dança das cadeiras já começou na F1

Quem ficará sem assento? (Foto: Fórmula 1)

Normalmente, o mês de maio significa apenas o início de uma nova temporada na Fórmula 1. Em 2022, as mudanças drásticas do esporte proporcionaram um grande alvoroço nos bastidores e, consequentemente, as equipes passaram a entrar em ação pela chance de vencer corridas no presente e no futuro.

Até o momento, 5 Grande Prêmios foram realizados e, ainda que 18 finais de semana de F1 separem os fãs do tão aguardado resultado, os rumores em torno dos contratos de pilotos estão crescendo cada vez mais. A famosa e temida dança das cadeiras parece já estar em curso.

Bicampeão mundial, Fernando Alonso veste o uniforme da Alpine pelo segundo ano consecutivo. Com quase duas décadas de atividade, ele é alvo de incansáveis boatos sobre uma possível aposentadoria, mesmo ainda entregando disputas eletrizantes com os principais carros do grid.

Agora, com o piloto de teste da sua equipe, Oscar Piastri, ansiando cada vez mais pela sua vaga, as coisas não são diferentes. Há quem acredite que a saída do espanhol é uma possibilidade. No entanto, tudo indica que Alonso irá continuar na alta categoria do automobilismo com Esteban Ocon até 2024.

“É sobre desempenho, não sobre idade”. Em entrevista para a Autosport, o espanhol questionou a atitude etarista das pessoas que tentam a todo custo achar espaço para novos talentos no esporte, mesmo que isso signifique invalidar a experiência dos veteranos. Para deixar nítida a sua posição, Fernando Alonso ainda afirmou que deseja ocupar um assento na Fórmula 1 por mais alguns anos. 

Se as chances de Piastri no assento principal da Alpine ainda são um sonho distante, o jovem piloto pode arriscar e cobiçar um lugar em outra garagem. Afinal, segundo Laurent Rossi, diretor-executivo da Alpine, Piastri provavelmente será emprestado para outra equipe em 2023.

Visto na garagem da Williams, a previsível saída de Nicholas Latifi pelos especialistas em F1 foi dada como uma possibilidade de acalentar o coração do australiano. Porém, Jost Capito negou qualquer chance de descartar Latifi tão precocemente.

A trilha sonora da dança das cadeiras toca para todos na Fórmula 1 e, nas últimas semanas, não só as consequências do embate de gerações entre Fernando Alonso e Oscar Piastri estiveram em pauta. Daniel Ricciardo também está dirigindo com um grande alvo nas costas.

Lutando contra o seu mal desempenho e os seus raros dias de glória desde a sua chegada na McLaren, Ricciardo está cada vez mais sendo alvo das grandes especulações da mídia. Entre elas, a teoria de que Colton Herta tem potencial para se tornar uma pedra no seu encalço tem ganhado forças graças à publicidade envolvendo o Grande Prêmio de Miami. 

O desespero da Liberty Media em fazer dos Estados Unidos a maior sede do esporte somente fomentou as suspeitas de um piloto estadunidense ganhar os holofotes e, assim, trazer a grande audiência do país. 

E ninguém melhor para revelar um ídolo automobilista estadunidense do que a McLaren, uma equipe tradicional comandada por Zak Brown, um empresário, adivinhe, estadunidense. Por enquanto, Herta entrou em acordo com a equipe mamão-papaya para testar o carro de 2021. 

Diante da movimentação nos bastidores, resta-nos aguardar pelo o que as férias do meio do ano reservam para a escalação de pilotos na próxima temporada.

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Nathalia Tetzner é estudante de Jornalismo e ama escrever sobre quase tudo. Seja debatendo cultura ou analisando Fórmula 1, ela sempre carrega consigo um senso crítico e social.

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