
A F1 2026 começou com tudo e a grande protagonista na primeira quali do ano foi a Mercedes: George Russell conquistou a pole position, com seu companheiro de equipe Kimi Antonelli em segundo. Isack Hadjar, da Red Bull, foi o terceiro – A cerca de 8 décimos de distância. Vamos ver como foi?
Como funciona a nova quali?

Com a adição de uma nova equipe no grid, a Cadillac, agora temos um total de 22 pilotos (antes eram 20). Dessa forma, tivemos alguns ajustes no formato:
Na primeira etapa eliminatória, o Q1, os 22 pilotos participam, mas somente os 16 melhores passam para a etapa seguinte, ou seja, seis são eliminados. A duração da sessão é de 18 minutos.
Em seguida, na segunda fase de eliminação, o Q2, os 16 pilotos restantes disputam por um lugar no top dez, significando que mais seis são descartados. Nesse caso, são 15 minutos para mostrar o melhor em pista.
Por fim, no Q3, os dez pilotos restantes competem diretamente pela pole position. Essa etapa final tem duração de 13 minutos.
RESUMO DA QUALI DO GP DA AUSTRÁLA
Q1: Verstappen gera bandeira vermelha e Ferrari surpreende com pneus médios

Na primeira volta, o brasileiro Gabriel Bortoleto (Audi) fez uma ótima sessão, marcando 1:20.495 e conseguindo passar com facilidade para o Q2. Além dele, o rookie Arvid Lindblad (Racing Bulls) teve um desempenho ótimo para quem está apenas iniciando a carreira na categoria, também completando volta na casa de um minuto e 20 segundos.
A Ferrari apostou em uma estratégia diferente, sendo a única equipe a liberar seus pilotos para a pista com pneus médios, enquanto o restante do grid cedeu a preferência para os pneus macios nessa primeira fase. A ideia funcionou: Lewis Hamilton chegou a marcar 1:19.811.
George Russell já demonstrou desde cedo que vinha com sede pelo primeiro lugar, ao finalizar com 1:19.507. A Mercedes, inclusive, conseguiu o enorme feito de recuperar o carro de Kimi Antonelli, que havia batido forte no terceiro treino livre do fim de semana, ocorrido poucas horas antes da qualificação. O italiano continuou sofrendo com alguns deslizes, incluindo um quase incidente com outros carros ao sair do box para o pitlane.
Porém, quem realmente teve azar foi Max Verstappen. Faltando sete minutos para terminar o Q1, o tetracampeão travou a roda traseira na abertura de uma volta, colidindo contra as barreiras e causando uma bandeira vermelha que atrasou a sessão (Veja o vídeo AQUI). O incidente (que se suspeita que possa ter sido causado por um problema de software) é incomum para Max, que estranhou o comportamento do carro no incidente, tendo declarado que nunca passou por algo assim na carreira. Talvez isso seja um reflexo das duras críticas ao novo regulamento feitas por ele: Será que o holandês vai conseguir se adaptar ao carro de 2026?
Além disso, Williams e Aston Martin sofreram com problemas: Stroll nem conseguiu ir pra pista, e Alonso, apesar de marcar tempo, ficou fora no Q1. Já Carlos Sainz também teve problemas no seu carro e ficou sem tempo marcado.
Top 3:
- George Russell (Mercedes) – 1:19.507
- Oscar Piastri (McLaren) – 1:19.664
- Lewis Hamilton (Ferrari) – 1:19.811
Eliminados:
- 17. Fernando Alonso (Aston Martin) – 1:21.969
- 18. Sérgio Perez (Cadillac) – 1:22.605
- 19. Valtteri Bottas (Cadillac) – 1:23.244
- 20. Max Verstappen (Red Bull) – sem tempo
- 21. Carlos Sainz (Williams) – sem tempo
- 22. Lance Stroll (Aston Martin) – sem tempo
Q2: George Russell lidera e Gabriel Bortoleto acaba parado no box

O Q2 da classificação foi marcado por tempos baixos da Mercedes e alguns sustos na pista. A equipe britânica continuou mostrando que veio para dominar o cronômetro: George Russell foi, novamente, o grande nome da sessão, cravando as duas melhores voltas do Q2: de primeira 1:18.934 e de segunda 1:18.987. Com isso, ele abriu uma vantagem impressionante de meio segundo sobre a concorrência.
Kimi Antonelli, por sua vez, mostrou velocidade com 1:19.604, mas não sem drama: O jovem piloto quase perdeu o carro e escapou na grama em uma de suas tentativas. Inclusive, a área verde foi um destino comum para vários do grid. Além de Antonelli, nomes experientes como Lewis Hamilton e Alexander Albon (Williams) também tiveram passagens pela grama, lutando para manter o controle.
O brasileiro Gabriel Bortoleto passou no sufoco para o Q3. Ele terminou em um excelente 10º lugar, garantindo a última vaga para o Q3 por um triz. Porém, após a bandeirada, o carro do brasileiro teve problemas e acabou parando perto da entrada dos boxes, encerrando, infelizmente, a sua participação na quali da Austrália.
Nessa etapa, o destaque ficou para a Racing Bulls, que conseguiu colocar seus dois carros entre os dez melhores, mesmo com pilotos novatos em relação a protagonismo. Além da equipe B da Red Bull, as duplas da McLaren, Mercedes e Ferrari também avançaram para o Q3.
Top 3:
- George Russell (Mercedes) – 1:18.934
- Charles Leclerc (Ferrari) – 1:19.357
- Kimi Antonelli (Mercedes) – 1:19.435
Eliminados:
- 11. Nico Hulkenberg (Audi) – 1:20.303
- 12. Oliver Bearman (Haas) – 1:20.311
- 13. Esteban Ocon (Haas) – 1:20.491
- 14. Pierre Gasly (Alpine) – 1:20.501
- 15. Alexander Albon (Williams) – 1.20: 941
- 16. Franco Colapinto (Alpine) – 1:21.270
Q3: Mercedes garante dobradinha na primeira fila do grid

O Q3 começou com um cenário caótico para uma decisão de pole position. Logo de cara, a sessão precisou ser interrompida por uma bandeira vermelha devido a um erro crasso da Mercedes, que esqueceu o resfriador acoplado ao carro de Kimi Antonelli, espalhando diversos detritos pela pista e forçando a limpeza imediata do asfalto.
George Russell, alheio à confusão nos boxes, abriu os trabalhos cravando 1:19.084 em sua primeira tentativa, mantendo a liderança enquanto os adversários ainda tentavam se encontrar no Circuito de Albert Park. A batalha interna na Mercedes ganhou contornos dramáticos conforme o cronômetro avançava.
Antonelli, que vinha entre altos e baixos, finalmente conseguiu encaixar um setor roxo atrás do outro para marcar 1:18.811. No entanto, o brilho do jovem italiano foi ofuscado pela precisão cirúrgica de Russell, que respondeu imediatamente com a marca de 1:18.518, garantindo a pole position e deixando o companheiro de equipe a três décimos de distância.

A grande surpresa da sessão veio com Isack Hadjar, que colocou a Red Bull em um impressionante terceiro lugar. O desempenho do francês pode levantar questionamentos sobre o que Max Verstappen poderia ter extraído desse carro se não fosse a bandeira vermelha no Q1, mas também destaca o grande trabalho de Isack. Será que a Red Bull finalmente achou o seu segundo piloto?
No fim, a festa foi completa para a Mercedes, que travou com sobras a primeira fila do grid com os dois pilotos largando lado a lado nesse domingo (8). Esta marca a oitava pole position da carreira de George Russell, sendo a primeira desde o GP de Singapura, realizado em outubr de 2025.
Resultado final:

Repercussão e declarações
A repercussão após a bandeirada final misturou o alívio da Mercedes com a frustração técnica na McLaren, além de algumas críticas aos novos carros (mais uma vez). Logo após garantir a pole, George Russell fez questão de exaltar o trabalho hercúleo dos mecânicos pelo rádio, agradecendo o esforço da equipe em recuperar o carro de Kimi Antonelli a tempo para a classificação.
Do outro lado do paddock, o clima era de cautela e análise de danos. Zak Brown confirmou que Lando Norris não conseguiu entregar todo o seu potencial devido a problemas persistentes na implantação de energia da unidade de potência. Essa falha no sistema híbrido impediu que o britânico mantivesse o ritmo necessário nas retas, prejudicando diretamente suas tentativas de volta rápida e deixando a McLaren em uma posição de defesa para a corrida.
Para Norris, o desafio técnico se soma a uma estatística incômoda: historicamente, o vencedor do GP da Austrália costuma enfrentar dificuldades no ano seguinte, e o atual campeão parece estar sentindo o peso dessa suposta maldição em Melbourne. Com o grid definido, a expectativa agora gira em torno da confiabilidade da McLaren e da capacidade de Antonelli em sustentar a pressão da largada ao lado do companheiro.

Além disso, Max Verstappen foi, mais uma vez, contundente em suas críticas aos novos carros do novo regulamento: “Já me sentia muito mal no simulador, a ponto de não querer pilotar. Já expliquei isso e continua a mesma coisa. Não estou gostando nada disso. Como eu disse, também não me importa a posição em que eu me classifique. Se fosse no pelotão da frente ou onde estou agora, emocionalmente e em termos de sensações, sinto um vazio completo”.
Lando Norris também fez duras críticas: “Passamos dos melhores carros já feitos na Fórmula 1 e dos mais agradáveis de se pilotar para provavelmente os piores. É uma droga, mas temos que conviver com isso”. Questionado se conseguia aproveitar algum aspecto dos novos carros, Norris permaneceu em silêncio por sete segundos antes de responder: “Não”.
Em meio a tudo o que implica um novo regulamento e o início de uma temporada, o GP da Austrália acontece neste domingo (8), com largada marcada às 1h da madrugada. A transmissão é pela Globo no sinal aberto, pelo SporTV 3 no sinal fechado e pelo Globoplay no streaming. Fique ligado no Blog para não perder nenhum detalhe da cobertura completa!
Nathalia Tetzner é jornalista formada pela Unesp e trabalha com produção de conteúdo de Fórmula 1, audiovisual e cultura, unindo informação e narrativa para diferentes plataformas.
1 thought on “Mercedes domina e George Russell conquista a primeira pole position de 2026 na Austrália!”